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Stay safe in love

  Stay safe in love  O amor  é contagioso “à brava” Infeção que percorre todos os órgãos,  nunca foi descoberta a cura. Sofrendo novas mutações, somos sempre infetados. Estirpes raras apoderam-se de nós e são essas que o nosso corpo mais preserva.  O amor é contagioso “à brava” mantém à distância a doença  Aproxima os “infetados” Afasta os carrancudos Mantém à distância a norma Aproxima a liberdade  Afasta ciúmes agudos Mantém à distância o escuro  Aproxima memórias de pele Afasta pensamentos pontiagudos Testei e estou positiva.

Voltar a Acreditar

 “Não”, “é mentira” “nunca na vida" “que horror” “é tudo mentira” … era o que mais dizia aliás, era o que ouvia e via. desacreditei das imagens  desacreditei das ações desacreditei.  passou muito, muito tempo  desde que a terra foi regada. não havia quem cuidasse, nem do que cuidar. ninguém ficava, nem ninguém passava só o tempo e, no tempo certo.  certo como sede e fome. tudo com tempo certo Como caminhar abrir e fechar ciclos mergulhei, afundei e ali me deixei ficar. permiti-me estar no silêncio do profundo na apneia das emoções emergi no tempo certo. fechei cinco anos e demasiadas vidas permiti-me  voltar a olhar para o calendário,  repensar as colheitas e voltar a acreditar na força da terra percebi que o Ser pode estar apaixonado por si e regressar ao expontâneo, intuitivo e brilhante Ser que já foi em criança, é acreditar é deixar-se cuidar é vibrar só de pensar é ver com as mãos e o coração  é tocar no céu é agradecer cada dia é con

A dança traz-me sempre certezas

A dança traz-me sempre certezas é como o primeiro beijo. Ou é ou não é... e, só depois do Tempo dançar muito, é que se pode mudar esta certeza. A primeira dança. Ou é ou não é... há ou não há.  É como a música. Ou é ou não é... há ou não há. A dança é um comboio cheio de certezas que pára só em determinados apeadeiros e estações e, naquelas onde pára, deixa mercadoria, marca. Já tive a certeza que estava viva enquanto dançava Já tive a certeza que era mulher enquanto dançava  já tive a certeza que estava apaixonada enquanto dançava já tive a certeza de que não estava apaixonada enquanto dançava já tive a certeza da música enquanto nela me mexia e tenho sempre a certeza pelo que o meu corpo me diz para fazer.  Entrega, não entrega, sorri, contrair Há ali uma fusão entre o corpo e a mente, entre o amor à nossa pele, entre o ritmo e a pegada, a entrega e a fusão Qualquer coisa que, atualmente, até me dá medo só de pensar e, por isso, me afasto, co ntinuando a da

Um abraço é um colo

Pedir um abraço e recebê-lo por inteiro é um bom colo. Ontem pedi um abraço e recebi-o... por metade, com uns leves toques de dedos nas minhas costas, a imitar o que os adultos fazem.  Já não o via há três anos. Ontem quando nos juntámos parecíamos dois colegas de trabalho a falar.  "Ya Professora, aqui está tudo bem, e então desde que o J. saiu melhor ainda! Lembra-se do que ele fazia nas aulas? Até a professora O. mordia as mãos para não morder nele...E o seu filho? Nunca mais o vi nos treinos? Eu já deixei aqui está fatela, só gritam" A conversa foi-se prolongando comigo a perguntar por este e aquele da turma, pelos irmãos que passaram por mim. Entretanto perguntei-lhe com quem estavam agora e apontaram para uma estudante minha, atual.  "Ouve S., conta-me tudo do que a Professora C. anda a fazer convosco", disse eu em jeito de brincadeira "Porquê? É professora dela? Olhe, nem imagina... fazes-me os cabelos todos brancos, Professora! Todos!"

impressão de poema

ANTÓNIO RAMOS ROSA Uma voz na pedra Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho. De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. A minha tristeza é a da sede e a da chama. Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono. Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente. Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. Não sou a destruição cega nem a esperança impossível. Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.  in Facilidade do Ar, Ed. Caminho, 1990

Todo o Homem precisa de uma mãe

https://youtu.be/yjxriFArvMk “O sol, manhã de flor e sal E areia no batom Farol, saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som Todo homem precisa de uma mãe Todo homem precisa de uma mãe O céu, espuma de maçã Barriga, dois irmãos O meu cabelo negra lã Nariz, e rosto, e mãos O mel, a prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu se abre de manhã Me abrigo em colo, em chão Todo homem precisa de uma mãe Todo homem precisa de uma mãe Todo homem precisa de uma mãe Todo homem precisa de uma mãe”

Enchemos Nada, e ficamos com tudo, de nada.

