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Belief

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What do you read?! Who is reading?  Quando acreditas... fá-lo em ti? Nos outros? Quando deixas de dizer a verdade... fá-lo para ti? Para os outros? A mentira ocupa-te o presente mas "pré-ocupa-te" o futuro. A verdade enche-te o presente e liberta-te o futuro.

O Futuro és tu que decides? Really?!

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"O Futuro és tu que o decides"... esta frase cirandou-me o dia todo. Teve momentos em que acreditei nela, teve outros que não. 
Sou mesmo eu que decido? Ou já está decidido? Se sim, porque é que tantas vezes já sonhei e acreditei, e nada aconteceu? Se não, amanhã vou a um master da astrologia, a um do Tarot, a um da Bola de Cristal, outro da reorganização da energia quântica, compro o livro da Maria Helena, o Borda D'água e fico a saber tudo o que está escrito, em que tipo de papel está e se as linhas estão tortas ou direitas...
Miúda... não era para acontecer, só isso.  Então?! Mas não sou eu que decido? Foi o que me disseram durante anos. Se sou eu quem decide, então eu queria que aquele sonho se tivesse realizado!  Sim, mas aceita que nada é por acaso, e tudo é um caminho, uma aprendizagem! Se aceitares, vives mais leve! Certo, mas sempre me disseram que sou eu que decido o meu futuro, e este não está a ser aquele que eu planeei! E está a ser assim tão mau? Claro que há pior…

Ericeira weekend

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Antigamente, aquele lugar tanto cheirava a liberdade, como a prisão. Cá fora, o mar encarregava-se do marketing olfactivo e lá dentro era o Tempo que enchia a memória. Cheiro a mar. Cheiro a mofo. Chegar às ruas da vila era avivar a memória dos bolinhos secos, do cheiro a protector solar. Chegar perto do muro era relembrar um "tanto mar"... A Ericeira era sinónimo de férias em casa da melhor amiga, da Mª Joana. Depois foi sinónimo de encontros com amigos. Hoje voltei lá. Cheguei perto do muro e senti o cheiro do mar entranhado num olhar tão antigo. Incrível a distância desta memória. Anda entranhada em mim há cerca de trinta anos. Hoje voltei acompanhada. Companhia de uma amizade que também se entranhou na pele há cerca de trinta anos. Trinta anos seguramente, ou vinte e poucos certamente.  E penso... o que se passa no meu interior para manter uma memória olfactiva durante trinta anos? E volto a pensar... tenho muita sorte em me cruzar com tanto amor. 



Almoço de dia 15 novembro

- E o que foi o teu almoço? Foi carne? - Não - Peixe? - Não - Então? - Foi Vénus! - Oi? Vénus? Acompanhado de quê?! - De sol a queimar a ponta da língua!

O melhor remédio

Tarde ventosa no alto da colina. Luzes da sala apagadas. Velas acessas. Uma única voz a cantar e a contar. Resultado positivo: três adormeceram e um - o mais hiperactivo e diagnosticado com uma página inteira de injustiças, pela primeira vez não quis fugir da sala ou perguntou se faltava muito para acabar. Desta vez agarrou-se à minha cintura em vez de à rua. As histórias são o melhor remédio.

Cecília Meireles mantra o meu dia...

Cecília Meireles...
Eu quero a memória acesa depois da angústia apagada.

Histórias de Amor

Beijo Sabura gosta desmesuradamente de histórias de amor. De Histórias de Amor. Com ou sem um final em que viveram felizes para sempre. Prefiro falar dos inícios e dos meios, mais do que dos fins. Já não vejo telenovelas, nem séries televisivas, não tenho a ciência da paz para tais acontecimentos. Agora pelo-me por ouvir/contar uma boa história de amor, cheio de solavancos no terreno. E há pessoas que as contam tão bem... resulta sempre quando estamos apaixonados. Nessa altura somos todos contadores de histórias a amar as nossas palavras. Não há como não o ser, o amor rasga o peito para sair de cá de dentro e abalroar o outro.