sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Para 2017


 
2016 quebrou muito... quebrou laços de amor, laços de amizade, laços de confiança e ilusão. Que 2017 seja o ano de reconstrução, aproveitando todos os cacos e regenerando o Jardim de cada um.

Quando quebramos ou partimos nunca mais voltamos a ser como antes. A partir dali transportaremos para sempre uma cicatriz. Não há nada a fazer a não ser acolher essa cicatriz e tratar dela. Colocar o melhor creme hidratante e em abundância fará com que ela deixe de ser um problema ainda maior.

É o que acontece quando nos machucam ou partem, quer por dentro quer por fora. Quando morre algum amor, alguma confiança, algum laço. Não voltamos ao mesmo e para sempre fica uma cicatriz, um risquinho na pele, uma marca na memória da pele.

Todas as teorias dizem que as cicatrizes nos deixam mais forte, que depois retomamos à vida com mais força, mais verticalidade.

Experiência aqui e ali dizem que sim. Abre ferida, faz hemorragia, estanca-se a ferida, inicia o processo de cicatrização e depois, o risquinho da cicatriz. Há ali um pedaço de pele que nunca mais volta ao mesmo. Mas à sua volta tudo fica mais fortalecido.

Num ano especialmente espinhoso as feridas são impossíveis de evitar. Imediatamente sabemos que as cicatrizes serão companheiras para o próximo ano e para o outro e os outros que nos faltam. Ficam para nunca mais nos esquecermos daquela história. Ficam a fazer parte da História. Não há uma cicatriz igual. Não há um amor, uma relação, um laço igual. Não voltamos a fazer a mesma ferida, não voltamos ao mesmo que eramos, não voltamos a ter a mesma memória colada à pele... mas a História que somos agora é muito mais forte e bela do que era antes.

Cada linha, risquinho, cicatriz faz parte da nossa memória da nossa pele, da nossa História. Cuidem dela.

Fechem bem a porta do 2016 e abram uma grande janela a 2017...

SISU.

Beijos Sabura