segunda-feira, 30 de junho de 2014

Apontamentos de sorte neste dia...


Começa o dia, começa o ritmo, começa a semana...

Chegar à toca do trabalho e ver um "#"$%&/()=)(/%#$%&/Croissant do Careca. Podia ser para mim?! E foi. Quatro anos a salivar por um "bicho" daqueles e finalmente tê-lo nas papilas gustativas!

Dar passagem ao camião que vem atrás de mim enfurecido, vê-lo travar bruscamente porque o carro que vai à sua frente, de repente, trava a fundo e pára. Fica com as rodas da frente num ângulo de 90º em relação à parte da frente. Camião bate no carro. Podia ter sido eu? Podia, e com fortes probabilidades. Não fui!

Chegar ao Multibanco para finalmente pagar aquela conta em atraso. Da qual nos lembramos todos os dias, mas que nunca é o melhor dia para o fazer. Introduzir os dados. Ler no ecrã "Pagamento efectuado :(  " Podia ter sido eu? Fui eu, nunca mais me lembrei que já o tinha feito.

Vale a pena batalhar por good vibes ao longo do dia. Vale a pena ensinar isto aos nossos Guerreiros. Vale a pena dizer-lhes que a sorte dá muito trabalho!








Yoga bags




Se eu tivesse um Yoga bag destes há muito que a minha vida era outra!!! :)

Coisa mais linda! Merece um sticky mat lá dentro a ser passeado todos os dias pela rua!

Para ser visto, e quiçá adquirido (por vós), aqui neste lindo e inspirador blog... 

Das tristes notícias deste fim de semana


Este fim de semana "fomos" assombrados pelas notícias de mortes não esperadas. No caso, três pessoas jovens. Um acidente, uma moto-quatro, duas crianças. Um acidente, uma piscina, um jovem. As notícias tiveram destaque na comunicação social. Uma aqui e a outra aqui.  Tanto uma como outra mereceram destaque pela idade das pessoas que sofreram estes acidentes. A segunda teve ainda maior impacto por se tratar do filho de alguém que todos os dias está dentro da nossa caixa televisiva. E quer seja porque temos filhos da mesma idade ou com o mesmo nome, quer seja porque a mãe é uma jornalista conhecida, o certo é que estas notícias dão a todos o lembrete "Aproveita a vida e ama quem te ama". A mim, em particular, por ter perdido um irmão com idade parecida à do filho da Judite de Sousa, dá-me dois lembretes: 
- Como é que aquelas mães terão coragem de se levantar no dia seguinte para continuar a viver? (no caso dos meus pais acredito que se levantaram no dia seguinte porque fiquei cá eu... ) 
- Ninguém é de ninguém, nem os nossos filhos. 

À vida pertencemos, e nela também está incluída a morte. Morte que é a puta vendida da Vida, vai com todos, não escolhe ninguém.


Tudo traçado, tudo destinado, acredito.

domingo, 29 de junho de 2014

Na vida de mãe solteira


Vida de mãe solteira também tem coisas boas, muito boas. Vida de mãe acompanhada também tem coisas boas, muito boas, de certeza.

Na vida de mãe solteira tu não te podes esquecer de uma compra no supermercado porque não tens tempo para voltar para trás, tirar o filho do carro, ir à loja, voltar a entrar no carro e seguir viagem.


Na vida de mãe solteira tu chegas a casa e o copo continua desarrumado no mesmo sítio.

Na vida de mãe solteira tu não te podes esquecer do creme, da roupa, sapatos, livros, cadernos, lápis, afia, manual, lanche, lenços de papel, toalha de rosto, escova e pasta de dentes, equipamentos, assinatura no recado, dos calções, do protector, do banco, da toalha.

Na vida de mãe solteira tu tens de ter os remédios básicos, mezinhas etc. sempre à mão. 

Na vida de mãe solteira tu tens de lembrar-te SEMPRE de colocar no ON o despertador.

Na vida de mãe solteira tu não podes esquecer-te do telefone, dos carregadores, da mala do computador, da mala de mãe, da mala do filho, do saco dos livros e do saco das actividades extra escolares.

