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Lisboa esta noite tem o Santo António e o Castro Beer...

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"A Marcha é liiiiiindaaaaaaaa"!!! É e será sempre linda, independentemente do Santo António descer à terra ou não. Logo à noite, Lisboa será um mar de ondas gigantescas onde navegam "pescadores" e pescados. Um mar à beira-rio plantado que deixa flutuar o cheiro a sardinha e a manjerico. Dentro deste mar, várias ilhas em festa, enfeitadas com balões coloridos e sorrisos populares. Venha de lá a Mouraria, Alfama, a Bica, o Bairro Alto, S. Vicente, Madragoa, o Castelo, os Olivais, Benfica, Marvila e afins... esta noite tudo se agita entre marchas, fados e cantorias. Todos os recantos  têm carvão e gente a arder em festa. Lisboa é e será sempre linda! Terra abençoada por um santo que faz casar numa perfeição eterna a sua luz e as suas gentes. Terra torneada por recantos de calçada ondulante, azulejos, janelas e miradouros, onde o limite é sempre o Tejo. Terra de caminhos íngremes que se igualam às vidas de quem nela vive. Lisboa é desejo e vida. 
E como exemplo desta pai…

Amiga da Lite

Mais vale uma "Amiga da Onça" do que uma "Amiga da Lite". Com a primeira sabemos com o que contar, com a segunda  nunca contamos com nada e ela leva-nos tudo.

Vila Nova de Foz Côa e o seu Foz Coense

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Parece ser o fim do caminho, do mundo... mas depois de chegarmos percebemos que é o fim do cansaço e que Foz Côa é uma espécie de ninho. Um micro clima faz daquela zona do país um Algarve do Nordeste. A laranja, a azeitona, a amêndoa e a uva gostam de apreciar as montanhas, as águas do Douro, do Côa. Para além do Festival de Poesia onde participei (evento que existe desde os anos 80 por aquelas bandas), outras coisas bonitas merecem destaque. O meu momento Sabura aconteceu quando, diante da paisagem do Douro e Côa, e com dezenas de quilómetros montanhosa a perder de vista, sou esmagada por um silêncio ensurdecedor. Já todos fomos esmagados pelo silêncio ou levados a voar nele, mas sentir que se ensurdece com ele, nunca tinha sentido. Em frente àquela paisagem nada se ouvia, nem coachar, nem piar, nem falar... nada, só silêncio, e de tão grande que era, tornou-se ainda maior que aquela paisagem e ensurdecedor.




E como Foz Côa é terra de artistas, sobretudo poetas, aqui vos deixo o testem…

Lembram-se da campanha pelo Rodrigo?

No dia 16 de abril publiquei aqui a campanha pelo Rodrigo, um menino que deixou de ter esperança na voz dos médicos portugueses, mas que não baixava os braços à vida... Soube hoje, pelas redes socais, que o Rodrigo preferiu ir ter com o louco do meu irmão, com a bela comida da minha avó Etelvina, com as histórias do avô Mário, a Fusca, o Boggie e o Pluto... e também sei que, sendo o meu irmão proprietário de milhares de hectares de terra celestial, lhe preparou uma piscina com escorregas, uma cama de rede, baloiços, cavalos para montar, areia da praia, cheiro de mar e bolas de Berlim da Fábrica! Acolheu-o com um abraço e deixou-o chorar até as lágrimas serem doces. Espero que os seus pais não  desistam de viver e que continuem a acreditar que, um dia, também eles voltarão a ser Grandes Anjos com as suas asas brancas... Ninguém pertence a ninguém, nem mesmo os nossos filhos.

A morna

Tal como as histórias, há músicas que se colam à pele. Não sabemos o porquê ou como. O certo é que, de cada vez que elas nos tocam, fazem da sua pauta as linhas do nosso corpo ficando moldadas em nós, na perfeição. A clave de Sol inicia  e de imediato ficamos cobertos de Luz, deve ser por esta razão que a maioria das pessoas, quando escuta "aquela" música, fecha os olhos e ali fica a ser embalado, de sorriso nos lábios. Às vezes, as curvas das notas aninham-nos e até recebem uma ou outra lágrima salgada, no seu doce balançar. Hoje foi a morna (de Dudu Araújo)

Humanizar a Escola

Não sei se já tinha dito isto, mas hoje, depois de ouvir as notícias acerca do que o ministro Crato anda a fazer, lembrei-me deste excerto: "“Prazer”, “descoberta”, “erro”, “tempo”, “encanto”, “escuta”, “partilha”, “criatividade” são palavras muito poucas vezes mencionadas nos principais documentos reguladores da educação. “Pré-ocupamo-nos” demasiado com os resultados esperados, e deixamos de nos “Ocupar” com a construção do caminho ao longo da vida. “Pré-ocupamo-nos” com a regra e deixamos de nos “Ocupar” com a excepção. “Pré-ocupamo-nos” com um decreto, e deixamos de nos “Ocupar” com as pessoas que estão à nossa frente, e para quem somos um farol. “Pré-ocupamo-nos” com o quanto, e deixamos de nos “Ocupar” com o como. “Pré-ocupamo-nos” com o Todo, e deixamos de nos “Ocupar” com a parte. “Pré-ocupamo-nos” com o progresso material, e deixamos de nos “Ocupar” com o Ser. E de tal forma nos esquecemos de Ser, que hoje em dia é urgente Humanizar a escola, dar-lhe vida, dar-lhe o verda…

Anjos da Guarda

Há dias e noites que precisam de Anjos da Guarda ...  esta é a música que ele me Canta e com a qual me Enconta !