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E o balão esvazia quando no Lugar está o Nada, e em parte alguma está o Tudo.  Chegas, e há Nada. Olhas à tua volta, e lá está Tudo... e por mais que grites, o Nada da tua voz nunca alcançará parte alguma. Nunca mais haverá Tudo no teu Lugar, é.  Ou então teremos de reinventar um novo Lugar, redimensionar o tamanho do Tudo e do Nada, e voltar a descobrir em que parte se enche o balão. Esvaziamos Tudo, ficamos com Nada. Enchemos Nada, e ficamos com tudo, de nada. E nunca mais seremos Nada porque, afinal, sempre tivemos tudo. (El vacio: ANNA LLENAS)

Hemisfério Absurdo

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Há dias em que o cansaço e o desnorte é tanto que o cérebro vira para o lado do Hemisfério Absurdo, aquele entre um e outro.  De "ab-surdo" que fica, deixa de ouvir a direita e a esquerda, e passa somente a pensar na desordem do "ab". Nessas alturas, ao cérebro apetece-lhe elevar a voz do seu corpo e enviar Short Messages Service a várias pessoas, com muita desordem alfabética; por vezes, apetece-lhe enviar choques elétricos provocando movimentos giratórios sobre si mesmo - aclamados de "dança em parafuso"; outras ocasiões apetece-lhe ficar somente surdo em todos as letrinhas do alfabeto e deixar de ouvir "Apanha, Belisca, Come, Desenvolve, Escreve, Fica, Grita, Hoje, Imita, Junta, Kiss, Limpa, Manda, Não, Obecede, Procura, Quando, Reflecte, Sente, Trabalha, Usa , Vai, WTF, Xinga, Yes, Zarpa", que é como quem diz ficar "abcdefghijklmnopqrstuvwxyzsurdo" Há dias em que este cansaço inclina o corpo para um lado e o espírito para o out

How to save a life

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Venho do teu colo e não sei para onde vou Venho dos teus olhos  e não sei do horizonte Venho das tuas mãos e não sei onde me agarrar Um dia, quando a saudade não for maior que tu, sei que do teu colo farei o meu lugar dos teus olhos o meu Farol das tuas mãos a coragem das tuas palavras a força para te elevar, Tiçanita. Três anos sem esta “Bacorinha Desalmada” e com uma saudade mais que enorme. Um Ser gigante, Maria da Conceição Costa How to Save a Life

Hay Dias...

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Hay Dias... O dia dois de abril era para mim a referência de um dia agridoce. O dia em que se comemora o nascimento de um homem dedicado às histórias e, consequentemente, um dia dedicado a um dos suportes das Histórias, o Livro Infantil. Hans Christian Andersen foi um rapaz que se tornou poeta e escritor de histórias, sobretudo do mundo encantado de fadas. Uma infância marcada pela pobreza financeira, mas pela riqueza de um pai que, não sabendo o código escrito, inventava muitas histórias e contava-as ao filho.  O dia dois de abril foi o dia do início desta história, agridoce.  O dia dois de abril, tinha esta referência agridoce mas desde o ano passado, ficou marcado por uma história amarga e nada doce. Uma história triste, como as que Andersen escreveu. Uma história de vida agridoce mas rica de sonhos, sabedoria, entrega ao outro, confiança, optimismo.  Desde 2015 contei vezes sem conta, a história " A Morte Madrinha ", até que no dia 2 de abril de 2017, o telefone to