Na vida de mãe solteira tu chegas a casa, pousas telefone, os carregadores, a mala do computador, a mala de mãe, a mala do filho, o saco dos livros e o saco das actividades extra escolares e durante 10 minutos ficas para ESTAR com o teu filho.Na vida de mãe sol
Na vida de mãe solteira depois desses dez minutos anuncias a tua transformação ao mundo (leia-se filho) "Mãe Master Chef" . Arrumas tudo o que ficou no chão, arrumas o que tinha ficado desarrumado pela manhã, idealizas/preparas a refeição, respondes às questões dos trabalhos que vêm para casa, e anuncias a próxima transformação "Mãe nadadora-salvadora". Preparas/dás banho, limpas os ouvidos, secas o cabelo, arrumas a roupa para lavar, arrumas a casa de banho e encaminhas as pessoas presentes para a refeição.
Na vida de mãe solteira, depois da refeição, tu arrumas a cozinha em tempo recorde, encomendas uma escovagem de dentes, um bochechar com elixir e fazes um convite para o filho dirigir-se à próxima paragem: quarto, e aí anuncias a próxima transformação "Mãe Contadora de Histórias e Cantora".
Na vida de mãe solteira tu não costumas ficar acordada, ou em grande forma, depois do teu filho adormecer. Acordas passadas três horas com o cinto vincado na cintura, os óculos na cara, a blusa enrolada em ti com duas voltas. Compões-te, amontoas o necessário para o dia seguinte e, quase em sussurro anuncias outras transformação ao mundo - "Mãe Anjo da Guarda" e voltas a adormecer.

Na vida de mãe solteira és sempre tu que acordas e te levantas durante a noite.

Na vida de mãe solteira tu programas fins-de-semana, férias, feriados e festas com a presença, no mínimo, de duas pessoas.

Na vida de mãe solteira tu és guarda-redes, inimigo, avançado, companheiro, apanhador de bolas, adversário...

Na vida de mãe solteira tu vês o teu reflexo muito claro, no teu filho.

Na vida de mãe solteira tu colocas-te muitas-mais-do-que-mais vezes em causa.

Na vida de mãe solteira tu conheces quase todos os sinais, cheiros, atitudes, locomoções, olhares, palavras, birras do teu filho... 

Na vida de mãe solteira tu nunca falhas a um sinal, cheiro, uma atitude, um andar, um olhar, uma palavra, uma birra do teu filho.

Na vida de mãe solteira és tu e o teu filho quem resolve. 

Na vida de mãe solteira uma birra é um caminho de descobertas interiores.

Na vida de mãe solteira és tu que tens de sair da "bolha", olhares-te de fora dela, olhares para o teu filho e agires. 

Na vida de mãe solteira tu és o Despertador de Vida. Sempre Pronta.

Na vida de mãe solteira tu tens a sorte de ter, SEMPRE, tudo isto nas tuas duas mãos.

Na vida de mãe solteira há SEMPRE uma Super-Mulher (mãe) e um Super-Herói (filho). 

Na vida de mãe solteira há dias em que a Super-Mulher anuncia uma outra transformação ao mundo (leia-se filho), tira a capa e o fato dos poderes mágicos e fica "apenas" Mulher.

Palmas para vocês Mulheres Mães Solteiras porque essa casa é o maior sinónimo de Amor.



(na vida de mãe/pai acompanhada/o todas estas coisas boas também devem acontecer, calculo)


  







      

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Há dias bons e dias cabrons


Às vezes a vida corre tão ao contrário daquilo que desejamos e planeamos que chegamos a duvidar das forças do nosso corpo. Provavelmente será esta a altura em que somos atacados por vírus e bactérias que nunca ousaram aproximar-se de nós.
Dói-nos o corpo sem nenhuma razão a não ser um mau estar geral. As pernas vergam e já não esticam. Os olhos já não abrem na totalidade. As mãos ficam sempre penduradas e a cabeça pesa em cima do pescoço. Sente-se o corpo pesado e enferrujado. Apetece dormir, fechar os olhos e acordar quando tudo estiver Melhor. 

Mas no entretanto (dizia o Godinho) não deixamos de acreditar que tudo se vai resolver e conseguimos ver todos os lados positivos daquilo que de menos bom nos acontece. E somos extraordinários quando percebemos que há sempre qualquer que podia correr pior. Não olhamos para o vizinho e ficamos felizes com a desgraça, conseguimos sim, olhar para nós e perceber que tudo podia ser bem pior.
E ficamos felizes.

