quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Identidade e Património" na ESE Jean Piaget de Almada

Hoje o dia foi repleto de Saber. Dia passado no X Encontro da Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, a ouvir falar acerca de "Identidade e Património". À partida pode ser um assunto que não considerem interessante mas a verdade é que, tanto um tema como outro, são os pilares da nossa sociedade. As nossas identidades, os nossos patrimónios. Três dias de congresso, cinquenta e cinco oradores e moderadores. E os painéis a que hoje assisti ficaram na minha memória e, ficarão certamente a construir a minha identidade!
Guilherme de Oliveira Martins (Presidente do Centro Nacional de Cultura), Miguel Real (escritor, ensaísta, crítico literário), André Barata (filósofo), Alexandre Honrado (Director de conteúdos da TV Lisboa), Cristina Taquelim (eterna Mulher-Memória), Mª da Conceição Costa (eterna mestre da Literatura Tradicional); Danuta Wojciechowska (ilustradora); Francisco Bairrão Ruivo... todos eles falaram acerca da nossa identidade, das representações que dela temos, da nossa história e cultura, dos nossos patrimónios. 

Acerca da mesa que moderei, a da Literatura Oral com a Cristina Taquelim, a Mª da Conceição Costa, a Danuta e o Francisco ficaram-me tantas, tantas e tantas interrogações. Falou-se de memória, de textos orais, de património imaterial, de memória do povo, da construção da identidade a partir de memórias. Falou-se desse imenso património imaterial que são os contos, da sua importância para a memória de quem já se vai "desmemoriando" e de quem constrói actualmente a sua e eu fiquei a pensar... que textos orais, que legado imaterial construímos nós, hoje em dia, para deixar às gerações que aí vêm?! 

Será que ainda se produzem/criam rezas e benzeduras? Ou as que existem dos tempos dos nossos avós são as que vão ficar para sempre?

Não existem contos tradicionais novos, todos são antigos e respeitam uma tradição. E, a este nível, o que estamos nós a construir? Que tradição oral?

Como se constroem textos orais?

Ou será que tudo o que nós estamos a fazer agora, ao nível da divulgação destes textos orais ou de autor, é andar a colá-los à memória de toda a gente, sobretudo dos mais novos, para que eles se enraízem bem à Terra? Será que ainda estão "verdes" no nosso tempo e precisam de mais anos para envelhecer? 

Quantas memórias temos nós?

Como construímos a nossa identidade de pessoas revolucionárias, sem nunca termos estado num 25 de abril? (a propósito disto espreitem o novo livro da Danuta e do Franciso, vão surpreender-se!)

Um imenso património imaterial. Uma imensa memória colectiva. 

E para finalizar, deixo-vos duas rezas e benzeduras para que o vosso dia vos corra bem, e para que o quebranto vos seja tirado:


e a do quebranto, partilhada pela Cristina Taquelim (que é coisa a saber na ponta da língua quando for entregar a declaração de IRS):

"Dois olhos te olharam mal, três olhos te olharam bem. Deus Pai, Deus Filho, Espírito Santo, Ámen"

e o convite para irem, dia 12 de Abril, ao Centro Cultural de Belém (Lisboa), assistir ao lançamento do "LIVRO LIVRE" da Danuta, do Francisco Bairrão Ruivo e da Joana Paz (Lupa Design)... (o meu já cá canta, devidamente assinado e "espreitado"!)






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