segunda-feira, 11 de março de 2013

11 de Março 2011/13

Lembro-me de, no dia 11 de Março de 2011, acordar relativamente cedo e pensar "Dia 11 de Março, dia em que ocorreram os atentados em Madrid, e o mundo tem estado tão calmo...o que se vai passar a seguir?". Iniciei a preparação do pequeno-almoço e liguei a televisão. Qual não foi o meu espanto quando vejo as imagens na televisão do Tsunami no Japão. Presenciei aquela tragédia com um pânico terrível, sobretudo por perceber, o nosso pequeno tamanho enquanto seres vivos. As imagens que  chegavam de uma onda a engolir pessoas, aldeias, estradas eram qualquer coisa que não encaixava nos meus anos de vida. O resto da história também foi presenciado em agonia e tempo lento: o número de desaparecidos e de mortes, as aldeias que deixaram de existir, a explosão de uma parte da Central Nuclear de Fukushima, as consequências desastrosas para o futuro do planeta, as ondas radioactivas que podiam atingir o mundo... Hoje, dia 11 de Março de 2013, o grande astro Sol teimou em não aparecer, talvez tivesse tido vergonha da forma como apareceu nesse ano de 2011 aos japoneses. Os mais esotéricos acreditam que é ele o grande comandante da humanidade, e que nesse dia, ele esteve diferente e falou ao nosso mundo. Por aqui, em Portugal, hoje ele teimou em não se mostrar. E eu até lhe agradeci. Mas também hoje, dia 11 de Março, recebi uma notícia que eu até podia jurar ser um raio de sol, ou pelo menos alguma energia que me aqueceu a alma... A Maria, que se tornou uma estrela na semana que passou, e que deixou três filhotas e uma neta sem rede, de certeza que está tranquila lá cima e tudo porque a instituição onde ela trabalhava (e onde eu trabalho) decidiu providenciar e ajudar o acabar de um estágio, o terminar de uma licenciatura, o início de estudos, fontes de rendimento, ajuda na gestão dos mesmos, etc. às três filhas da Maria. Conheço o Instituto Piaget há muitos anos, sempre tive exemplos humanistas por parte da direcção daquele projecto e sempre soube de muitas acções beneméritas a funcionários ou alunos da casa. Não sendo tudo perfeito, uma das coisas que mais admiro é o facto daquela instituição ter crescido nos ombros de pessoas que acreditavam (e acreditam) numa verdadeira educação e arriscavam-na à boleia de sonhos utópicos. Hoje, no dia 11 de Março fiquei muito feliz (e a acreditar um bocadinho mais nas pessoas) porque muita gente cá em baixo ajudou a estrela Maria a brilhar ainda mais!

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