E é essa felicidade que nos aguenta quando sai o talão do multibanco (é fácil: não peças talão), quando perdemos os chinelos novos e temos de comprar outros (é fácil compra várias pares de 1euro), quando sai a lista dos manuais escolares (é fácil procura usados), quando olhamos para os dígitos do talão do supermercado (é fácil: vai à mercearia), quando olhamos para o globo e continuamos a viajar na maionese (é fácil: deita fora o globo), quando nos queremos oferecer um mimo e não podemos (é fácil: tu própria és o teu maior mim), quando o carro precisa de ir à inspecção (é fácil?!) , quando cai a coroa do dente (é fácil: inscreve-te no programa do Goucha e crava uma placa ao Maló). É essa felicidade, a de que tudo-podia-ser-pior e de que tudo-se-vai-resolver, que muitas vezes cose os dias às noites. Tudo podia ser pior, tudo vai correr bem (é fácil ! ? ).

Dinheiro não traz felicidade mas ajuda. E ninguém deste século pode dizer que não é verdade. Estamos numa sociedade em que a troca de bens é feita com dinheiro, e não com géneros - embora já existam muitas acções no sentido de promover as trocas (casa, férias...). Escolher um modo de vida desapegado de dinheiro não começa por opção, por norma começa por obrigação, quando se torna opção é porque se conseguiu viver bem abastado antes, tão abastado que se sofreu com esse exagero. Um estilo de vida"o milionário que vendeu o Porsche para se tornar monge", ou o estilo ocidental "quero conhecer o meu Eu e para isso preciso viajar para a India, Bali ou quiçá Buenos Aires"... ou até a senhora que fez a experiência de viver um ano sem dinheiro, antes já teve dinheiro e depois da experiência voltará a tê-lo... eu, ser imperfeito que veio ao Mundo, gostaria de ter esta vida desapegada do dinheiro por opção. Por enquanto é mesmo obrigação. O dinheiro tem tendência a não se colar à minha pele, talvez por ser oleosa. 

Por isso, há dias que são cosidos com esta linha de felicidade e gratidão por ter o que tenho, por sofrer pelo que não tenho, mas sempre pensando que tudo podia ser pior e que tudo vai dar certo. Porque na realidade as coisas pelas quais eu sofro por não ter, felizmente, só se podem comprar com dinheiro!





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Há por aí mais Castelos, mas só o nosso é Sabura!

De há uns tempos para cá que se fala num só país: Nova Zelândia... and we'll keep on dreaming!

E também nos chegam estes sonhos desse outro lado do Mundo. Castelos bonitos, bem pensados e apetecidos. Um assim combinava bem connosco, mas temos pena Senhores... o nosso vai ser ainda mais bonito porque só o nosso é Sabura! 


The front

Backyard

Living Room


Bathroom

Bathroom

Praia Escolar







Para quem mora perto de praias e de uma urbe, a esta altura do campeonato o grosso do tráfego que vê são os autocarros das escolas a levarem os seus meninos à praia! 
Hoje foi o caso, apesar do céu cinzento escuro, às oito e meia da manhã lá iam eles. Imagino a felicidade e a gritaria pela Bandeira Verde!
O meu Guerreiro iniciou hoje a sua prática de Praia Escolar (este ano lectivo). A excitação, a indefinição da roupa, praia ou campo? calções ou fato de treino? casaco ou sem casaco?

Depressa, depressa, não queremos perder o autocarro.

Agarra mochila praia. Agarra mochila escola. Agarra banco carro, agarra lancheira, põe chapéu. Uff! 

Depressa, depressa, não queremos perder o autocarro.

Chegada feita nas horas previstas/pedidas. Perfeito. 

Bom dia! Praia ou campo? Chinelos ou ténis?

Praia!!!! Só se estiver a chover é que vamos p'ro campo!

Ao meio-dia é ver os autocarros a passarem novamente para as escolas.

Eu lembro-me de ter tido esta experiência da Praia Escolar, foi em 1980. Foi o primeiro ano e o último (para mim). Foi pouco tempo, era o primeiro ano que abria o Pré escolar no estado e que davam esta possibilidade aos pais e às crianças. A emoção era tão grande! A viagem, a expectativa da bandeira, passar por baixo das pernas do Bombeiro que nos acompanhava e fazia o cordão de segurança na água, e as malfadadas sandes de alface e cenoura crua. 

