quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dia da Espiga





Dia da Espiga

lembro-me do ritual de ir apanhar papoilas, ervas, malmequeres e muitas espigas, atar o molho com uma ráfia e levar para casa. Um dia, segundo a tradição cristã, em que não se devia trabalhar. O dia mais santo do ano. O meio dia em que "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam" (gosto muito desta abordagem! Dava imenso jeito cumpri-la). Como não me é possível não trabalhar e não sigo o ritual, fico-me pela memória dos ramos e o seu simbolismo:

Espiga – pão
Malmequer – ouro e prata
Papoila – amor e vida
Oliveira – azeite e paz; luz
Videira – vinho e alegria
Alecrim – saúde e força








Ver por dentro, ver por fora


Às vezes fico dentro de mim, olho-me e vejo desejos, expectativas, fraquezas, conflitos, caos, promoções a que não consigo chegar, receitas que adoraria saber confeccionar, uma voz de fraco volume e um caminho solitário...

depois, e às vezes também,

deu um pulo para fora de mim, olho-me e vejo uma Mulher decidida, determinada, paciente, tranquila, com 4 quilos a mais, a empenhar-se no que acredita e a desistir do que não acredita, com uma relação muito saudável com o seu filho e a saber sonhar. E vejo-me Mulher, num caminho de terra e acompanhada por mais alguém...

Quando me olho por dentro os barulhos são ensurdecedores, a música desafinada, a luz pouca. Quando me vejo por fora os barulhos têm protecção de algodão, a música encadeada com os batimentos do meu peito e a luz é a de um pôr-de-sol.

Há dias que a Mª de Fátima me convida a ficar por dentro, há outros em que a Pilar insiste em irmos sairmos.   

Se calhar o melhor mesmo será eu e a Pilar, convidarmos a Mª de Fátima a sair, oferecermos-lhe um gin, um sushi, uma entrada gratuita num festival, um táxi para voltar a casa e uma torradinha para o deitar! Dessa forma talvez consigamos sorrir para a Mª de Fátima  e ela para nós!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Calcanhar de Aquiles


E quando nos dói o Calcanhar de Aquiles, quer dizer que, ele é ele próprio?!

Aceito todas as abordagens (espirituais, médicas, filosóficas, neurológicas, candongueiros, gurus e sou-quase-um guru, ...)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Paciência, Pazciência ou Ciência da Paz



Paciência, Pazciência, Ciência da Paz - capacidade de regeneração de um ser humano, no espaço que vai de si ao outro.





"Eu não me importo com o que os outros pensam, dizem ou acham de mim. Eu sou assim, se gostares ficas, se não...que assim seja!"

"Eu não me importo com o que os outros pensam, dizem ou acham de mim. Eu sou assim, se gostares ficas, se não...que assim seja!"

E o que me tira do sério esta ladaínha?! Fico-me com umas ganas na garganta e nas palmas das mãos... 

1º Se não te importas tanto, não fazias questão de relembrar, vezes sem conta, esta ladaínha. Provavelmente, se te sentisses seguro contigo e com as tuas decisões, vivias tranquilamente com as tuas verdades e tudo o que os outros dissessem de ti, era recebido como um acto de Amor.

2º Se não te importas com o que os outros pensam, dizem ou "acham" de ti porque estás com eles (se não estás com eles certamente não ouvirás nada, mas se ouviste é porque estás com eles, seja de que maneira for)? Provavelmente para outras coisas que não, a aprovação em relação a ti... mas ainda bem que eles pensam, falam e "acham" acerca de ti, de outra forma era sinal que tinhas sido completamente indiferente aos seus olhos (talvez por seres uma pessoa pouco interessante e que nada acrescente à vida de quem está próximo).

3º Se não te importas com o que outros pensam, dizem ou "acham" de ti como podes também dizer que a tua reacção é o reflexo do Outro? Provavelmente se não tivesses ninguém a pensar/dizer ou "achar" de ti, o que vias reflectido era o vazio (sim, às vezes é muito bom ver o vazio, mas por norma conseguimos isso por curtos períodos de tempo, numa prática chamada "meditação" - que não é um estado natural do Homem, ou então és um Deus, meditas, levitas e vives em jejum neste século e neste mundo).