Marina Colassanti e Affonso Romano de Santana

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Tão poderosa esta imagem, tão cheia de uma coisa que não tem nome. Acho que nem a palavra "Amor" chega, ou qualquer outra da família. Não chega. Marina e Affonso.  Marina Colassanti, escritora, narradora, a fada dos contos, da poesia e paixão, e  o grande poeta Affonso Romano de Santana que  completa 82 anos! Um casal com mais de 40 anos de história juntos! E que foto esta, que ousadia de amor. Que verdade nestes  dois. Vê-los juntos, em Beja, nas Palavras Andarilhas, para além de um privilégio é testemunhar que é possível existirem amores de verdade, para além da vida e da morte, para além da saúde e da doença, para além do que é imaginável...   Ai Marina, mulher grande... ai Affonso esse homem delicado e tão forte! Quando for crescida quero ter AMar(ina), assim, dentro de mim!  "Para terminar, contam ambos em poucas palavras (e em família) a sua história de amor. Conheceram-se na redacção do Jornal do Brasil, inicialmente “sem grandes aproximamentos”. Mas,

Marta Peirano, TedxMadrid

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Uma poderosa mensagem de Marta Peirano sobre o que se passa nos nossos bolsos...

Be True, in every time

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Num tempo em que a vida se faz entre a palavra "Trabalho" e a palavra "Vida", dou por mim a pensar frequentemente na dificuldade que é conseguirmos acertar o passo para ambas e mantê-las no mesmo caminho. Uma dificuldade que pode vir de muitos lugares. Um lugar de onde parte uma Vida que não se encaixa naquele Trabalho. Um lugar de onde partiu um Trabalho que agora não encaixa nesta Vida.  Sermos verdadeiros com a Vida, leva-nos a ser verdadeiros no "Trabalho", certo? E isto custa muito. Custa porque o lugar de onde partiram um e outro deveria ser o mesmo, assim como o caminho percorrido.  "Eu sou muito feliz no meu trabalho", conheço poucas pessoas a dizerem-no. "Eu sou muito feliz com o meu trabalho", conheço algumas pessoas a dizer-lo.  "A minha Vida sem o Trabalho era uma alegria", conheço muitas. "O meu Trabalho torna a minha vida mais feliz"... não conheço quem o diga.  Aqui podemos ler  "Trabalh

...fechou-se a cortina

Após 44 anos em cena, hoje, fechou-se a cortina. O pano agora tapa o seu corpo, a sua vida. Não voltaremos a ouvir a sua voz. Não voltaremos a sentir o seu toque. Não conseguiremos voltar a rir juntos. Não seremos capazes de construir mais nada. Nas suas mãos leva o terço, sinal da nossa esperança.  Ficaremos do lado de cá, à espera de mais um vinda ao palco, até ao dia em que a nossa memória nos comece a atraiçoar.  Quando o pano se fecha, ficamos imóveis a viver uma realidade que não é a nossa, é a do seu ator e autor. Em menos de um mês perdeu a vida que lhe corria nas veias para um assombroso e oportunista linfoma. Um merdas que se apoderou e se tornou maior que ela. Deixaste de estar no palco.  A cortina fechou-se. Os que assistiram à tua peça durante 44 anos estão a sair agora. Não sabem para onde ir. Perderam o Norte. Apenas olham para o céu e elevam as palmas e as flores em tua honra. Apenas o silêncio, a dor, a vontade de acordar...

Voltar onde já fomos felizes

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Ensinam-nos a não voltar a um lugar onde fomos felizes. Assim fazemos, assim nos protegemos. Voltar a um lugar que nos acolheu a felicidade só deve acontecer se a mesma permanecer em nós. Devia ser isso que nos queriam ensinar, em vez de somente não voltarmos onde fomos felizes. Voltar a um qualquer espaço onde fomos felizes é uma viagem plena de consciência.  Voltar a um lugar de vida, de escrita, de brincadeira, de férias, de trabalho, de sentimentos... é sempre uma viagem como bilhete de ida e volta. Uma vaigem sem escalas e de permanência curta, nada permanente. Já foi muito feliz neste espaço de escrita, o Beijo Sabura. Depois, invasões após invasões, ataques após ataques, fui-lhe fechando a porta. Foi deixando de estar acessível as escritas que aqui eram tornadas públicas. A porta fechou-se para que ninguém pudesse "invadi-lo". Passou o tempo, e apesar de não ter cuidado deste espaço, o meu jardim, as ervas daninhas foram crescendo de forma a proteger

A idade da tua morte atinge hoje a sua maioridade, dezoito anos.

