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Bater palmas

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O Bater palmas aos fenómenos bonitos da natureza tem vindo a tornar-se um hábito feliz...
Sobretudo quando toca um pôr-de-sol. Lembro-me de, no verão de 2007, ter parado o carro na estrada algumas vezes para bater palmas (com os pelos eriçados) ao pôr de sol, em Sagres! A luz com que somos presenteados no cair do sol, no mar, faz-nos sentir abençoados e sortudos!
Se a estes momentos acrescentarmos a boa companhia, o caso merece ainda mais respeito e mais palmas. É, sem duvida, um momento regenerador de boas energias. Espero que também vocês o aproveitem de quando em vez...



Não é possível registar o momento

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Pediu-me que registasse o momento do nosso acordar, um registo para nós, mas fica difícil não partilhar. Partilhar, não fugindo à regra da privacidade. Muitas imagens registadas e apenas uma partilha feita. Uma imagem destorcida,, porque na realidade, não há máquina que consiga registar o que é este Momento. 
Foste tu quem me acordou para a vida, Guerreiro.  És tu o meu melhor acordar de vida, e as palavras "Vida" e "Acordar" fazem de ti o meu herói.
Depois de um dia assombrado por tantas imagens tristes do mundo exterior, dá vontade de voltar a este ninho. E eu volto, várias vezes ao dia!

Não descobriram água na Lua?

É incrível o que o animal humano consegue. Mata, mata, mata e volta a matar sem pudor, pena, mágoa ou rancor. Acho que mais nenhum animal utiliza a morte, quase de forma gratuita, como o humano faz. Israel, Palestina, ataques aéreos, ataques à machadada, centenas e centenas de seres humanos mortos pelos da sua espécie. Lutas desiguais, feitas com mais ou menos dinheiro, com mais ou menos armas. Até nisso os humanos se tornaram cobardolas, já desde o tempo do ferro, do cobre e do dinheiro. Lutem, mas de corpo a corpo, sem arma nenhuma de ferro, metal, aço. Lutem com as mãos. Matem com as mãos. Se calhar nessa altura recusar-se-ião matar, mas assim é fácil. Lança o míssil, afia a faca, carrega a espingarda. Assim não és tu a matar, é a arma e na tua consciência está tudo limpo porque recebeste uma ordem superior e só o teu dedo obedeceu. O animal humano emburreceu, estupidificou, embruteceu com o dinheiro e com o território. Não há nenhuma razão verdadeiramente válida para continuarmos a…

A noite em que partilhou o amor

Bárbara já ultrapassou a barreira das oito dezenas de primaveras. Caminhou-as sempre em terras secas e áridas, no meio do Alentejo. Até ao dia em que conheceu o seu António. Um homem que namorou sete anos a mesma moça e que, no final desse tempo, encontrou o amor eterno em Bárbara. 
"Travámos conversas, mas a minha maior preocupação é que ele nã tivesse deixado dívidas com a moça. Ê perguntava-lhe ... Vomecês tiverem juntos tantos anos, tu nã deixas dívida nenhuma com o moça?!"
Namoraram pouco tempo. Marcaram a boda para um domingo. Na quinta-feira anterior deram o primeiro beijo ("piqueno") na boca.
"Mas a nôte más feliz par mim, foi a do casamento! Ai que bonita nôte!"
Todos imaginamos o porquê, mas com apenas um beijo dado o que teria acontecido naquela noite feliz...
"Atã, o mê António pôs-se todo nú à minha frente!!!"
E ti' Bárbara... como reagiria ela?
"Atã e eu 'tava maluca naquela nôte e despi-me tamém! Foi a nôte mais feliz da min…

Bebedeira de sono

Este cantar das cigarras embebeda-me o sono...


Helena Gravato ...

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Ainda não fez um ano que a Vendida da Morte levou a voz da Beatriz Quintella e agora requisita outra contadora para o seu lado. Helena Gravato. Uma Contabandista, de Oeiras, do Mundo. 
Nunca cruzámos grandes falas, mas ela já me fez chegar aos ouvidos muitas histórias. E eu gostava do seu registo. Não era um tom histérico, nem monocórdico. Era o seu registo de voz, sem pretensões de com ela conquistar o Mundo. Era uma voz mensageira de histórias que aconteceram. Somente isso... aliás, Tudo isso!
Tenho a certeza que a Dra Da Graça (Bia Quintella) a vai receber com uma corneta na mão e juntas vão brindar ao cabrão do cancro que as juntou para sempre...



Dos textos que me fazem parar para ler e que no final, tanto fico com um nó no estômago como suspiro de alívio!

Dos textos que me fazem parar para ler e que no final, tanto fico com um nó no estômago como suspiro de alívio! Educarmo-nos em consciência é O desafio; educar os outros, em especial se se trata dos nossos filhos, é O desafio em dose dupla. O nome técnico disto "Parentalidade Consciente". 
Gosto, identifico-me, leio e "sigo" a Mikaela desde os tempos do Manifesto Anti-Trabalhos de Casa, altura em que entrámos em contacto uma com a outra. Desde então já me mordi várias vezes por não ter capacidade financeira de ir ter com ela e fazer uma formação e já me senti tranquilizada por ela (mesmo numa relação virtual a Mia tem esta capacidade). Sinto-a uma Mulher poderosa, íntegra, tranquila, com um Caminho longo e sério na área do Mindfulness. Resumindo, o que conheço da Mikaela ... daqui e daqui dá-me pano para mangas para reflectir. Não são frases feitas, não passeia de hotel em hotel, não anuncia marcas ou festivais, não fotografa receitas... faz-nos reflectir no que se …