4º Se não te importas com o que os outros pensam, dizem ou "acham" de ti, será que andas a pensar, a "dizer" e a achar alguma coisa em ti? Provavelmente se só pensas/dizes/"achas" em ti e para ti, um dia vais abrir os olhos e perceber que à tua volta todo o mundo desapareceu. Ficarás sozinho. Mas afinal é isso que queres, certo? Não ter reflexo de nada, nem ninguém para encontrares a tua essência, a tua pureza (de preferência num Ashram de 5*****). E aí é que está o engano... nós somos animais (alguns civilizados), não somos um Deus Omnipresente... e, como animais que somos, vivemos em pares, bandos, matilhas, cáfilas, famílias. Nascemos porque dois animais copularam, e não por geração expontânea. 

Da próxima vez que disseres que não te importas com o que pensam, dizem ou acham de ti... põe-te no lugar do outro e observa-te. Observa a tua imagem e o que a rodeia. Se estiveres sozinho, em breve morrerás. Não há ser vivo que não dependa de outro. 
Da próxima vez que disseres que não te importas com o que o outro diz de ti, estás a dizer ao outro que não se importe contigo.

Lembrei-me daquele slogan "Todos diferentes, todos iguais". Somos espelhos uns dos outros...

E podem pensar, dizer e achar o que quiserem de mim,

*"pensar, dizer ou achar" são aqui utilizados como verbos normais/regulares na vida, que podem ser utilizados no dia a dia. Não nos referimos a estes verbos quando estes são utilizados para ferir a vida de alguém/outro... 

domingo, 25 de maio de 2014

Três horas de sesta...


Dois dias de fim de semana para repor as horas de sono, repor a despensa, a roupa, o tempo "descornometrado"...

Foram dias difíceis... mas se fossem fáceis não eram para mim, não eram para a Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada! 

Entre tanta coisa sabia que havia sempre um porto de abrigo, a equipa com quem trabalhei, alunas (os) dos cursos de Ensino Básico (Lic. e Mestrado). Todo o processo construído por elas. Um evento onde se planeia, organiza e executa tudo em equipa com professores das UC de Literatura e funcionários da casa. 

O "Olá Palavra" são três dias em que os nossos alunos transformam um pavilhão do Instituto Piaget num mundo de Palavras. Dentro das salas o 2º e 3º ano contam histórias, organizam os grupos, os cenários, as histórias. Cá fora o 1º ano organiza as partes exteriores das salas e o acolhimento aos participantes. Na sala de saída o Mestrado (voluntariamente) organiza/decora a sala e uma prenda de oferta - este ano um Mikado. Eu e o meu amigo Helder (docente da área das ciências) fazemos de executive guys!

Na sexta-feira temos um serão de contos onde, os alunos e comunidade geral, contam as histórias que lhes apetece.

E no sábado, este ano, tivemos a presença da ilustradora/escritora Catarina Sobral. Uma presença tão doce e forte!

Deixo-vos uns momentos fotográficos...




Preparação sala do 2º ano

Preparação do Espaço exterior, 1º ano

Preparação do Espaço exterior, 1º ano

Preparação do Espaço exterior, 1º ano

Às canas, 1º ano

Preparação sala, 2º ano

Preparação sala, 3º ano

Sala de saída! Mikados silábicos oferecidos aos grupos turma. Um Mikado feito com paus de sushi e calças de ganga velha! 

Sala de saída

Sala de saída

Sala de saída

Sala de saída

Sala de saída

Sala 3º ano

Sala 3º ano

Preparação alunas 3º ano

Sala 2º ano

Sala 2º ano

Espaço Exterior

Alunas 2º ano

Alunas 3º ano



Sala 2º ano

Sala 2º ano

Sala 2º ano


Turma 1º ano, preparação Espaço Exterior
Sala de saída

Sala de saída

Sala de saída


Espaço exterior 



Biblioteca Itinerante da Livraria Cabeçudos



Helder e Rita em plano de execução! Great team! 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

team work...