Agora a emoção é outra... excitação à mistura com receio. Porque o Mar é grande e está diferente. Mas também sei que os adultos que os acompanham têm a dose certa de cuidado, respeito pelo mar e por aqueles seres vestidos de uniforme de banho, organizados em grandes círculos na areia!


terça-feira, 24 de junho de 2014

Dia de São João





Dia de São João em Portugal! 
Noite de folia, de sorrisos e amassos! 
De chegadas e despedidas! 
De rimas fáceis e beijos roubados!
De cheiro a sardinha e copos levantados!
De alegria brindada e amores aluados!

Next Saint  >> Peter!

Por muito que tentasse desacelerar o Tempo não conseguia...


"Ansiedade" e "Espera" combinam bem.

Por muito que tentasse desacelerar o Tempo não conseguia. 
O Tempo não pára avança sempre, mas às vezes faz truques de magia e coloca-nos um pano à frente dos olhos, com a nossa vida a passar, e nós assistimos sem pestanejar àquele movimento mais lento da vida. Do outro lado Ele continua a avançar, com a mesma distância do som, com a mesma velocidade da luz, com a mesma música na passada.
Hoje as minhas saudades foram mais fortes que o Tempo. Venceram o Tempo. Tentei eu ludibriá-Lo, fazer a melhor finta, engordá-lo ainda mais mas nada. Aquele lençol à frente dos meus olhos, atrasou o Tempo, acelerou o meu som, a minha luz e a minha passada, deixando-me sozinha no Caminho. Ninguém aguenta aquela passada, ninguém aguenta aqueles atalhos. Parti, ansiosa pelo encontro com a chegada. Só mais à frente parei, olhei para trás e vi que o Tempo não largara o fio que nos une. Ele conhece-me, não adianta fugir Dele. A boa notícia é que o Tempo só vive ficando mais pequeno! Qualquer dia deixamos de ter Tempo um para o outro...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Eu também tenho bons amigos virtuais! :)



E se um desconhecido vos oferecesse flores... isso é? Impulse

No meu caso não me ofereceram flores, mas uma das leitores mais lindas do Beijo, ofereceu-se para me ajudar na questão das dores neuropáticas (colocada hoje aqui). E foi linda por demais! Não nos conhecemos realmente, só virtualmente, mas ela tomou o seu tempo e foi questionar o seu médico amigo, e eu fiquei de lágrima no olhos com tanta generosidade! 

OBRIGADA a si, pena ser do Nuerte carago, se não fosse já levava um abracinho real!

Para além de ser um bom exercício de escrita este "espaço virtual" já me deu muita alegria real! 


                          

Tenho os meus faróis avariados!



Já não bastava ter uma mãe com este aspecto interior como agora tenho outro farol (a minha Tiçanita) da minha vida com uma coisa chamada DORES NEUROPÁTICAS ABDOMINAIS.
A primeira vai tratando do seu ferro na fisioterapia, a segunda anda a analgésicos e desesperada por uma luz ao fundo do túnel. 

E é aqui que peço a vossa ajuda, já alguém ouviu falar destas dores? Sim, ela foi operada à barriga vezes sem conta e agora degeneraram estas dores. Alguém sabe de alguém tratamento sem ser à base de analgésicos, opiácios, morfina, etc.? Ela já não aguenta tanta toma de medicamento, tanta falta de apetite e tanto sintoma secundário dos analgésicos.

Se tiverem alguma luz, mesmo no estrangeiro, por favor enviem para ritalourencoalves@hotmail.com  

Agradecida!!!



Acerca do Castelo Sabura



Continuamos às voltas em busca da perfeição presente e futura! Um Castelo é uma obra que tem História e para sempre fica Nela. E nós andamos aqui às voltas com o nosso passado, ora apagando-o, ora dando-lhe brilho, de modo a que o presente e o futuro façam ainda mais sentido. Não é fácil optar, não é fácil escolher, não é fácil encolher os sonhos. Felizmente contamos com a ajuda do Luís Pinho, que faz da sua profissão a arquitectura, e que nos acalma os espírito com estas mensagens:


"Tenho em mãos a criação do ninho que habitarás e te 

habitará nos próximos 1000 anos..."



