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Fartura e Rifa de verão

Não há Verão sem fartura e rifa. Ontem iniciou o jogo da sorte nas rifas. Toma lá cinco euros e dá cá dez papelinhos bem enrolados e coloridos. A ansiedade toma conta dos dedos encharcando-os em suor, o que não permite uma acção rápida na descoberta. Desenrola uma, desenrola outra e a sorte aparece num papel amarelo, e num verde. A felicidade floresce até ao momento em que, o estimado padre da paróquia se cruza no caminho do balcão de atendimento, e com ele leva uma mão cheia de prémios para reclamar. "Quantas tirou, padre?", "Binte e cinco, menino", "E calhou isso tudo?! Mas isso é muito", "Si, calhou mas lembra que tirei binte e cinco", " Sim, mas tem muitas... na verdade. Já sei... foi o Jesus que o ajudou!" Após 14 horas... "Aquele Padre fez batota, de certeza... ele nem dentes tinha!"

Fernanda Freitas, Cidadania e Criatividade

Hoje, durante uma conferência sobre Cidadania e Criatividade, realizada no Instituto Piaget, várias vezes pensei na sorte que tenho. Sorte nas pessoas que me rodeiam, nos exemplos de vida que são e na capacidade que têm de se desmultiplicar em múltiplas tarefas válidas para a sociedade. Tudo isto sem perderem o sentido de humor, a disponibilidade para serem felizes, a capacidade de amarem. O testemunho foi dado pela jornalista Fernanda Freitas e "Cidadania Criativa" era o título da sua intervenção. Uma mulher mãe, jornalista (durante sete anos responsável pelo programa "Sociedade Civil", na Rtp2), e um verdadeiro furacão na área da intervenção social. O currículo público da Fernanda (que podem ver aqui) é impressionantemente pequeno quando comparado com a realidade. Inúmeros prémios de jornalismo, dezenas de vezes convidada para ser Embaixadora (sempre na área das causas sociais), a distinção este ano como Oficial da Ordem de Mérito (Voluntariado e Serviço social),…

Excesso de peso

Às  vezes as palavras excedem toda a capacidade de armazenamento que a pele tem e deixam ficar-se à espera de lugar na memória.

Dia de

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Dia de 38 anos da independência de Cabo Verde. Dia de ler em frente à ventoinha. Dia de receber um abraço. Dia de cérebro derretido pelo calor. Dia de embalar em sonhos...


Posto Saúde Oriente Lisboa, neste século XXI

Local: Posto de Saúde da zona Oriente de Lisboa Século: XXI Personagens: Pessoa Mãe (PM), Pessoa Filho (PF) e Pessoa Dra. Médica de Família (PD)  Objectivo: Pedir atestado médico para PF, dando a conhecer PD e PF
Na hora certa, ao microfone do Posto de Saúde é anunciado o nome de PF. Este e a PM deslocam-se e batem à porta do gabinete. Entram...
PM e PF - Bom dia! Podemos?! PD - Bom dia! (pausa para PM e PF se sentarem). O que querem?! PM reflecte "comprar laranjas aqui não dá... meter o euro milhões também não... ahhhh é uma consulta!"... Estamos aqui para atestar a boa saúde do PF. PD - Mas eu não o conheço. PM - Pois, por isso é que ele está aqui.
PD - Mas eu não o conheço.
PM - Pois, por isso é que ele está aqui. De outra forma eu não o trazia para um posto de saúde... PD - Mas eu não o conheço. Onde é que anda a ser seguido? PM responde que é num médico particular, mas que já era altura de conhecer a PD. PD - Pois, mas eu não o conheço. E isto não é assim. PM reflecte "não conhec…

Entre eu e tu

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Que te deixo? Que cadência no nosso embalo? Que passo de dança fica colado no teu pé? Que palavras te colo ao ouvido? Que cheiro te levo? Que paisagem te ofereço? Que verdade te mostro? Que tatuagem no teu corpo? Quantas memórias te colo à pele? Que sonhas quando te deixo? Quanto tempo já consegues planar?Quanto te peso na alma? Quantos Tempos caminhamos? Quero contigo decifrar e viver o Infinito.

Ex pectativa

Uma "expectativa" deixou de esperar e tornou-se uma "ex-pectativa", levando consigo a esperança e a probabilidade de se voltarem a encontrar no futuro. A "Pectativa" agarrou-se à esperança dos seus direitos, a "Ex" deixou de ser uma probabilidade e desta forma viveram felizes todos os momentos...