Expo 2015 - Lisbon South Bay
É sempre difícil o exercício de olhar para dentro e de perceber, nas entranhas, o que por lá se passa.
Sentir a emoção, identificar, olhar, perceber e não julgar. Ter tempo para o fazer é uma tarefa sempre difícil.
É mais fácil sentir e colocar na prateleira à espera de mais tempo, ou ignorar. E os dias passam a correr e nas prateleiras vão-se amontoando pequenos bibelôs (ou ficam para sempre vazias quando nem sequer conseguimos sentir o que quer que seja)... o bibelô dos "fornicoques" que nos causa a reacção daquele colega; o bibelô da ansiedade provocada pela não-resposta; o bibelô do medo provocado pela rejeição; o bibelô da neura-cerebral provocado pela falta de educação dos outros e por aí adiante. Entretanto já enchemos umas quantas prateleiras que ficarão a ganhar pó e, por onde, de vez em quando, passaremos os olhos, suspiremos e pensemos "um dia volto aqui com tempo e limpo tudo isto, agora tenho pressa".
E ali ficam elas a carregar com o pó dos dias. Às ve…
Sentir a emoção, identificar, olhar, perceber e não julgar. Ter tempo para o fazer é uma tarefa sempre difícil.
É mais fácil sentir e colocar na prateleira à espera de mais tempo, ou ignorar. E os dias passam a correr e nas prateleiras vão-se amontoando pequenos bibelôs (ou ficam para sempre vazias quando nem sequer conseguimos sentir o que quer que seja)... o bibelô dos "fornicoques" que nos causa a reacção daquele colega; o bibelô da ansiedade provocada pela não-resposta; o bibelô do medo provocado pela rejeição; o bibelô da neura-cerebral provocado pela falta de educação dos outros e por aí adiante. Entretanto já enchemos umas quantas prateleiras que ficarão a ganhar pó e, por onde, de vez em quando, passaremos os olhos, suspiremos e pensemos "um dia volto aqui com tempo e limpo tudo isto, agora tenho pressa".
E ali ficam elas a carregar com o pó dos dias. Às ve…