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Habitar aquela casa era uma encruzilhada...

O seu pai viveu sempre rodeado por um Diabo que o pontapeava, via mulas sem cabeça nas encruzilhadas e homens com cornos e cascos de cavalo. Ele ouviu aquelas histórias toda a vida, e ao mesmo tempo também as viveu.A sua casa era de facto um inferno, onde o pior Diabo de todos era a miséria e a fome.  Habitar aquela casa era uma encruzilhada. Não havia um caminho longo e tranquilo para a ela chegar, nem para nela permanecer. Todo o caminho era feito de incertezas de sobrevivência à vida. Todo caminho era um sinuoso labirinto. O seu pai sempre habitou aquele lugar. Era-lhe fiel. Mais fiel que ao lugar e à casa, só à bebida. A sua família nasceu e habitou sempre aquela casa. Casa que acolheu muitos tombos, gritos, faltas de amor e excesso de fome. Aquela casa acolheu demasiadas faltas de respeito pelo Ser humano. Às vezes chego mesmo a culpada. Devia ter-se desmoronado. Podia ter-se desmoronado para que aquela família se reconstruísse noutro lugar, que não um beco sem saída. Devia ter-se…

See small things with your heart

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Dia Mundial de dar os parabéns aos Avós ...

Dia Mundial dos AVÓS

                                               Ser avô é ser bom filho e ainda melhor pai !!!

Parabéns aos meus por todas as memórias que me deixaram. Parabéns aos do meu filho por todas as memórias que lhe constroem. Parabéns Conceição Costa, que apesar de uma barriga dorida e cheia de dores, consegue suportar o peso dos netos para ouvir uma história. Parabéns Avós loucos que recebem os seus netos de férias! Parabéns Avós loucos que ainda jogam à bola com os seus netos, mesmo em terrenos escorregadios. Parabéns Avós loucos que aceitam ser pais pela segunda vez, quando os vossos filhos emigram. Parabéns Avós que vivem o resto das vossas vidas, de igual para igual com os vossos netos, na mesma fornada de expectativa, alegria, desapego material, apego amoroso, atenção...
Eu tenho um feeling que o meu bom filho, será ainda melhor pai e eu serei a melhor avó do Mundo!!!

poeta

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Há poetas que colam sentidos à vida...



Do rescaldo de ontem...

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Imaginar a vida sem os meus suportes de tranquilidade é ver o caos e a guerra. E são eles que me reflectem muito daquilo que sou e daquilo que quero ser. Ainda ontem, depois da azáfama do encontro académico (adiante... adiante...) consegui Estar com alguns desses suportes. Um encontro estritamente não profissional com uns amigos,  outro encontro casual com mais uma amiga, mais um  encontro casual na mesma esplanada, e por fim, um encontro marcado num miradouro bonito. Acreditar que a  minha vida também passa por estes suportes está-me entranhado na pele. E como é bom sentir que de todos estes encontros (excepto o académico, claro) eu engordo tanto na paz de espírito e na sabedoria. Ninguém é gestor de um banco, accionista ou trabalha na Bolsa mas todos nós sabemos o quanto vale cada acção de uma verdadeira amizade!

Se a partir de hoje eu deixar de publicar...

Se a partir de hoje eu começar a publicar, neste canto Sabura, escritos académicos, a razão é simples: passei-me e vou agarrar-me ao difícil trabalho de escrever academicamente. 
Nada prometo, o encontro está marcado para daqui a pouco. 
Quem sabe se eu alterasse o compromisso de escrita aqui, e a partir de agora todos os dias me obrigasse a publicar um parágrafo académico, quem sabe se eu não terminava isto mais depressa. 
Quando me ponho a pensar que quem me "incentivou" para fazer esta formação, depois desapareceu dela porque se apaixonou e agora vive um amor tão bonito...dá-me três voltas ao estômago e vontade de mandar os títulos às couves. Entretanto a minha amiga continua abraçada ao seu grande amor, e eu vou ali abraçar-me e namorar com a Ferreiro, a Teberosky, a Lurdes Mata, o Chauveau, a Benavente, a Alves Martins...

PACC, dia 22 julho 2014

É o desgoverno que temos... nada a fazer agora. Não há quorum suficiente para derrubar este governo. Não há meio de embalsamar aqueles mamutes (com todo o respeito por essa espécie animal) e mandá-los por um precipício abaixo. 
Eu fiz aquele teste, que chamam PACC, no dia 18 de Dezembro. Cerca de dez pessoas à entrada, na manhã, com bandeiras e tentando sensibilizar quem se vendeu e aceitou vigiar a prova. Estive duas horas a fazer um teste que dá para provar que sou cidadã portuguesa, ou que pelo menos, sei ler a língua portuguesa. De resto não prova mais nada. Não provar nenhuma Aptidão e Competência para ser professor. Nenhuma. 
Entrei com muitos mais que não queriam fechar uma oportunidade de emprego. Saí de rastos, como se um cilindro me tivesse passado por cima do corpo. Fomos cilindrados pelos olhares desconfiados dos parceiros de profissão, que vigiavam o exame. Estes tinham o desplante de dizer que estavam do nosso lado (aqui sim era de aplicar uma prova acerca das questões da …