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Enchemos Nada, e ficamos com tudo, de nada.

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E o balão esvazia quando no Lugar está o Nada, e em parte alguma está o Tudo. 

Chegas, e há Nada. Olhas à tua volta, e lá está Tudo... e por mais que grites, o Nada da tua voz nunca alcançará parte alguma.

Nunca mais haverá Tudo no teu Lugar, é. 

Ou então teremos de reinventar um novo Lugar, redimensionar o tamanho do Tudo e do Nada, e voltar a descobrir em que parte se enche o balão.

Esvaziamos Tudo, ficamos com Nada.

Enchemos Nada, e ficamos com tudo, de nada. E nunca mais seremos Nada porque, afinal, sempre tivemos tudo.


(El vacio: ANNA LLENAS)

Hemisfério Absurdo

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Há dias em que o cansaço e o desnorte é tanto que o cérebro vira para o lado do Hemisfério Absurdo, aquele entre um e outro. De "ab-surdo" que fica, deixa de ouvir a direita e a esquerda, e passa somente a pensar na desordem do "ab".

Nessas alturas, ao cérebro apetece-lhe elevar a voz do seu corpo e enviar Short Messages Service a várias pessoas, com muita desordem alfabética; por vezes, apetece-lhe enviar choques elétricos provocando movimentos giratórios sobre si mesmo - aclamados de "dança em parafuso"; outras ocasiões apetece-lhe ficar somente surdo em todos as letrinhas do alfabeto e deixar de ouvir "Apanha, Belisca, Come, Desenvolve, Escreve, Fica, Grita, Hoje, Imita, Junta, Kiss, Limpa, Manda, Não, Obecede, Procura, Quando, Reflecte, Sente, Trabalha, Usa, Vai, WTF, Xinga, Yes, Zarpa", que é como quem diz ficar "abcdefghijklmnopqrstuvwxyzsurdo"

Há dias em que este cansaço inclina o corpo para um lado e o espírito para o outro, e de…

How to save a life

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Venho do teu colo e
não sei para onde vou
Venho dos teus olhos 
e não sei do horizonte
Venho das tuas mãos
e não sei onde me agarrar
Um dia,
quando a saudade não for maior que tu,
sei que do teu colo farei o meu lugar
dos teus olhos o meu Farol
das tuas mãos a coragem
das tuas palavras a força para te elevar, Tiçanita.

Três anos sem esta “Bacorinha Desalmada” e com uma saudade mais que enorme.
Um Ser gigante, Maria da Conceição Costa


How to Save a Life


Hay Dias...

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Hay Dias...

O dia dois de abril era para mim a referência de um dia agridoce. O dia em que se comemora o nascimento de um homem dedicado às histórias e, consequentemente, um dia dedicado a um dos suportes das Histórias, o Livro Infantil.
Hans Christian Andersen foi um rapaz que se tornou poeta e escritor de histórias, sobretudo do mundo encantado de fadas. Uma infância marcada pela pobreza financeira, mas pela riqueza de um pai que, não sabendo o código escrito, inventava muitas histórias e contava-as ao filho. 
O dia dois de abril foi o dia do início desta história, agridoce. 

O dia dois de abril, tinha esta referência agridoce mas desde o ano passado, ficou marcado por uma história amarga e nada doce. Uma história triste, como as que Andersen escreveu. Uma história de vida agridoce mas rica de sonhos, sabedoria, entrega ao outro, confiança, optimismo. 
Desde 2015 contei vezes sem conta, a história "A Morte Madrinha", até que no dia 2 de abril de 2017, o telefone tocou e anuncio…

Marina Colassanti e Affonso Romano de Santana

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Tão poderosa esta imagem, tão cheia de uma coisa que não tem nome. Acho que nem a palavra "Amor" chega, ou qualquer outra da família. Não chega. Marina e Affonso. 
Marina Colassanti, escritora, narradora, a fada dos contos, da poesia e paixão, e o grande poeta Affonso Romano de Santana que completa 82 anos! Um casal com mais de 40 anos de história juntos! E que foto esta, que ousadia de amor. Que verdade nestes dois. Vê-los juntos, em Beja, nas Palavras Andarilhas, para além de um privilégio é testemunhar que é possível existirem amores de verdade, para além da vida e da morte, para além da saúde e da doença, para além do que é imaginável...  
Ai Marina, mulher grande... ai Affonso esse homem delicado e tão forte!
Quando for crescida quero ter AMar(ina), assim, dentro de mim! 






"Para terminar, contam ambos em poucas palavras (e em família) a sua história de amor. Conheceram-se na redacção do Jornal do Brasil, inicialmente “sem grandes aproximamentos”. Mas, quando Affonso vol…

Marta Peirano, TedxMadrid

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Uma poderosa mensagem de Marta Peirano sobre o que se passa nos nossos bolsos...



Be True, in every time

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Num tempo em que a vida se faz entre a palavra "Trabalho" e a palavra "Vida", dou por mim a pensar frequentemente na dificuldade que é conseguirmos acertar o passo para ambas e mantê-las no mesmo caminho.

Uma dificuldade que pode vir de muitos lugares. Um lugar de onde parte uma Vida que não se encaixa naquele Trabalho. Um lugar de onde partiu um Trabalho que agora não encaixa nesta Vida. 

Sermos verdadeiros com a Vida, leva-nos a ser verdadeiros no "Trabalho", certo? E isto custa muito. Custa porque o lugar de onde partiram um e outro deveria ser o mesmo, assim como o caminho percorrido. 

"Eu sou muito feliz no meu trabalho", conheço poucas pessoas a dizerem-no. "Eu sou muito feliz com o meu trabalho", conheço algumas pessoas a dizer-lo.  "A minha Vida sem o Trabalho era uma alegria", conheço muitas. "O meu Trabalho torna a minha vida mais feliz"... não conheço quem o diga. 

Aqui podemos ler "Trabalho" como e…