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Palavra Estranha

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Não sou capaz de escrever aqui pensando que há alguém desse lado que me crítica, que me julga de forma gratuita, sem a minha moeda troca. 
Não sou capaz de escrever aqui enquanto pensar que há quem eu queira que leia e não o faz.
Não sou capaz de escrever aqui quando penso que quem aqui me lê, acha que sabe que me lê.
Não sou capaz de escrever aqui enquanto sentir que este era o meu espaço de escrita e agora é um espaço de voyeurismo.
Aqui expus tantas histórias. Verdadeiras, ficcionadas, reduzidas, metaforizadas, aumentadas, adjectivadas. Fui alvo da crítica de leitores que não conseguiam ler-me através deste Beijo Sabura. Fui acarinhada por outros que se leram neste espaço Beijo Sabura. 
Se escreves metáfora e não entende, algo estranho se passa.
Se não escreves acerca de um momento, algo estranho se passa.
Se falas, algo de estranho se passa.
Se não falas, algo de estranho se passa.
Se não tens companheiro(a), algo de estranho se passa.
Se tens companheiro(a), algo de estranhou se passa.
Se t…

O amor, quando se revela

É daqueles textos que já sentimos na pele, que nos moldaram, que nos embriagam, que nos afirmam e que até podíamos ter sido nós a escrever... mas não, foi Ele...

O amor, quando se revela,O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há-de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar! Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente! Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar... 1928 Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando Pessoa

Correntes

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Correntes... As correntes mais fortes são as que ligam e não as que prendem... ligam à memória, ao amor, à amizade! #amizadebemprecioso #correntes 


Tempo intemporal

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Há tanta coisa intemporal
o próprio tempo não tem tempo
se ele o tivesse de certeza que não perdia tempo com coisas temporais
Há tanta memória sem tempo
perdida num tempo, guardada noutro 


Hoje é dia lamecha... 




Talvez

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Talvez não ser, é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém 
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás... Seremos... 

Pablo Neruda "Talvez" 
Foto @fernandoladeira 

Questionário Trabalhos Para Casa (2017)

Como sabem a minha luta dos TPC já vai longa. Os resultados são poucos mas isso não é novidade... para ninguém. Apesar de tudo não desisto e para dar o próximo passo preciso da vossa ajuda enquanto pais (filhos no 1º e 2º ciclos).  Gostava que chamassem os vossos filhos e perdessem cerca de 20s. a preencher este questionário acerca dos TPC. Um questionário por filho. Se eles ainda não conseguirem responder sozinhos acompanhem-nos, por favor. Obrigada a todos pelo tempo! Podem partilhar, por favor?
https://goo.gl/forms/RDajSSlR4qd3ZUhh2

Manifesto-me Por uma Escola Diferente #porumaescoladiferente

Por Uma Escola Diferente (Rita Alves)


O meu manifesto Por uma Escola Diferente começa por dar voz a quem me mostrou ao longo da vida que a escola é uma parte da vida, e que a vida é a maior escola.
Agradeço à minha professora primária, Maria do Céu, nunca ter abandonado a minha turma da 1ª à 4a classe e por nela caberem tantas palavras como empenho, respeito, olhar, empatia, amor. Agradeço-lhe a forma como me ensinou a juntar as letras, deve ter sido uma descoberta tão maravilhosa que eu própria repeti a experiência, fazendo eu de professora e a minha avó de aluna. Agradeço aos meus avós tantas histórias de resiliência e exemplos de amor. Agradeço à minha mãe nunca deixar de me pedir que escrevesse cartas aos meus familiares.  Agradeço aos meus chefes de escuteiros terem-me ensinado, aos seis anos, a responsabilidade de “fazer” uma mochila, a quem eu escutei e não cumpri, e que tal atitude me levou a caminhar vários quilómetros com umas botas espetadas nas costas, em vez de um saco-cama …