terça-feira, 31 de dezembro de 2013

En el último trago

2013 foi um bom ano... na medida de todos os possíveis, claro. Mas, em relação a palavras, o 2013 foi o ano marcante para começar a escrever. O compromisso surgiu no início do ano, foi uma das decisões de novo ano. A ideia era e é simples. Escrever todos os dias sobre alguma coisa marcante (e sobretudo boa) desse dia. O meu compromisso de escrita resulta assim neste blog. Um espaço gratuito com cerca de cinquenta visualizações por dia. Construído com grandes inspirações, às vezes pequenas e outras vezes nenhuma. O que é certo é que, obrigar-me a escrever tem sido um bom exercício de reflexão. Nenhum texto foi pensado com mais de uma hora de antecedência, mas às vezes há palavras que se colam à memória e, no final do dia, são essas que são aqui coladas. Há textos nascidos em todos os sentimentos. Há textos nascidos com pessoas. Há textos nascidos com ilusões, há outros nascidos com as palavras dos que me rodeiam. Há textos que não deveriam existir, e há outros que deixam uma saudade tremenda. Há textos que foram escritos para nunca mais me esquecer daquele dia (e esses sim vão ser imprimidos, guardados, e um dia imprimidos), e há outros que servem para nunca mais me lembrar daquele dia, daquele erro. Há textos que são olhares, há outros que são descrições. Há textos que são conversa, e há outros que são um desvio nos pólos do meu Ser. Um dos meus objectivos para 2013 cumpre-se ao final do dia de hoje. Eu agradeço, fico grata por todos os que por aqui passaram, leram, opinaram, corrigiram, incentivaram, divulgaram. Espero que o Beijo Sabura tenha trazido alguma coisa boa às vossas vidas. Algum momento bom. E já agora peço o vosso contributo (aqui ou aqui) algum texto especial para vocês?! 
Felizes metas para 2014 !!!
12 pódios para cada um de vós! 12 medalhas de ouro! 12 recordes para cada mês!
Até já. Beijo Sabura.

Tchim tchim... en el ultimo trago!



Os melhores post-it de 2013

A propósito deste texto luz-e-agua-distancia-de-um-post-it aqui ficam as fotografias, como prometido. Ao autor da obra um grande obrigada meu. Se alguém seguir esta (ou  tiver outra) ideia pode partilhar também no Sabura! Será uma bela partilha...





segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dentro de um dia...

Dentro de um dia estaremos no último dia do ano de 2013... e depois da meia-noite, virá o Ano Novo.
O engraçado é que, teoricamente, continua tudo igual. Ainda seremos os mesmos.
Alguns no mesmo emprego... outros no mesmo desemprego...
O(a) mesmo (a) parceiro(a)... a mesma ausência...
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras)...
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida...
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...

 A diferença, a subtil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de Dezembro, começa um ano I–N–T–E–I–R–I–N–H-O pela frente!

Um ano novinho em folha! Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...
Um ano para cuidarmos mais de nós, da nossa saúde, da nossa família.
Um ano para termos tempo, inclusive para visitar e rever pessoas queridas...

Um ano sem pressa...
Um ano para perdoarmos os erros do próximo, um ano para sermos perdoados dos nossos...
365 dias para fazermos o que quisermos...
Há sempre uma escolha!
E, exactamente por isso, eu desejo que faças a melhor escolha que puderes.

Desejo que sorrias o máximo!
Que cantes a música que tocar a tua alma!

Que beijes muito!
Que ames mais!
Que abraces apertadinho!
Que durmas com os anjos e sejas protegido(a) por eles.
Que agradeças por estar vivo(a) e por teres sempre mais uma hipótese para recomeçar.
Que agradeças as tuas escolhas, pois certas ou não, elas são tuas e de tua inteira responsabilidade.


Aproveito para, em primeiro lugar, agradecer pela vida.
Agradeço pela minha família, que são meus valores, exemplos e força.
Quero também agradecer pelos amigos especiais.

Aos que me acompanham desde há muito tempo.
Aos que eu fiz há pouco tempo.

Aos que me fizeram sofrer e com isso crescer.
Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.
Aos que moram perto e eu vejo sempre.
Aos que me seguram, quando penso que vou cair.
Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.