Cansada, muito. Mas feliz, ainda mais. Quando trabalho em equipa o prazer aumenta e a motivação também. Por estes dias a minha equipa tem cerca de sessenta pessoas. Eram precisas mais, ou talvez não, porque esta é uma daquelas equipas em que somos poucos mas bons!

Hoje, ao final do dia, juntámo-nos cinco. Percebemos que, em comum, tinhamos uma coisa: todos nós passámos pelo escutismo. Uns ainda continuam, outros não. E a respota para aqueles cinco continuarem ali a trabalhar passadas catorze horas de começar, era simples: "servir sempre". Um dos princípios do escutismo. E era verdade, continuávamos a trabalhar e, não podíamos deixar aquele local pior do que o encontrámos, só melhor. E isto é coisa que se aprende desde cedo quando um escuteiro acampa. 
Muitas vezes fui "gozada" já em adulta por causa de ter passado por este escola. Mas quem vê unicamente um escuteiro como uma pessoa que ajuda as velhinhas a atravessar a estrada, veste uma farda ridícula e cumprimenta-se com a mão esquerda... não vê absolutamente nada e seria melhor pensar na sua vida. 

As máximas, as vivências, as atitudes desenvolvidas pelo movimento escutista são aquelas que qualquer cidadão devia ter e, melhor ainda, com a aprendizagem que fazemos em diversas áreas.

Tenho a certeza de ter ganho este gosto/necessidade de trabalhar em equipa com o escutismo. E muito aprendo a desenrascar-me na vida, à conta do que me desenrasquei por lá.


Escuteiro um dia, escuteiro toda a vida...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Lá não esqueço ...




Pelos vários Caminhos da vida, existem algumas estações onde eu paro com frequência. Outras há, que desconheço, ou por onde já passei e ainda não me senti cativada a entrar e explorar. Uma das estações que conheço e por onde passo todos os dias é a dos Espelhos. Lá, vejo e revejo a minha imagem reflectida. Sou eu em frente a um espelho e vários a serem reflectidos. Lá não esqueço que somos sempre um reflexo do outro, seja ele quem for e de quem sejam os seus reflexos.
E isto dá-me que pensar (e olhar) nas pessoas que me rodeiam e no meu Caminho de vida. 


"Olá Palavra" 22,23,24 de Maio 2014 no Instituto Piaget de Almada

No meu local de labuta há catorze anos que organizamos uma festa para comemorar o Dia da Criança. A festa chama-se "Olá" e é isso que queremos fazer, cumprimentar todas crianças da Área Metropolitana de Lisboa, no seu dia especial!

O "Olá" começou por ser "Olá Ciência" e teve um tremendo êxito. Passados cerca de onze anos reformulou-se o evento e passou a chamar-se "Olá Palavra". Demos a volta às ciências e passámos à literatura. Mudou o tema mas não mudou a execução, nem o objectivo. 

A ideia é oferecer uma manhã ou tarde, às crianças do jardim de infância, pré-escolar ou 1º ciclo, nas nossas instalações verdejantes e arejadas fazendo actividades ligadas ao "Olá". Todas as actividades são planeadas, preparadas e executadas em parceria entre professores da Escola Superior de Educação Jean Piaget (Almada) e os alunos dos curso de Licenciatura (ensino básico) e Mestrado (ensino pré-escolar e primeiro ciclo). 

No "Olá Palavra" os professores e alunos escolhem uma história para contar, nos dias do evento, e preparam a narração e parte cénica. Fechamos um pavilhão para fazer as montagens e treinos.

Durante uma semana, os nossos alunos e professores, andam às canas, aos bambus, aos sofás, às pedras, aos restos e decoram várias salas onde vão decorrer as histórias. Depois é espera que centenas de crianças apareçam e oiçam tudo o que temos para lhes contar! 

É uma semana de emoções fortes, e sobretudo de perceber que é nestes projectos que assenta a melhor aprendizagem, ou seja, pensar, reflectir e agir, mediante um projecto colectivo.

