quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

AmorEcológico . Ecolove . Biolove . Glutenfree for sure



Amor ecológico 

Ecolove... Biolove... 

Glutenfree for sure

Tendência dos tempos que correm, o Amor quer-se Sustentável, conscientemente Eco e de preferência embebido na cultura da Permacultura.

Um pedido de inscrição num Amor Sustentável pode ser a chave para a humanidade.

Ele quer uma relação sustentável e ela, com algum receio porque desconhece a sua veia ecológica, aceita-o uma vez que a sua preocupação com a pegada é cada vez maior.

Uma relação onde o importante é construir "com" e não "para". Uma relação que proporciona uma forma sistémica de se ver o Amor, o Mundo e todos os seus componentes.  Ou seja, uma meta-relação para se poder ver todas as outras relações, questões, ligações do mundo e a sua natureza.

Uma meta-relação que pretende ser utilizada de forma holística na relação entre humanos. Uma visão sistémica onde se pensa e partilha uma vontade de criar, planear, projectar, presentear, saudar, relembrar e melhorar todas as relações efectivadas desde o primeiro Homo. Desde o primeiro Tempo.

No AmorEco, no EcoLove, no BioLove ou LoveFreeGluten os dois seres deixam de ter tempo passando eles a ser o próprio Tempo. 

Nesta relação há cuidado com o solo que escolhem para crescer, cuidado na opção dos fertilizantes naturais seleccionados.

Não há espaço para facas afiada, o solo é escavado "às mãos", a semente colocada com extremo cuidado e tapada com cautela. E se algum dia este Amor deixar de ser fértil é com as mãos que ele é arrancado pela raiz. 

Todos os movimentos, produtos de conversas e discussões são reutilizados quando são excedentes. Nada se desperdiça, tudo se reutiliza a fim de melhorar o crescimento deste amor. A natureza é sábia e até as eventuais folhas, partidas pelos ventos tempestuosos de uma discussão, são reutilizadas para proteger o solo à volta do tronco. Cada gota de suor, cada lágrima é levada ao chão, dando ainda mais minerais ao terreno.

Um amor que se equilibra no seu ambiente, nas suas rotinas simples, previsões ancestrais. Um amor devidamente adaptado aos ritmos da sua própria natureza. Ritmos que variam por sermos habitantes num planeta redondo que gira em torno de uma estrela. Um amor que tem dias de ser noite e tem noites de serem dia; tem marés cheias que cobrem um vazio e marés vazias que destapam um peito cheio; tem verões que escaldam um olhar frio e invernos que esfriam o calor de uma discussão. Um amor que se inicia novo, e de tão novo é que ninguém o consegue ver, a não ser aqueles dois. Um amor que segue o seu ritmo, crescendo. Cresce tanto que se torna cheio e brilhante! Enche a casa de todos com o seu brilho! Um amor que depois vai decrescendo e ficando menos visível aos olhos dos outros, até voltar a ser de novo, um amor novo.

Um amor que tem origem num sistema ambiental, onde o ritmo é aquele que foi inventado por Ele e manejado por Ela. Nada deverá interferir com este  Rhen, com este fluir. Nada deverá interferir com o acoplar de todas as forças do universo e das suas interacções. Este amor terá o ritmo que respeitar da natureza. Terá ciclos, estações, tempos calmos e tempestades, tempos previstos e imprevistos mas que no fim, terá sempre mais força do que a mão de um qualquer obra do Homo e emergirá mais frondoso e belo do que antes.

Um dia sugeriram-me a inscrição num namoro sustentável, eu aceitei, pena não ter percebido que ele era um transgénico disfarçado de Bio e com alta percentagem de glúten...




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