Aos que ganham e perdem.
Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
Aos que estão aqui e me dão a certeza de que este mundo é mesmo divino!!!

Um adeus ao ano velho!
Espero que 2014 seja um ano bem mais feliz, tranquilo, amoroso, com muita paz e próspero para ti e para a tua família!
Que nas tuas escolhas obtenhas muitos sucessos e sejas muito feliz!!!!
Muito obrigado por partilhares da minha história!!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Luz e água à distância de um post-it

E quando chegas a casa da pessoa tua amiga e encontras, em todos os interruptores e torneiras (e fogão), um "post-it" a relembrar a sorte que temos de, à distância de um gesto termos água, gás e electricidade, em menos de um segundo ...isso é?! Genial!
Eu vou seguir o conselho. O certo é que, pelo menos dois gestos, à partida insignificantes, vão passar a ter uma dimensão gigantesca... E o conselho tem resolução prática, fácil e barata. Basta um bloco de post-it e uma caneta. 

Depois é ir colando em cada interruptor, em cada torneira, tomada eléctrica, fogão um post-it com uma mensagem escrita. Nesta casa pode ler-se nos post-it colados o seguinte:

"Uau! Luz em menos de 1 segundo!"

" Água fria ou quente. Um hotel de luxo 5*****"

"Fogo. O legado de Prometeu"

"Luz! E nem precisa de um gerador!"

... e por ai fora, ou melhor, e pela casa dentro!

Esqueci-me do registo fotográfico mas, se o Criador o permitir, ele chegará até ao Sabura! Vale a pena relembrar esta caminhada feita pela Humanidade.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Hoje choram-se vidas

A morte é mais rica do que a vida. Não escolhe a quem. Vão todos. Tudo para ela. Sempre em contagens crescentes. É tão rica e tão mal amada, por isso se mantém só. Ninguém a acompanha, ninguém a quer. É o maior golpe de pobreza que deram à vida. 

A vida, essa, é a maior riqueza que deram à eternidade.

As duas, em comum, são as maiores certezas que temos.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Presentes

Quantos presentes ofereceram à vossa pessoa?

Ofereceram-se presentes? 
Lembraram-se?

Hoje lembrei-me que me ofereci um presente. Não uma prenda daquelas de centro comercial, mas sim um presente. Simples e leve, mas dorido, ainda em fase de aprendizagem. O presente foi estar presente comigo, sozinha. Acho importante conseguir fazê-lo (é difícil, muito difícil). Tal como acho fundamental saber estar com os outros, mas essa parte já domino há anos. Falta-me esta, a de estar sozinha, só comigo. Sempre estive com pessoas à minha volta que completavam o meu ser e agora, quando essas pessoas se ausentam, parece que fico "desmembrada". Mas na véspera de Natal consegui presentear-me em estar presente.

Quantos presentes nos faltam para estarmos presentes?

Todo o Santo Natal era igual...

