Desejos de Natal: Bolhas de alegria e não de sangue
Dia 5 de Novembro, cerca das quatro da manhã, Tomar. A Verónica acorda com uma violenta dor de cabeça na zona da nuca. Pede ajuda desesperadamente à mãe, não consegue falar com tanta dor, tenta dirigir-se à rua para apanhar ar mas não consegue. Apenas consegue agarrar-se à nuca, esbracejar e fechar os olhos. Os bombeiros são chamados ao local. Enganam-se na morada, mas chegam. Os sinais vitais estão bem, nomeadamente tensão arterial. Diagnóstico possível, um acidente vascular cerebral. Entrada no Hospital de Tomar (hospital que não tem especialidade de neurocirurgia ou cardiologia), a Verónica fica inconsciente. De ambulância é transferida para o Hospital de Abrantes (hospital que não tem especialidade de neurocirurgia ou cardiologia), é examinada por uma equipa médica e lá sofre o segundo avc. Em Abrantes dizem-nos que a Verónica sofreu o rebentamento de um segundo aneurisma. Rebentamento de dois aneurismas. Dizem-nos que vai ser transferida para o Hospital de São José, de helicópter…