Como se não fosse bastante, o ano passado, a pensar nos alunos do pós-laboral que não podem estar presente durante o dia, organizámos um serão de contos para eles terem hipótese de contar. É na SEXTA-FEIRA, às 18.30h. ABERTO A TODOS OS ESCUTADORES! Apareçam e tragam os vossos filhotes para um final de semana, de perna esticada e rabo no chão a ouvir contar histórias!

E ainda... como se não fosse bastante, convidamos sempre um escritor ou ilustrador (no ano passado: Manuela Castro Neves e a Yara) para que, no SÁBADO - DIA DAS FAMÍLIAS, possam escutar um profissional da área da literatura infanto-juvenil. Este ano vamos ter a Catarina Sobral, a vencedora do Prémio de ilustração atribuído pela Feira do Livro Infantil de Bolonha!

E mais ainda... no dia 23 estará connosco a Biblioteca itinerante, da Livraria Cabeçudos!

E por fim... os nossos parceiros "Visão Júnior" a oferecer-vos a sua revista, a melhor! E a Fertagus a oferecer às escolas a viagem no seu comboio! E  Transtejo e Soflusa a passearem nos seus barcos os nossos cartazes! 

Só para terminar... tudo feito com amor e a custo zero para vocês!

Obrigada a todos! Aos alunos, aos professores, aos funcionários, às famílias, aos participantes e aos amigos que ajudam/colaboram/publicitam este evento!

Tenho muito orgulho neste projecto, de uma tão alargada equipa! Hoje é (foi) terça-feira e já quase ninguém se aguenta em pé, mas será em pé e de sorriso nos lábios que nos dias 22, 23 e 24 de Maio vocês nos irão ver! 





terça-feira, 20 de maio de 2014

Das coisas que andam por aqui e por aí...



Se quiseres ficar com a minha ideia, fica. Eu ficarei feliz se a encontrar, mas melhorada por ti. E aí sim, valeu a pena todo o meu esforço. Mas se eu a encontrar tal como a criei, não valeu a pena o teu esforço em copiar.





Em dia de Ranking

Ter uma reunião na escola do Guerreiro de Voz Branca e, ouvir da professora as histórias da sua relação com o seu aluno foi Bom. Melhor ainda, identificar-me com as suas atitudes e, pensar que eu faria igual com os meus alunos, é Muito Bom! É um primeiro lugar directo no ranking dos professores!
E um tremendo alívio para a Mãe Sabura!

Quanto aos exames de hoje continuo a não lhes achar piada nenhuma. O "antes" e o "depois" não existem para o M.E. . Este momento é que existe e conta. Com os resultados só se chumbam os alunos, mais ninguém, infelizmente. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

E foi nesse dia que ela iniciou a seu caminho, com a mente em liberdade e o corpo em leveza! E esse dia foi hoje!

Tinha-lhe prometido ficar consigo para sempre. Ela resistiu um pouco à ideia mas acabou por aceitar. Sabia que, com o tempo, podia moldar-se a essa nova realidade, a esse novo estado. Ele fez tudo o que tinha ao seu alcance para a conquistar. Todos os dias colava-se às suas entranhas, dava-lhe colo e atenção. Concedia-lhe toda a atenção necessária, nunca a abandonava. E deu-lhe também o fundamental, espaço. Sim, ela precisava de mais espaço neste novo estado... não sabia fazer as coisas de forma pequena, cada vez que agia era sempre em grande escala e ele, acedendo ao seu pedido, deu-lhe ainda mais espaço. Agora tamanho dela era ainda maior e sobretudo, o colo que tinha para dar também o era.

Mas um dia ela decidiu que, tudo o que ele lhe dava, era demasiado. Estranhamente, o aumentar do seu espaço, não encurtava a distância entre os outros, pelo contrário, aumentava. E estar longe dos outros era coisa que ela não suportava. Decidiu separar-se dele. Uma luta delicada e desgastante. O processo de divórcio dava entrada no tribunal com acusações dela para ele, de ordem moral. 
Ao final de um ano o juíz ditou a sentença:
- "Que nunca mais 4 Quilos de Gordura se aproxime de Rita Alves. Está, 4 Quilos de Gordura, proibido de rodear a residência de Rita Alves ou de estabelecer qualquer tipo de contacto. Caso 4 Quilos de Gosrdura contrarie esta ordem, o tribunal vê-se na liberdade de o condenar a prisão Detox"

E foi nesse dia que ela iniciou a seu caminho, com a mente em liberdade e o corpo em leveza! E esse dia foi hoje!



