Todos os anos era a mesma prova e os mesmos desafios. Todos os anos era igual. Começávamos desde o 1º andar, passávamos para o 2º para beijar a Dona Dorila e a sua mana, subíamos ao 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º e ... quando chegávamos ao 9º andar os nossos sorrisos escorregavam pelas escadas abaixo, até ao Rés-do-Chão. Todos os anos era igual. Todos os anos aquele 9º andar era o patamar do deserto, da seca total. Suspirávamos e tocávamos à campainha. Infelizmente, já sabíamos que íamos ter uma resposta positiva e que a porta se ia abrir. "Uau, obrigada! Muito obrigada" dizíamos. "Obrigada, Dona Matilde". O êxtase do momento, ao receber aquele presente, era tão fraco que chego a duvidar que a nossa voz alcançasse o 8º andar. Todos os anos era igual. Todos os anos, a Dona Matilde presenteava-nos, no Natal, com uns malditos livros da empresa onde trabalhava. Todos os anos era igual. Aquele patamar do 9º andar, de repente, deixava de ser um jardim florido porque a sua jardineira fazia questão de o abafar e matar com o seu "calor literário". Depois lá continuávamos a subir, bem como a nossa esperança, para alcançarmos patamares bem mais divertidos e desafiantes. Quando alcançávamos o 11º andar dávamos por terminadas as visitas natalícias aos vizinhos. Faltavam apenas as visitas familiares. Essas todos os anos eram diferentes, mas o desafio todos os anos resultava igual, ou seja, o nosso faro apurado de detectives-de-prendas fazia com que não restasse uma surpresa para a noite de 24 de Dezembro. Descobríamos, abríamos (com um milhão de cuidados), festejávamos, voltávamos a fechar e a colocar no exacto sítio onde tinham sido escondidas (?). Todos os anos era igual. Ou seja, a noite de 24 era uma noite de farsa ao Pai Natal. Nada, nem uma surpresa. Lembro-me de pensar porque raio a minha mãe não se esforçava mais para esconder as surpresas... (nunca ela chegou a saber que eu e o meu irmão as descobríamos Sempre) e cheguei a equacionar fazer daquilo (descobrir presentes e surpresas) a minha profissão. Não segui essa carreira profissional (ainda!) e o resultado ao fim de 38 outonos é este: 
- É difícil fazer-me/prepararem-me uma surpresa sem que eu perceba (se bem que este ano foi verdadeiramente surpreendida... ou estou a perder faculdades surpreendentes, ou a faculdade de me espantar).
- Fico fascinada a organizar festas-surpresa, vibro, estremeço, levo aquilo a peito.
- Como o número de presentes a receber foi diminuindo, hoje em dia, não abro nenhum presente até às 23h... afinal de contas, não é bom ser desmancha-prazeres!
- E a mais importante de todas... naquele patamar de seca, o nono andar, consegui semear em mim uma das grandes árvores que por aqui anda e que me faz agarrar com os pés à terra e subir com a cabeça aos céus. A Dona Matilde tinha de apelido "Rosa Araújo"... era uma Matilde Rosa Araújo, não aquela Senhora Nuvem Branca da Literatura para crianças, não. Era outra "Matilde Rosa Araújo", casada com o Jorge Araújo, que trabalhava na Caminho e que alimentou a minha mini biblioteca infanto-juvenil. Graças a ela tive os primeiros pesadelos por causa do livro infantil "Rita e Miguel". Graças a ela comecei a ler a Alice Vieira, com o seu "Chocolate à chuva" e por aí fora. Graças a ela iniciei-me na arte de praticamente só saber oferecer livros, e também graças a ela fiquei com esta história para contar. A história da Dona Matilde e do Senhor Araújo (ao que sei andam pelo Porto, provavelmente ainda ligados a livros. A última vez que ouvi falar do Senhor Araújo  estava na "Campo das Letras". Se alguém os conhecer faça favor de lhes passar a história, para assim renovarmos os votos de Natal!). Uma história que semeou tantas outras.
      
E cá por casa, a Prova foi Superada! Continuam a existir surpresas guardadas, fechadas e a acreditar-se que não são os adultos a irem ao supermercado comprá-las! O Guerreiro de Voz Branca continua a acreditar no Senhor Barbudo/Papai Noel/ Saint Claus/Pai Natal... uff... Não é fácil. Sobretudo quando, em casas de progenitores separados, o Barbudinho tem de se comportar da mesma forma coerente! Este ano começou por ficar afastado da primeira casa porque uma rena teve medo de atravessar a ponte com os ventos fortes, e só chegou à segunda casa porque sabia que havia tarte de amêndoa, esparramou-se contra a chaminé por causa dos ventos fortes, queimou um pedaço do fato na lareira mas entrou! Prova Superada! Ele (O Barbudo) tudo ouve e tudo vê por isso... be nice and good! I believe in Santa Claus!



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Boas Festas a dançar...

Boas festas a dançar e a cantar... all over the world!


All I need for Christmas

Espero que a minha lista de presentes ainda chegue a tempo...