O trabalho é feito com uma larga equipa: eu, o meu filho, os meus avós, os meus pais, o meu irmão, a minha professora primária, os meus namorados, as minhas melhores amigas de sempre e de agora, os meus amigos, os meus inimigos, as minhas desilusões e erros, os meus sonhos, o meu lado racional e irracional, as minhas férias, os meus cheiros, a minha fotossensibilidade, as minhas manias, as minhas (ainda poucas) viagens, a minha maior/melhor mudança de vida (o Guerreiro), o meu Beijo Sabura, as minhas imagens preferidas, os meus objectos, o meu lado profissional e acima de tudo a vontade de um sonho concretizado: "ter um Castelo e sentir que o estou a construir em família"




domingo, 22 de junho de 2014

Portugal - USA Prognóstico: Já ganhámos!

O Futebol une-me ao meu país, mas também me unem outras coisas. Por isso, se hoje a selecção de Portugal não ganhar este jogo, há uma parte de mim que não festejará mas há outra parte que carregará esse facto muito facilmente. E porquê? Porque há tantas mais a unirem-me a este país e a acreditar nesta terra.

Une-me isto...


Une-me isto...


Une-me isto...


Une-me isto...


Une-me isto...


Une-me isto...


e isto... 

 e isto... 


e isto...

 
e isto...



e isto...


e muito disto... 



e tantas outras mais me unem...


Toms à venda aqui em Portugal, Lisboa

Eu já disse isto duas vezes, pelo menos, mas não me importo de voltar a repetir.


SIM, 
EXISTEM TOMS À VENDA EM PROTUGAL. 
NO CENTRO COMERCIAL DAS AMOREIRAS (Lisboa) A LOJA QUE VENDE CROCS 
TAMBÉM TEM TOMS!


E quem chegar lá primeiro e sob esta orientação, por favor não se esqueça de enviar-me o par número 40 e o 33. Assim ficam as duas partes agradecidas!



Qual é a vossa preferida?


 


Há conchinha, cadeirinha, fetal, entrelaçados, distantes, sem abrigo, confiantes, inseguros, mão na barriga, costas no peito e esta... "put your own hand around your neck"! No meu Top! Ainda não a analisei, liguei, interpretei mas para já é Aconchego! 

Há dias assim



Há dias em que a solidão é tão grande que a nossa maior companhia é ela mesma. 
Às vezes uma boa companhia, outras vezes um tormento!



sábado, 21 de junho de 2014

Aos vinte e um dias do mês de Junho do ano mil novecentos e quarenta e quatro...


Aos vinte e um dias do mês de Junho do ano mil novecentos e quarenta e quatro, Etelvina subia mais cedo dos trabalhos do campo para descansar. A sua barriga era, pela quinta vez, maior que o Mundo. Subiram com ela algumas mulheres para a ajudar. Mas nada fazia prever o que se ia passar nas horas seguintes. Etelvina, uma mulher de força, dirigiu-se ao seu quarto para descansar. As dores eram mais que muitas. A barriga parecia uma pedra. Apoiou uma mão na barra de ferro da cama e a outra na zona dos rins. Quando os seus joelhos flectiram para se sentar, qual não foi o espanto que sentiu a criança a sair de dentro dela. Diz-se que esta chegou mesmo a cair. Ninguém a esperava tão cedo. As mulheres que a acompanhavam certamente que envolveram a criança em panos e felicitaram a mãe por tão grande acontecimento. Mas nada fazia prever o que se ia passar nos momentos seguintes. Descansada do momento da expulsão, Etelvina sente mais qualquer coisa na sua barriga e o seu corpo a comportar-se como se ainda quisesse expulsar mais alguma coisa. A placenta? Não. Outra bebé. Mais uma rapariga que ninguém sabia que existia. Um par de verdadeiras gémeas que hoje celebram setenta anos de existência em espelho.

No dia do aniversário das "Meninas" a festa era grande, muito grande! Podiam ir buscar tomate à horta e os pais ofereciam-lhes mais do que uma sardinha a cada uma. Hoje, à distância daquela vida e separadas por 200km, fazem questão de planearem, para as suas casas, a mesma refeição.

Sempre desejei ter um destes pares especiais... quiçá!









Dos dias passados



Dias cheios de "boas novas" que surgem como o culminar de muitas ideias sonhadas, pensadas e construídas. Por vezes, a meio do Caminho, pensamos que tudo se perdeu, deixamos de as ver, apaga-se-lhes o rasto, deixamos de as sentir e um dia, quando menos se espera, elas voltam a aparecer ao nosso lado no Caminho. Afinal nunca nos abandonaram, apenas ficaram um pouco mais para trás, a olhar-nos a uma distância cada vez maior e à espera do momento em que demos por falta delas na nossa sombra.