Com o alto patrocínio do blogue "Às nove no meu blogue" e da Easy Slim





Boa Nona-feira para vocês!

Há fins de semana que deviam chamar-se "Sétima-feira" e "Oitava-feira" consequentemente hoje é "Nona-feira"...


sábado, 17 de maio de 2014

Não me despedir de ti. Não me despedir de mim

"Acordar,
tomar banho,
espalhar creme hidratante
vestir roupa interior
vestir roupa exterior
calçar sapatos
comer sem olhar
ter o relógio a guiar
ter o trânsito à espera
despedir-me de ti
despedir-me de mim

Acordar
cumprimentar longa e tranquilamente
"Pequeno-almoçar" sem tempo
não tomar banho
colocar creme protector
vestir biquini
vestir qualquer trapinho
calçar a Birck ou a havaiana
saber que o regador da relva faz aproximar as 8.30
ter o barco à nossa espera
caminhar a pé para chegar ao sítio
cumprimentar o mar
Não me despedir de ti
Não me despedir de mim."


Gosto tanto dos dias em que é o corpo a ditar as horas...






quinta-feira, 15 de maio de 2014

Mais uma ronda nos jardins de infância, em modo Literacia Familiar!

Começou mais uma ronda aos jardins de infância. Desta vez levo-lhes livros que são comidos por camelos e por gente, palavras que desaparecem dos livros e propostas para eles voltarem a aparecer nos livros, com as suas palavras...
É de Palavras que precisamos! 

   


        

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O namoro entre as bolas

Esta noite, e deste lado do mundo, a Lua esteve tão cheia que quase me entornou o Silêncio...


         
  


E o Sol quase me esvaziou o olhar...



terça-feira, 13 de maio de 2014

Tremores de Terra-Mãe

Não foi um, nem dois, nem três... foram exactamente quatro, os tremores de Terra sentidos neste território Sabura. Desta vez a Terra tremeu mas os radares estavam ligados e em alerta. O aviso de um abalo sísmico chegou com algum tempo de antecedência e, no espaço de uma semana, a Terra abanou duas vezes. O último, ocorrido durante este fim-de-semana, teve a maior réplica hoje. Ao ver os estragos provocados pensei no quanto o Mundo se está a modificar. Felizmente conheci todas as paisagens do seu passado, descubro novas vistas a cada momento presente e, tenho a certeza que, no seu futuro, o Mundo, será um lugar ainda melhor...


                        

"De zero a Dez" uma escalada de dor

Um ano e meio a sofrer de dores físicas e muitos outros a sofrer de dores de coração. Estas últimas as que não têm solução, a perda de dois filhos. As primeiras, as que supostamente a medicina descobre a solução. 
O resultado de mais uma operação não pode ser o de ficar com uma dor crónica, seria muito injusto. Não sabemos na nossa família o que é uma dor crónica. Sempre tivemos dores curáveis. Não pode ser verdade que, por um erro técnico ou falha humana, uma pessoa sofra de dores o resto das vinte e quatro horas por dia durante o resto dos seus dias. O cenário está em aberto, mas estão a começar a repetir-se os sintomas de há um ano e meio atrás. Não queremos pensar que o pesadelo não teve morte.
A dor deve ser o sintoma mais presente e comum na Humanidade, tal como a morte. 

E como nada acontece por acaso, esta semana (difícil), a minha amiga Margarida Fonseca Santos vai lançar um livro sobre a dor crónica. Chama-se "De zero a Dez" (a escala de dor). O lançamento vai ser feito pela Patrícia Reis, mulher que descobri há pouco tempo ao ouvir um programa na Rtp2, e quem muito admiro. Podem encontrá-la aqui.

