domingo, 1 de dezembro de 2013

O meu Tempo do Advento

Começou a contagem decrescente. Tempo do Advento,  tempo de preparação, tempo de espera d'Aquele que há-de vir e salvar o Mundo.
Eu gosto de sentir e de me mexer nesta contagem decrescente. Gosto dos enfeites exteriores deste Tempo, das luzes brancas, do ambiente acolhedor, dos milhares de desejos de paz que são transmitidos, dos milhares de sorrisos distribuídos, dos desejos de felicidades que andam colados na boca das pessoas. Formaram-me católica e tenho presente todos os ensinamentos deste tempo mas, outras realidades se foram sobrepondo. A esta altura do campeonato da minha vida, gosto de olhar para este Tempo como a preparação e a espera de um Tempo de Paz. Só isso. Sabemos que a noite de Natal leva as famílias a estarem juntas, as crianças a governarem as expectativas, os governantes a darem tréguas por umas horas. E é esse o espírito do meu tempo de espera e de preparação, o Tempo da Paz. Desde há cinco anos que a minha espera se antecipou. Não tenho o poder de mudar o nascimento de Cristo, tal como o presidente argentino teve, mas tive o poder de antecipar a celebração do nascimento, tendo o meu filho nascido seis dias antes do dia vinte e cinco de Dezembro. 
E a contagem decrescente começa hoje. Decoramos a Árvore de Natal, enfeitamos a casa, escrevemos ao pai Natal e construímos o calendário de Dezembro. E a partir de hoje e, durante dezanove dias, fazemos a contagem decrescente para o nascimento. Todos os dias riscamos mais um número até chegarmos à festa do dia dezanove de Dezembro. 

É o meu Tempo de Advento, tempo de preparação para Celebrar Aquele que veio salvar o meu Mundo, a Paz no meu Mundo.

Depois disso, há o nascimento Daquele que veio também salvar o Mundo de muitas pessoas. Mas, no Seu 2013º aniversário, Ele vai defrontar-se com vários demónios e criaturas medonhas, que vieram para assombrar a Sua festa.  Demónios esses que já começaram as preparações para a noite de vinte e quatro de Dezembro. Pouca comida nas mesas, poucos presentes nas árvores, poucas casas quentes, pouca roupa aconchegante, muitos desejos não cumpridos, muitas lágrimas de frustração, muita dor de saudade...
Quem vencerá?
Eu continuo a acreditar numa capacidade incrível que o animal humano tem... a de se adaptar a todas as situações. São poucos os que não o conseguem fazer (felizmente). E  eu tenho a certeza que também me irei adaptar. Tenho a certeza que os Demónios só irão conseguir espreitar a nossa casa pelo Google Maps e nunca pela fechadura, porque nós aqui, somos Guerreiros e temos um escudo poderoso: Amor e Alegria. 



1 comentário:

  1. :) Muito bela esta tua reflexão.
    Eu também gosta desta época pela esperança que ainda consegue brotar de mim.

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