- Uns metros quadrados no Planeta Terra
- Uns ténis para Run for It and for That
- Uma fila imensa de braços abertos 
- Um telhado para me abrigar das tempestades
- Muitas janelas e portas abertas
- Muitas paisagens para ver, saborear
- Uma Bimby Love para cozinhar Tudo certo ;)
- Uma Bimby FMI para triturar o que não precisa existir por inteiro
- Uma garrafeira cheia de novos amigos
- Uma biblioteca de livros
- Uma biblioteca de afectos, emoções e boas acções
- Uma viagem à volta do Dicionário dos Lugares Imaginários do Manguel
para além de viagens, bibliotecas e seus adereços, telhados, portas e janelas, espero que este espírito de Natal e de início de ano me/nos traga boa saúde para curar os males a que este governo nos sujeita, saúde para aguentar as arritmias provocadas pelas decisões deste governo, saúde para aguentar os embates cardíacos a que somos sujeitos quando olho (espero que seja só no Meu Singular e não no Nosso Plural) para o extracto bancário.
Na realidade, bem no fundo da realidade, somos todos uns sortudos com o que temos, há sempre pior exemplo ao nosso lado ou de quem já ouvimos falar. Devemos agradecer-nos à vida, estarmos gratos por termos sido escolhidos para viver. Recebemos este presente, esta oportunidade. Agora é caminhar nela, subir, descer, escavar, construir mas não deixar de caminhar, nem deixar de amar o caminho. O meu está tão rico quanto posso imaginar, tenho o meu Guerreiro de Voz Branca e não estou sozinha neste mundo.



domingo, 22 de dezembro de 2013

Surpresa de Natal - caça ao tesouro

Foi uma verdadeira caça ao tesouro natalício e merece todas as honras e destaques. A Sandra, uma leitora assídua do Beijo Sabura, que deixou de ser virtual e neste momento é uma amiga verdadeira, encheu-me a caixa de correio com uma encomenda de Natal. Encheu o correio, o coração, a vontade continuar/melhorar/apostar a escrever, de acreditar que ainda há bons Seres. 
A Sandra já deixou de ser uma amiga virtual... há uns tempos atrás deixámos de lado a escrita e passámos aos cheiros, às texturas, às paisagens, às mãos dadas. Foi um dos felizes encontros de 2013, uma feliz surpresa. E o que ela fez foi também uma das melhores surpresas, podem seguir o exemplo: colocar dentro de uma caixa dos ctt cinco presentes e um mapa para a sua caça! A Sandra como é uma rapariga de bom gosto enviou palavrinhas doces e amigas para os adultos e para as crianças, ovos moles, bolo-rei (o melhor de Portugal) e um frasco de vidro onde a família vai guardar bons momentos, fotografias, recuerdos de 2014. Tudo devidamente etiquetado. Uma GRANDE, GRANDE surpresa! E ela não imagina o quanto eu gosto de recebê-las e de oferecê-as! À Sandra deixo, mais uma vez, um abraço Sabura, os cantos da boca virados para cima e um imenso obrigada por me surpreenderes! Já ganhaste (mas eu ainda mais!) ! Neste dia tive também a honra de receber mais um postal no correio, uma pessoa amiga que gosta de surpreender e de ser surpreendida. 
(...penso sempre que a vida é como a montanha russa - ora sobe, ora desce, ora sobe, ora desce - e que o Tempo cura tudo - incluindo os declives menos agradáveis... e neste momento eu e o meu Guerreiro estamos a subir) 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Desejos de época