Quero muito lá estar para conhecer a Patrícia, para dar um abraço cheio de afecto à Margarida e ouvir falar sobre isto...




Livraria Ferin
Rua Nova do Almada, 70-74 
1249-098 LISBOA 
PORTUGAL
Tel: +351 21 342 44 22 / +351 21 346 70 84
Fax: +351 21 347 11 01 
ferin@ferin.pt

TOMS em Portugal... sim!

Todos os dias chega aqui alguém ao Beijo Sabura à procura das TOMS em Portugal... Desde o dia em que eu coloquei aqui a pergunta até hoje, a única coisa que posso adiantar é que me disseram que existe uma loja no Centro Comercial Amoreiras, em Lisboa, que vende Crocs e também as TOMS... Se passarem por lá confirmem a informação e, se ficarem eternamente gratos por eu vos ter dado uma pista, podem enviar um par, aqui para o Beijo Sabura, número 40 ou 34! Agradecida :)


domingo, 11 de maio de 2014

Dois dias de viagens




Dois dias de viagens por entre paisagens bonitas e chegada à estação. Uma estação iluminada com luz natural e paredes forradas a afectos de ouro.

Obrigada a todos os que acompanharam, participaram e engrandeceram estes meus dois dias. Gente vinda de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Vila Real, Lisboa, Benavente, Setúbal, Costa de Caparica, Algarve, Seixal, Almada ... que, por respeito aos seus filhos e aos seus educandos, se deslocou de até Almada, para que estes recebem um livro com as suas palavras inscritas. Gente que deu os seus vários Tempos (emocional, físico, financeiro...) à Palavra, à Poesia.    

Tantos momentos mágicos...
A escritora Alice Vieira que nos fez rir à volta das suas Palavras soltas. 
A Violante Magalhães que, de forma tão doce, nos falou de um assunto menos feliz (Metas Curriculares) mas que tão tornou agradável ao percebermos a sua responsabilidade na introdução da poesia nestas. 
A Elisa que nos falou de uma Escada da Poesia na escola, que podem ver aqui
O Vergílio Alberto Vieira sempre desobediente nas linhas da escrita, mas tão obediente no amor às Palavras e às pessoas. 
A Anabela Libânio que, de forma tão delicada e bela, nos indicou o caminho da Poesia no Pré-escolar.
Ver chegar tanta gente, grande e pequena, que investiu em enviar-nos textos poéticos.
Ver tanta gente que sabe escutar o Outro.
Receber um ramo de flores e um abraço dado pela ceramista mais bonita de Monchique, a Clara Sousa Vicente, e que se fez acompanhar com umas meninas de coro lindas!
Ver pais, vindos de longe, a ficarem até ao final de uma cerimónia demorada (cerca de 2 horas) para me agradecerem e dizerem que foi um momento muito especial para os seus filhos.
Rever amigos. E sobretudo sentir que faz sentido o que faço.


Atrás destes cabelos cinzentos da Alice Vieira estava uma menina a ler e a cheirar um dos livros da autora

Violante Magalhães

O caminho para a poesia da Anabela Libânio

Anabela Libânio

O Vergílio Alberto Vieira
A directora do Instituto Piaget de Almada, Doutora Clementina Nogueira et moi, coordenadora do Cancioneiro

Cenário para o momento lúdico "Conta-me Histórias"


A Nasrin, aluna da ESE Jean Piaget de Almada, contadora de histórias

O Arnaldo, ex aluno da ESE Jean Piaget, contador e professor cooperante da Nasrin :)

Moi


A Paula, aluna da ESE Jean Piaget de Almada,  contadora de histórias
Moi com o ramo de flores chegados de um jardim de Monchique, a minha ceramista algarvia mais linda - a Clara, e a Professora Mª da Conceição Costa
A nossa plateia


Os vencedores a subirem ao palco e ao colo, neste caso o Mauro Colmeais (Mirandela) que nos disse o título deste Cancioneiro "As pessoas são sementes que crescem e não precisam de vento para mexerem"





 O exemplar do Cancioneiro e o exemplar oferecido pela Câmara Municipal de Almada "A minha bicicleta"