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Caminho

Voltar ao mesmo lugar passado um ano. Ao mesmo lugar? Impossível. Voltar? Impossível. Pelo lugar passaram chuvas e ventos diferentes, borboletas, formigas, animais e por aí. E quem passou por lá carrega agora outras histórias e memórias.  Nunca volto ao mesmo lugar, mas chego sempre ao sítio onde o destino me faz voltar.  E enche-me a alma tornar a visitar a mesma sorte. Há tantos Caminhos para trilhar, e o mais fascinante é que Todos vão Lá dar. E os Caminhos servem para fugir ou para chegar? Para perder ou para encontrar? 

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                                                 Dá e esquece.   Recebe e lembra.                                                     

À segunda-feira

À segunda-feira, os primeiros cinquenta minutos de olhos abertos são o delírio neural. São uma espécie de Avenida da Liberdade, em hora de ponta! Pensamentos e pensamentos engarrafadas em canais estreitos. Ideias e ideias a florir os canais. As sacanas das obrigações a policiar os canais. O toque do despertador que apita exactamente como sinal sonoro para os invisuais nas passadeiras. E a sacana da torrada queimada a chamar nomes e a dizer asneiras àquele tráfego tão intenso. Tendas e barracas armadas no sistema nervoso central, é a Primeira-feira da semana.  

Um vestido e um amor, Caetano

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Às vezes as explicações são desnecessárias... 

Ficas ou vais?

Dois seres masculinos digamos que... de ar buéda fixe, a passear à minha frente - Então se puderes vai ter com ela, bacano. Vai lá... - 'tás parvo? eu sei ca gaja tem namorado, pá. - Ya... e? - E o quê? Achas qu'eu curto andar aí com as miúdas dos outros, bacano? - Se ela for do outro nem vai olhar p'ra ti, mano - Eh lá men cag* lá nisso... há tanta miúda boa por aí - Ya mano, mas as que fazem história são só as que dão luta. E essa 'tá-te a dar bueda luta. - Népia se ela curtisse de mim, ela já tinha topado. Não sou totó. Ora pois é! E aqui fica o diálogo de dois jovens, com cerca de quinze anos de vida, um estilo buéda cool e muito para experimentar. E então? Lutas? Desapareces? Vives? Há muito mais? Há alguém que mereça? 

Pelas ruas por onde hoje andei

Pelas ruas por onde hoje andei, encontrei o que precisava. Nao pisei pedra errada, nem ninguém me atropelou. Pelas ruas por onde hoje andei, encontrei portas abertas, janelas oferecidas ao sol e tudo era plano. Ruas limpas, sem guetos ou declives a dificultar a caminhada. Ruas definidas pelas raízes dos sobreiros, o brilho da seara e o branco caiado no chão. Não encontrei nenhuma bifurcação, nem semáforo fechado. Pelas ruas por onde hoje andei, apenas vi e senti, o que é fazer caminho no verdadeiro Amor da Amizade. É o caminho certo e eu, hoje, dei com ele!

Andas às voltas e depois torces o pescoço...

O dia não correu mal, apenas existiu de forma torta. Uma forma literalmente torcida. O  de ontem acabou com a conferência acerca dos TPC (aquela de que vos falei aqui ) e com uma tremenda dor de cabeça que degenerou num tremendo torcicolo. Talvez por ter andado o dia todo torcida e a pensar na palavra "torcicolo", neste final de dia apetecia-me um colo para o pescoço. Um sítio onde pousar o Meu espaço intermédio entre a razão e o coração. O lugar que, às vezes, precisa de um empurrão para decidir entre o "descer ao coração ou subir à razão"... a "Zona Proximal de Mudança", como ontem o Professor José Morgado falava.  Voltas e mais voltas à cabeça para construir uma forma de explicar o básico  e de fazer com que a construção seja de todos.  Para que lado destorcerá o pescoço e que volta levará a vida?!