Este espaço virtual serve como apontamento à minha vida. Pontualmente aqui participam palavras. E diariamente aqui registo coisas boas e simples que a vida me oferece. Pensei-o para me obrigar a escrever e sobretudo, obrigar a parar após vinte e quatro horas de vida. Resultou e tive força anímica para o fazer durante quase um ano, ininterruptamente. Quase um ano. E durante este ano a vida deu tantas voltas, tombos e assombros, alegrias e contentamentos! Tantos! O certo é que ultimamente, a única coisa a registar de simples e bom, era e é a vida do meu filho e a minha sorte em ser a sua mãe. Ultimamente... até ontem, último dia. Ontem foi dia de Natal cá em casa. O Guerreiro de Voz Branca fez a sua meia dúzia de anos (dizemos que, apesar de ele não ter preço, agora está mais barato, ao jeito do Carlos Paião). Ontem o dia teve Luz, teve forças para levantar os cantos da boca para o céu. Ontem, a espiral de maus momentos e fraca força parou por instantes. E nos instantes que parou trouxe uma abertura de Luz para iluminar um caminho a seguir. Um renascimento (como o próprio Guerreiro dizia) e um caminho para um ninho. Abriram-se os céus e a terra para nós. O Guerreiro tinha razão, ontem renascemos!
Admitia estar em espiral, e quem olhava para mim percebia-o naturalmente. Sou daquelas pessoas que infelizmente não consegue disfarçar expressões faciais ou estados de alma nos olhos. E não é fácil encontrar coisas boas e simples na vida quando estamos em espiral negativa. Andamos, andamos, retornamos, andamos e vamos sempre dar a uma porta fechada. Não é fácil, e às tantas deixamos de lutar e de acreditar. Felizmente não deixei de acreditar em mim, se o fizesse seria a "morte do artista". Agarrei-me sempre ao meu filho, e à ideia de que vale a pena acreditar nele. É, sem dúvida, a pessoa em quem eu confio a cem por cento na minha vida. A única. E vale a pena, porque é o único Ser na minha vida que consegue limpar todos os males do mundo. Não me posso "recarregar" apenas nele. Seria injusto e prejudicial para nós, mas foi, neste últimos tempos a minha fonte pura. Ontem foi um dia muito feliz para nós. Tão feliz foi o dia que hoje, ao acordar, ambos pensámos que até podia ter sido um sonho! Felizmente é um sonho transformado em realidade, o que nos aconteceu.
Por isso hoje volto ao Sabura. Já consigo ter Luz para voltar. Algumas coisas na vida e no Sabura mudaram. E neste espaço, o que muda é a forma como o vejo e sinto. Vejo-o mais leve e sinto-o mais solto. Tive um total de cinco reacções à ausência. Reacções de animo e de preocupação. Reacções que me fizeram pensar sobre o que quero deste compromisso Sabura e acerca do meu compromisso com a "vida virtual"... mas isso fica para o balanço de um ano Sabura (a 4 de Janeiro de 2014).
Para já fica um voltar mais leve, mais feliz. Fica também o meu pensamento para esta quadra: parar no Tempo; limpar, limpar, limpar, soltar lastro; focar em nós próprios; lutar, batalhar, esgadanhar a vida para nos fortalecermos; reflectir e avaliar; serenar. Em época de consumo, sobretudo não quero ter mais plástico na minha vida. Quero que, o que existe nela, continue com as raízes bem nutridas e agarradas à Terra, e que a sua copa consiga tocar cada vez mais alto.
Aos que lêem o Sabura desejo o mesmo. E se estiverem em espiral negativa façam isso, parem e sintam-se para além do que existe exterior ao vosso Ser. Só assim podem ver bonito. Cá fora o mundo está feio, muito feio e nesse eu tenho pouca esperança. Mas em mim, e comigo, tenho muita. Aos que estão em espiral positiva não deixem de parar e de olhar à vossa volta... serão importantes para quem está no caminho descendente. Parem. Enviem um sms, um café, um mail, uma carta, um silêncio partilhado, um abraço gratuito, uma lágrima cúmplice ao canto do olho. São estes os meus desejos para esta época de Nascimento (e esta a música que nos tem acompanhado, uma espécie de mantra que agora se tornou realidade). Beijos Sabura.





  

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Cinderela

E ainda do dia 6... Ao chegar à escola do meu filho, a Cinderela abraçou-se a mim e disse "Sabes... És a minha amiga adulta preferida!"e eu abracei-me à Cinderela e disse-lhe cantando ao ouvido "sabes Cinderela...eu gosto de ti!" ... E então bate, bate coração, louco, louco de emoção que a idade assim não tem valor, crescer vai dar tempo p'ra aprender, vai dar jeito p'ra viver o teu primeiro amor...Cinderela!!!

(As vozes da reacção levantaram-se e exclamaram..."O quê?! Gosta mais de ti do que da mãe dela?!". Ao que respondi que mãe é mãe, adulta amiga é adulta amiga!)


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Gosto de ti

Hoje enchi os olhos e a alma com centenas de imagens que homenageiam Madiba. Hoje agradeci muito a Mandela pela sua vida estar presente em mim.
E hoje lembrei-me que, por vezes, não importa saber o quanto se conhece e gosta de uma pessoa, para lhe dizermos que gostamos dela. Sem rodeios. Hoje foi bom lembrar a homenagem ao "gosto de ti".

