segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ericeira weekend

Antigamente, aquele lugar tanto cheirava a liberdade, como a prisão. Cá fora, o mar encarregava-se do marketing olfactivo e lá dentro era o Tempo que enchia a memória. Cheiro a mar. Cheiro a mofo. Chegar às ruas da vila era avivar a memória dos bolinhos secos, do cheiro a protector solar. Chegar perto do muro era relembrar um "tanto mar"... A Ericeira era sinónimo de férias em casa da melhor amiga, da Mª Joana. Depois foi sinónimo de encontros com amigos. Hoje voltei lá. Cheguei perto do muro e senti o cheiro do mar entranhado num olhar tão antigo. Incrível a distância desta memória. Anda entranhada em mim há cerca de trinta anos. Hoje voltei acompanhada. Companhia de uma amizade que também se entranhou na pele há cerca de trinta anos. Trinta anos seguramente, ou vinte e poucos certamente. 
E penso... o que se passa no meu interior para manter uma memória olfactiva durante trinta anos? E volto a pensar... tenho muita sorte em me cruzar com tanto amor. 



Sem comentários:

Enviar um comentário