Porque nos reencontramos? Porque precisamos uma da outra, no momento certo. Depois de tanto esforço por parte de ambas, tivemos a resposta certa!









quinta-feira, 19 de junho de 2014

Parabéns Chico Buarque de Hollanda!

Ai Chico! 



Construção

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Chico Buarque

Dos "don't like you" das redes sociais


De vez em quando acontece. E acho normal acontecer. Não acho que seja grave ou que afecte mais do que a coisa está afectada. Na realidade falo do "desamigar" pessoas da rede social Facebook. De vez em quando acontece, ora porque as pessoas eram só amigas-do-amigo-do-amigo e afinal de contas o que elas partilham não se cola à nossa pele; ora porque não apetece ver tanta notícia; ora porque a vida real fica melhor sem a vida virtual.

O termo "Amigo" foi esticado e carimbado ao máximo e agora, aos conhecidos chamamos, na vida virtual, "amigos", mas na vida real continuam "conhecidos"; os amigos da vida real continuam a sê-lo, mas às vezes na vida virtual passam "conhecidos" e deixamos de os ter na vida virtual. Provavelmente esta última situação será a menos comum, mas que existe e que não acarreta (no meu ver) problema à vida real. 
Há pessoas que são os maiores companheiros da vida real e que não se conhecem na vida virtual; outros que só se conhecem da vida virtual e que nunca se viram na vida real.

Há todo o tipo de ligações na vida real e também na vida virtual. Uma alimenta uma coisa, outra alimenta outra. E cada um sabe o que quer alimentar. Uma das coisas que eu não alimento é saber das pessoas, que conheço na vida real e me são próximas, unicamente pelas redes sociais; e também não alimento a minha rede social com alguma situação que não me seja agradável, porque, afinal de contas, aquilo serve-me para partilha e recolha de informação, numa rede de pessoas com os mesmos interesses que os meus, e não para sofrer. 
Já retirei pessoas por todas as razões válidas para o meu bem-estar. E fico espantada quando comento isto com alguém e do outro lado me respondem "não faças isso", "achas mesmo necessário?!", "então e depois?!"... hellloooooo é só uma rede virtualmente social que não serve MESMO para dar chatice!! Não me apetece olhar para o ecrã e ver aquele(a) "amigo(a)", pode ser só isso? Ou "não me apetece nunca mais ver a cara daquele "amigo" nem no virtual", pode ser?! Ou, "o gajo só metia fotos de futebol e partilhava notícias do Correio da Manhã", pode ser?! Ou "o senhor era apoiante do partido X e falava mal de todos os outros"? Ou "só porque não me apetece vê-lo(a)"

 Continuam a existir moradas, endereços de email, números de telefones, pontos de encontro, cafés centrais para quem quiser e precisar do Real-Social.

Mas que raio, só porque uma pessoa não quer chatice em frente ao ecrã é dada como inimiga na vida real?! Ou a vida real está a mesmo a tornar-se socialmente virtual?! 

  

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Chico, a Dona Clô, a Odete e a Rita


Amanhã é o Chico que faz 70, no sábado é a minha mãe e a sua mana gémea que os completam. O mês de Junho é em cheio!

A minha mãe já ouviu falar do Chico mas não lhe liga nenhuma. O Chico nunca ouviu falar da minha mãe e da minha tia e também não lhes liga nenhuma.

Eu conheço a todos, ligo-lhes muito e eles gostam muito da Rita!





segunda-feira, 16 de junho de 2014

Só para fugir da tristeza do resultado do Mundial



Só para fugir da tristeza do resultado do Mundial:


Sabem o que diz um escorrega para o outro escorrega?

"Aqui os anos passam depressa...!"



E o que diz uma raposa para uma raposa polar?

"Eh pá, tu usas factor 60!"




Afinal Portugal ganha por 8 à Alemanha!


Como comentadora desportiva e treinadora de bancada, aqui deixo a análise deste primeiro jogo:


Portugal 0 - Alemanha 4


1. Felizmente deixámos de ter Coentros dentro de um campo cheio de relva, não era preciso mais nenhum vegetal irrequieto;




2. A equipa deixou de ter um bigode de Bollywood consigo;





3. Schumacher sabe de antemão deste jogo, prevê o resultado e acorda de coma para bater palmas; Viva la Vida




4. Felizmente durante o intervalo não se pode marcar golos; 

5. O Fonte Nova nunca foi um  local bem visto;

6. O meu filho tinha razão quando lhe perguntei qual era a música do Mundial de Futebol 2014 e me respondeu: "SLB, SLB, SLB, Glorioso SLB, Glorioso SLB"

7. Provavelmente a venda de Mules vai diminuir por razões óbvias... (aqui eu fico a ganhar, detesto-as)



8. Isto tudo estava previsto no perdão da dívida!
Resumindo... ficámos a ganhar e muito! Mais do que mais! Ganhámos 8!

Um fim de semana com planos mas poucos...