A idade da tua morte atinge hoje a sua maioridade, dezoito anos. A idade da morte tem o mesmo tempo que a idade da saudade. Faz hoje anos que são Maiores. Cresceram ambas juntas. Ambas com um nascimento difícil, muito difícil. Tão difícil que quase deram cabo da vida por completo. Não morremos com a tua morte, foram morrendo bocados de nós, da nossa memória, do nosso friso, do nosso tempo.  Houve um Tempo que também morreu com a tua morte. Houve um Tempo que foi morto pelo peso de tantas dores e que, a cada 26 de setembro, volta a renascer quando me lembro das dores e das marcas deixadas por esse peso. A idade da tua morte e da saudade são hoje Maiores, a cada ano que passa tornam-se maiores e vão-se alicerçando numa certeza... o tempo da tua morte cresceu e o tempo de nos encontrarmos diminui. Até já, Miguel

Construir memória

Conta as histórias e revela os teus segredos aos teus para que elas nunca se percam.   Olha a luz das estrelas e faz que a mesma faça brilhar ainda mais o teu rosto.  Sente o vento e deixa que ele acaricie a memória que a tua pele guarda. Sonha, escuta, sente e constrói memórias.

Dona Menisca Interna

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A história é a seguinte: "Dona Menisca Interna" referiu dor ás "Interlinhas internas" aquando da rotação com o pé porque, para espanto de todos, seu marido "Dom Menisco" foi comprimido, entre o mar e a terra, ou seja, entre o fémur e a tíbia. Um acto irrepreensível que levou à paragem do reino para um período de reflexão sobre futuros cenários, planos e estratégias a adoptar.  Como auxílio, "Dona Menisca Interna" contratou para o seu gabinete uma guarda-costas, a "Sra. Pata de  Ganso". As duas passeavam-se sem dar conta uma da outra, como é da função de alguém que guarda as costas ao outro... até "Sra. Pata de Ganso" meter a pata na poça e "Dona Menisca Interna" amarrá-la a correntes. Ora, a "Sra. Pata do Ganso" não gostou daquela atitude e a partir de então não fez outra coisa se não grasnar. Dia e noite não fecha o bico. "Dom Menisco" prontamente correu em salvação da "Sra.Pata do G

É a guerra que sustenta a paz

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Mandela  É difícil perceber, mais difícil ainda a actualidade do tema. O Homem, um suposto Ser que há muito diz viver na paz mas permanente com a certeza da vitória na guerra. Afinal é a guerra que sustenta a paz. A garantia de uma, permite a criação da outra. Antigamente pela conquista de terra, hoje pelos povos que fogem dela. Antigamente pela cor de pele, hoje em dia, igual. A Natureza transforma-se, o Homem quieto ali fica, dando voltas e parando no mesmo lugar. Madiba Ubuntu i am because we are

Inshallah, Sting

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Quantos Inshallah serão necessários? Tantos quantos o tamanho da nossa esperança. O tamanho da vontade e do acreditar que é proporcional ao da esperança.  Move-nos? É suficiente?  Tantos Inshallah temos... refugiados, paz, amor, compaixão, aceitação, vida, saúde, força, sonho. Não será suficiente gritar Inshallah até porque esse grito muitas vezes se perde entre vozes mais altas, desesperadas. Há dias em que gritas, gritas, gritas com esperança que te oiçam, que te acompanhem, te aconcheguem. Gritas, muito, até perceberes que só tu podes fazer por acontecer. Só tu sabes a medida da tua vontade, do teu acreditar, da tua esperança. Sleeping child, on my shoulder Those around us, curse the sea Anxious mother turning fearful Who can blame her, blaming me? Inshallah, Inshallah If it be your will, it shall come to pass Inshallah, Inshallah If it be your will As the wind blows, growing colder Against the sad boats, as we flee Anxious eyes, search in darkn