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E eu sou feliz por estar rodeada de gente com piadas parvas

E quando um clima menos bom é levado por terra com uma piada parva, isso é? ... inteligência!  E eu sou feliz por estar rodeada de gente com piadas parvas, que são tão inteligentes! Que me fazem ter vontade de gargalhar por apenas uma parvoíce. Que deitam por terra todo o trabalho de resmunguice e rezinguice do outro. 
E há ainda aquelas relações que têm um canal secreto de parvoíce entre as pessoas! Canal  que é activado por uma reacção de curtíssima duração, que por vezes nem chega a demorar um milésimo de segundo.
Hoje tive esta sorte. Por entre muitos pensamentos, muitas questões, muito crescimento, muito olhar para todos os lados e muita seriedade leve desmontaram-me o figurino com uma piada daquelas "simples e eficazes". Daquelas que não há como não nos cairmos no chão, de tanto rir. E o que que eu admiro isto?! Tanto! Seja em que relação for, seja ela amorosa, "amizadosa" ou ecológica. 
Das melhores memórias que guardo são destes momentos. E guardo-as tão bem qu…

Hoje também é dia 25 de Abril!

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Hoje completaremos a caminhada do dia 25 de Abril. 
A chuva não deixou que, no próprio dia, gritássemos até ao fim por todas as revoluções! 
Do Rato, ao Carmo, à Praça do Comércio... de 1910 a 1927 e depois até 1974... 
Vamos em grupo, em descoberta e em Amor! Como se querem as revoluções!





DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA e uma TESE EM LITERACIA FAMILIAR...

Dia Internacional da Família... e uma tese em Literacia Familiar

E porque hoje é mais um dia a comemorar, deixo aqui o registo daquilo que nós podemos fazer em família, para salvar os nossos filhos, enteados, sobrinhos do insucesso escolar :-)
Ontem defendi (palavra estranha esta, parece que o objectivo deste momento é um "defender" porque há alguma coisa a acusar... princípio errado) a minha tese de mestrado. Demorou o tempo certo a ser construída. Doze anos. Por norma, o tempo projectado para elas é de dois anos. Mas demorei todo este tempo porque um trabalho com esta envergadura, a meu ver, não pode ser feito só da leitura de artigos científicos e livros. Demorei doze anos e fez todo o sentido. O objecto de fazer um trabalho destes começou em 2003 quando me inscreve num mestrado de psicologia educacional (ISPA). Maravilhoso mestrado. Num ano aprendi mais do que em quatro de licenciatura, é uma verdade. Tão bom que fiz a parte curricular no tempo certo, com uma boa média, e …

Fui com a certeza que não me apetecia sorrir... (o dia depois de ontem)

E no dia seguinte como chegas até ao sítio de onde ontem saíste violentada, embora que só emocionalmente? (como se a palavra "só" não fosse aqui suficientemente grande)
Passar o dia pensar no que fazer hoje com eles... O quê?! Preparar uma atividade de uma hora, no dia seguinte aos meus alunos terem sido expostos a um acto violento, sem saber o que se passou hoje, durante o seu dia. Será que houve punições a alguém? Será que foi falado com os alunos? Não sabia. Sabia que o caminho até chegar à escola ía ser diferente, a entrada também e aquela hora idem. 
O que levar? Por norma, a minha hora é utilizada a contar histórias e a trabalhar nelas. Por norma... porque uma grande parte das vezes, a minha hora, é utilizada para tentar salvar vidas. Aliás, a minha hora e todas as restantes horas dos meus colegas, ali, naquela escola. Uns com mais jeito, outros com menos. Mas é o clima que se sente. Somos professores-salvadores. O Alexandre O'Neill dizia "Há mar e mar, há ir e …

Quero encarar de frente a violência, com todo o meu amor e deixar de correr, em círculos, à volta da mesa...

(não devias estar a ler isto porque na realidade eu não devia estar a escrever)

A exposição à violência sempre fugiu do meu curso de vida. Nunca foi exposta à violência física. Verbal e emocional tive alguns exemplos por perto, mas a física nunca. A única palmada que quase tive gravada na pele não chegou a acontecer. A figura de quem tinha medo era a do meu pai. Pessoa que tinha, e tem, uma forma especial de mostrar o seu amor, em muito diferente da minha, é certo. Tinha-lhe medo, e um dia fugi dos dois a correr à volta de uma mesa circular. Tinha feito asneira e aquela palmada aproximava-se com grande convicção do meu corpo. Não fui apanhada por nenhum dos dois. Depois desse episódio nunca mais corri. Não corri porque preferi fingir que nem existia na minha vida. Quanto menos contacto melhor, quanto menos confiança melhor, e em pouco se devia à palmada. Era a vida a crescer assim. Eu com medo, e portanto sem confiança, sem respeito, sem admiração. Lembro-me de estar apaixonada por ele…

A mãe Perfeita, ou perfeitamente cilindrada

Mãe: "Mas só podia... eu sou tua mãe, logo sou A Perfeita, certo?! Não admito hesitações! (em tom de brincadeira)"
Filho: "Não... porque para tu seres perfeita tinhas de estar comigo todos os dias!"


A partir daqui podemos pensar tanta coisa de acordo com a cor do nosso dia...
Opção A, em dias cinzentos: "Toma lá e vai buscar!"
Opção B, em dias brancos: "Para ele, para tudo ser perfeito, só faltas eu, todos os dias"
Opção C, em dias bege: "Tu não és perfeita, já sabes disso. Ninguém é perfeito, já sabemos disso... então porque é que brincas com as palavras que são coisa séria?!"
São as opções que tomamos com a vida...

Ainda acerca dos TPC...

De volta ao tema mundial: TPC

A tempestade acalmou e agora estamos em "Mar-chão". Calmo, a correr o seu curso, sem tempestades ou gigantes a amedrontar o caminho. 
As boas notícias, e a certeza que a opção é a certa, é quando a professora vem ter connosco e ouvimos:
"... estivemos a rever o que precisava de ser ainda consolidado para a prova de Língua Portuguesa. O que vai para casa são revisões dessas matérias. Treino." Estando o A. adoentado, ainda acrescentou "ele que faça o que conseguir, façam vocês a gestão com ele"
É isto! É nisto que acredito e que me faz sentido. 
Cada um tem as suas dificuldades, cada um as suas facilidades. Se eu em casa puder acalmar a ansiedade provocada pelas dificuldades agradeço e entregar-me-ei com toda a minha espinha emocional. É a única parte que posso fazer enquanto mãe. E é por esta razão que os TPC (Tortura Para Crianças, Trabalho Para Casa), voltam a ter a designação de Tempo Para Colo.