"Um fim de semana com planos mas poucos..."

Sabem aqueles dias em que tudo está planeado, tudo fica desplaneado, tudo volta a ser planeado e a desplanear?! Lembro-me sempre do livro da Alice Vieira "Chocolate à Chuva" que li com cerca de dez anos e que começa assim: "Fizemos malas, desfizemos malas, abrimos o mapa, fechamos o mapa..." De cada vez que há viagens lembro-me sempre desta frase. Foi o que nos aconteceu. Tudo estava planeado, tudo se desplaneou e tudo se voltou a planear...

Há algum tempo que andava com vontade de um fim de semana como o que passou. E tudo esteve para não acontecer devido a outro plano, mas no final da semana tudo se proporcionou e aconteceu. Uff! Tinha em mente uma saída económica em todos os aspectos logísticos - que a coisa não está para grandes luxos- mas rica nos aspectos afectivos. Sentia que precisava de parar no tempo com o meu Guerreiro, só nós dois, sem grandes interferências e, planear um fim de semana que, ao contrário dos outros, não tivesse muitas actividades. Não sinto saudade do passado, nem estava a sentir que lhe andava a dar pouca atenção, nada disso. Sentia que queria estar a sós com ele e fora da rotina.
Não é fácil atender às malditas expectativas de Mãe/Pai, de Filho e de Sociedade na organização dos tempos em família. Muitas vezes sinto (especialmente depois do aparecimento das redes sociais e das partilhas de fotos) que toda a gente tem sempre actividades "giras e boas" e aqui a Mãe Sabura faz menos do que devia, ou não faz as mais espectaculares porque não se lembrou, por desconhecimento ou porque o orçamento não se ajusta ao nosso extracto bancário. Há dias em que isto pesa negativamente na nossa auto-confiança (dias esses em que ela própria anda abalada), mas há dias em que não afecta nada porque temos a certeza do que é mais importante para cada um de nós. Também não era o nosso caso. As "auto" estão em forma.  A única questão era: "fugir" com o meu companheiro de vida. E para mim, há muitos dias em que o importante é não fazer nada e não ter grande "show" à minha volta. O meu Guerreiro já se habituou a ter uma Mãe que, de vez em quando, gosta de não fazer nada (sem sentimentos de culpa), nada planear e de respeitar isto em si mesma. E aqui a questão não passa por achar que é bom ou mau ter dias assim, passa muito mais por respeitar o que possa apetecer a cada uma das partes (mães/pais e filhos). Dias em que se planeia porque eles/nós  querem/queremos, dias em que não se planeia porque nós/eles  não queremos/não querem. E este fim de semana eu planeei-o (em cima dos meus dois joelhos é certo) porque eu precisava.   Apetecia-me estar sozinha com o meu Guerreiro de Voz Branca.  E consegui. E as conclusões são muito boas...

- passar 48 horas fora de casa (não chegou a tanto) e no regresso o nosso corpo e nossa mente dizerem que passou, de certeza, uma semana

- no final do dia contarmos pelos dedos das duas mãos o número de coisas que fizemos

- não sentirmos ansiedade por estar a terminar um bom fim de semana

- sentirmos uma tranquilidade imensa 

-partilhar momentos, ceder, combinar, respeitar, conversar, perdoar, incentivar, conversar, explicar, descobrir, crescer, em suma... viver numa relação saudável, sem máscaras.

E porque é que partilho esta experiência?! Não para vocês comentarem ou acharem fantástico e bonito, não. Partilho porque às vezes é difícil encontrarmos opiniões que remem contra a maré das expectativas sociais e do que os outros esperam de nós enquanto mães/pais. Serve este texto para lembrar que é bom e possível fazer coisas de muita qualidade, com pouca quantidade. 




Q'ais Nadal, q'ais quê...

Water tenis

Water badminton (já começou a invasão das fotos aos pés!