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mandela "Capitão da sua alma", seguiu o seu destino

Morreu Mandela, Madiba, Tata... já era esperado, como a qualquer um de nós. Mas há sumiços que custam mais. Há sumiços que calam uma voz ímpar. Nunca mais teremos a originalidade da força de Mandela. Os seus exemplos ficarão para sempre na memória. Por eles nos guiaremos. Eu acredito nele e olhando para a sua vida, para o que passou, acredito que também sou capaz. E aqui está o meu principal problema... numa época em que preciso Acreditar e ter um Farol, um Mandela... Ele desaparece. E não duvidem que desaparece. Os seus ensinamentos ficam mas quem continua a lutar como ele?! Os Homens da nossa História estão a acabar, quem fica para levantar o punho fechado?! Quem fica a dedicar 67 anos de vida em prol dos direitos humanos?! Quem agita novamente a humanidade?! Quem aguenta manter a sua palavra e a sua luta mais de vinte anos encarcerado injustamente?!

Todas as vozes serão poucas para alcançar a obra feita por este homem. Um Ser Humano fisicamente igual a todos nós mas com um Mundo de força dentro dele. 
Às vozes críticas que se levantarem (há sempre os pobres de espírito), nada mais resta que não habituarmo-nos a ouvi-las com indiferença. 

Há poemas, frases, textos, fotografias... tudo para relembrar Mandela. Eu fico na memória com o Peter Gabriel a cantar "Biko", com os U2 sempre ao seu lado, com Johnny Clegg (Asimbonanga), com as imagens/notícias de Mandela a sair da prisão. 

Neste mundo em que todos os dias vou perdendo a esperança na raça humana fico triste por esta voz ter desaparecido. 
Agarro-me ao imenso Mandela que o meu filho já é em mim!

Deixo dois textos (um dele e outro dedicado a si) e uma das frases mais marcantes... 

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável


Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida
Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.
Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.
-"Invictus" por William Henley.

Poema que Nelson Mandela manteve na sua cela em Robben Island, escrito num pedaço de papel.

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Parem já os relógios, corte-se o telefone,
dê-se um bom osso ao cão para que ele não rosne,
emudeçam pianos, com rufos abafados
transportem o caixão, venham enlutados.

Descrevam aviões em círculos no céu
a garatuja de um lamento: Ele Morreu.
no alvo colo das pombas ponham crepes de viúvas,
polícias-sinaleiros tinjam de preto as luvas.

Era-me Norte e Sul, Leste e Oeste, o emprego
dos dias da semana, Domingo de sossego,
meio-dia, meia-noite, era-me voz, canção;
julguei o amor pra sempre: mas não tinha razão.

Não quero agora estrelas: vão todos lá para fora;
enevoe-se a lua e vá-se o sol agora;
esvaziem-se os mares e varra-se a floresta.
Nada mais vale a pena agora do que resta.

(tradução de Vasco Graça Moura) 

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"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo"


Tenho a certeza que vai ser bem recebido! O Miguel é rapaz para isso! 
(By the way Miguel... estás lixado... o Senhor Mandela já deve ter tocado à campainha e tu, com o teu mau feitio xenófobo, vais abrir-lhe a porta, erguer-lhe o teu punho, abraçá-lo e iniciar a grande festa! A vingança serve-se num prato frio, mano! :)  ).







Elogio ao Amor, MEC

Elogio ao Amor, por Miguel Esteves Cardoso "Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido... Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Listen

Esta é uma boa forma de escutar o final do dia...


Mantra do dia

Há dias assim... em espiral. 

Jun Kaneko, Head 02-12-01 (2002)

Show love

E todos sabemos que o Amor é necessidade, uma vontade, um espírito, uma via, um caminho universal. Senti-lo já não será tão universal, dá-lo ainda menos, receber... ainda mais difícil. Será por isso tão longo e desafiante o seu caminho? 


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

e se...

e se tu tens pânico de gente, como te aguentas no teu todo?
e se tu tens medo da solidão, como te aguentas contigo próprio?

just this

Às vezes andamos para aqui a tentar perceber todas as regras do jogo da vida e enquanto fazemos isso esquecemo-nos de jogar.



domingo, 1 de dezembro de 2013

O meu Tempo do Advento

Começou a contagem decrescente. Tempo do Advento,  tempo de preparação, tempo de espera d'Aquele que há-de vir e salvar o Mundo.
Eu gosto de sentir e de me mexer nesta contagem decrescente. Gosto dos enfeites exteriores deste Tempo, das luzes brancas, do ambiente acolhedor, dos milhares de desejos de paz que são transmitidos, dos milhares de sorrisos distribuídos, dos desejos de felicidades que andam colados na boca das pessoas. Formaram-me católica e tenho presente todos os ensinamentos deste tempo mas, outras realidades se foram sobrepondo. A esta altura do campeonato da minha vida, gosto de olhar para este Tempo como a preparação e a espera de um Tempo de Paz. Só isso. Sabemos que a noite de Natal leva as famílias a estarem juntas, as crianças a governarem as expectativas, os governantes a darem tréguas por umas horas. E é esse o espírito do meu tempo de espera e de preparação, o Tempo da Paz. Desde há cinco anos que a minha espera se antecipou. Não tenho o poder de mudar o nascimento de Cristo, tal como o presidente argentino teve, mas tive o poder de antecipar a celebração do nascimento, tendo o meu filho nascido seis dias antes do dia vinte e cinco de Dezembro. 
E a contagem decrescente começa hoje. Decoramos a Árvore de Natal, enfeitamos a casa, escrevemos ao pai Natal e construímos o calendário de Dezembro. E a partir de hoje e, durante dezanove dias, fazemos a contagem decrescente para o nascimento. Todos os dias riscamos mais um número até chegarmos à festa do dia dezanove de Dezembro. 

É o meu Tempo de Advento, tempo de preparação para Celebrar Aquele que veio salvar o meu Mundo, a Paz no meu Mundo.

Depois disso, há o nascimento Daquele que veio também salvar o Mundo de muitas pessoas. Mas, no Seu 2013º aniversário, Ele vai defrontar-se com vários demónios e criaturas medonhas, que vieram para assombrar a Sua festa.  Demónios esses que já começaram as preparações para a noite de vinte e quatro de Dezembro. Pouca comida nas mesas, poucos presentes nas árvores, poucas casas quentes, pouca roupa aconchegante, muitos desejos não cumpridos, muitas lágrimas de frustração, muita dor de saudade...
Quem vencerá?
Eu continuo a acreditar numa capacidade incrível que o animal humano tem... a de se adaptar a todas as situações. São poucos os que não o conseguem fazer (felizmente). E  eu tenho a certeza que também me irei adaptar. Tenho a certeza que os Demónios só irão conseguir espreitar a nossa casa pelo Google Maps e nunca pela fechadura, porque nós aqui, somos Guerreiros e temos um escudo poderoso: Amor e Alegria. 



Mantra do dia


sábado, 30 de novembro de 2013

A Prova - me, Crato!

Já todos devem saber de mais uma medida do Ministro da Educação português, Nuno Descrato. Desta vez resolveu tapar os olhos ao mundo e à UE, com uma peneira chamada "Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades". Uma prova que apenas serve para efeitos de concurso ao Estado, não para progressão na carreira ou para uma entrada na Ordem dos Professores (naturalmente esta última seria impossível uma vez que não existe Ordem nenhuma)... esta prova apenas serve para: desvalorizar ainda mais a escola pública (naturalmente há gente que prefere não ter de provar nada ao senhor Descrato e ficar pelos estabelecimentos privados, o que, tendo em conta o financiamento que o Estado irá fazer nestes, será a melhor solução); serve para atestar que um professor que todos os anos desespera por uma colocação em qualquer parte do país, ou em que data for, prove que ainda é competente e capaz; serve para colocar em questão o trabalho sério, académico e profissional dos Institutos Politécnicos; serve para mandar embora milhares de pessoas dos concursos do Estado (uma vez que a prova consta de uma primeira parte de resposta com cruzes - estilo exame teórico de condução, onde um pequeno erro é a morte do artista, e onde dez erros atestam a incapacidade e a incompetência de qualquer professor); serve também para "sacar" 40.000 vezes 35 euros (ou 20, no caso de o candidato chumbar na primeira prova), a quem já participa em todos os impostos, taxas e sobre taxas para o Estado; serve para chamar incompetentes, cagunfas, mariquinhas, totós a milhares de pessoas que têm medo e não tendo outra solução preferem dar dinheiro ao Estado e provar que são capazes, do que ficar na fila do desemprego; serve para colegas voltarem a ser agentes da PIDE e serem colocados a vigiar e corrigir a prova dos outros colegas que, em muitos casos, até terão menos anos de experiência enquanto docentes; serve para, mais uma vez, não faltar ao compromisso dos cortes do orçamento; serve para regredirmos mais de meio século na história da educação; serve para dizer que, mediante umas respostas em cruz e um texto de poucas linhas, eu sou competente e tenho capacidades para ser professora. Incrível como este país está desolado de esperança, de vergonha, de falta de escrúpulos e de criminosos no poder. Há uns tempos um conhecido meu dizia que resolvia tudo com uma bomba... na altura tentei "explicar-lhe" que violência gera violência, amor gera amor, etc. Se o voltar  a ouvir falar em bombas tenho de lhe dar razão. "Uma bomba" é a única coisa que me chega ao pensamento quando penso no que este energúmeno está a fazer à educação de Portugal. E o que posso eu fazer, para além de educar os meus alunos e o meu filho a Serem Gente competente, cidadãos activos, pessoas críticas, seres felizes, seres capazes de dar e receber com amor?! Não sei... estou "desesperançada". Estou a sentir que podem "matar" o conhecimento do  meu filho, que lhe podem formatar a cabeça com tanta trampa científica, que vai passar oito horas do seu dia a aniquilar a sua criatividade. E isto agonia, tira poderes e sorrisos. 

Grave é que também me inscrevi na merda da prova. Grave porque também tenho medo. Pouco a pouco eles vão conseguindo levar a água ao seu moinho... um povo com medo. Trabalho numa instituição privada, sem apoios do Estado, e que, como qualquer outra, também não atravessa bons tempos. Inscrevi-me na PACC quando me apercebi que não fazê-lo era fechar uma oportunidade de emprego. Nunca fiz questão de trabalhar no estado, não tenho essa ideologia. Até agora sempre trabalhei onde desejei, junto dos que me valorizavam e com quem eu queria construir equipa. A partir da semana passada vejo/sinto que este país onde moro, para o qual desconto, onde invisto me está a tapar o Sonho, o Futuro. Tenho à frente uma trincheira escavado pelo meu próprio Estado. A barreira da minha vida é o meu Estado (que se intitula livre e de direitos). Por estas razões, a semana passada, dei o corpo ao manifesto e, contra os meus valores, me inscrevi em mais uma invenção deste energúmeno Descrato. Vocês, que não são professores, e que lêem estes desabafos (se conseguiram chegar a estas linhas sem vomitar de tédio.. :) ) já pensaram no que estão a fazer aos vossos filhos, sobrinhos, vizinhos, afilhados... com estas medidas impostas aos professores? Não é só uma classe que é atingida, são todas as pessoas. Estas medidas matam a Educação, e não é difícil perceber isso. E é por isto que eu não percebo porque é que em Manifestações de professores não se vêm Pessoas que não são professores, que são pais, amigos, familiares.
O futuro vai ser ainda pior, e isso preocupa-me, muito!
Não quero esperar, quero ter esperança.
A semana passada vendi-me por 20 euros ao Ministério da Educação e Ciência.
A semana passada senti-me uma puta vendida a um chulo, e esse era o meu Estado.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mantra do dia

"Ai que saudade que eu tenho de ter saudade, saudades de ter alguém, que aqui está e não existe..."


Pedro da Silva Martins

Under a hat

Foi hoje que aqueci os pensamentos. Nada como a verdade para nos aquecer a força. Afinal um chapéu não esconde mentira nenhuma apenas aconchega a verdade! 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

80's ...há excepções

É certo e sabido que os 80' não são a minha dança, mas há marcos musicais nesses anos. Esta "De volta p'ro meu aconchego" da Elba Ramalho sabe-me bem, sobretudo quando procuro, projecto ou construo o meu ninho. Neste dia especialmente frio em que me apetece aconchegar no Sol e virar os cantos da boca para cima, faz-me muito bem escutar este aconchego...



É hoje



É hoje, hoje e hoje que eu me vou a eles... este calor soviético anda a congelar-me os pensamentos e eu vou dar-lhes cobertura!










Where is the love?