segunda-feira, 31 de março de 2014

Mantra, mantrinha, mantrão...

Verdade, não é?! Às vezes esqueço-me...



só sei dançar com você

"Você me chamou pra dançar aquele dia, mas eu nunca sei rodar. Cada vez que eu girava parecia que a minha perna sucumbia de agonia. Em cada passo que eu dava nessa dança ia perdendo a esperança. Você notou a minha esquizofrenia e maneirou na condução. Toda vez que eu errava cê dizia pra eu me soltar porque você me conduzia. Mesmo sem jeito fui topando essa parada e no final achei tranquilo..."


domingo, 30 de março de 2014

acaso sem caso ...


e no nosso caso, prefiro ser um acaso feliz a um caso sério...



Matchik Tchik com histórias e poesia (29 Março)

A semana termina bem dançada, Encontada e cheia de Amor! 

Ontem, também eu, participei numa iniciativa para ajudar a salvar o planeta. Uma iniciativa simbólica e rodeada de Amor. Uma iniciativa simples: convidámos as pessoas a apagar a luz do Tempo e, a iluminar as suas Vidas, durante uma hora. Uma hora onde apenas precisavam escutar e viajar.  O quê? Histórias e poesia. Para quê? Para que cada um salve o seu Mundo.

O espaço que nos recebeu, o Matchik Tchik, tem muitas histórias para contar. Histórias de terras longínquas, moçambicanas, mas também as histórias de uma cidade de Luz - Lisboa. Obrigada pela desafio, amigos! Continuem a desafiar-nos, a desafiarem toda a gente!

Obrigada aos meus amigos que aceitaram o desafio de se juntar a contar!
Obrigada aos meus amigos que assistiram e brindaram!  

As histórias são construídas por cada um de nós, e por isso, quando as partilhamos, damos tudo o que nos pertence. Damo-nos a quem ouve. Damo-nos em palavras, gestos, silêncios, entoações. Entregamo-nos a quem escute. Mas só com esta entrega é possível chegarmos ao Outro. Todos somos contadores de histórias. E a função de quem conta é  transportar inúmeras vidas e dá-las a conhecer ao mundo. 


Dizia um amigo meu: "Contar é fazer um strip em público"... e é. É a exposição do nosso mais íntimo.

Com estes primeiros acordes da Lura iniciámos a noite... 


quinta-feira, 27 de março de 2014

Ser Castelo, Ser Casa



Nunca tive necessidade de pensar no acto de "parir" uma casa. Todas as que apareciam à minha frente já estavam concebidas e crescidas. Por isso, o novo projecto de vida - a reconstrução de uma casa - me é um desafio+assustador. 
Eu e o meu querido-amigo-de-longa-data Luís Pinho (Arquitecto) começámos a olhar para as medidas da casa (chinês para mim; língua materna para ele), a olhar para o passado, o presente e o futuro daquele Castelo. E à medida que fui/vou pensando no futuro daquele espaço, fico com a sensação de que, aquela casa, vai deixar de ser um conjunto de paredes de cimento, para passar a ser um Ser vivo. É uma sensação que resulta das conversas que vamos tendo. De pensar desde a raiz até à copa... de pensar como vai ser o parto e como vamos "educar" aquele Ser. Que educação lhe vamos dar? Como queremos que ele se mostre ao mundo? Como queremos que ele se comporte com o Mundo? Como queremos a sua espinha emocional? E quando ele for teenager? Que transformações pode sofrer sem lhe danificar a espinha emocional?
Nós os dois temos a vantagem de nos conhecermos há alguns anos e de ambos amarmos a mesma pessoa: a sua esposa, uma grande amiga minha. Existem portanto alguns pontos a favor do nosso "Ser Castelo", nomeadamente, a facilidade da nossa comunicação, o conhecimento do percurso de vida... E porque esta ligação existe, ele sabe como me cativar (nas questões arquitectónicas - nomeadamente no tentar convencer-me que não é necessário que o wc tenha bidé!)...e acertou na "mouche" quando iniciámos uma reunião a falar do seguinte texto (enviado por si dias antes)...

 - depois do texto, eu ficarei em silêncio a saborear uma das melhores descrições para o momento que atravesso - 

   ". a  c a s a  d e  d e n t r o
      
 por   
MIA COUTO


Certa vez, numa floresta de Niassa, no Norte de Moçambique, eu surpreendi uma casa em flagrante acto de nascer. Nascia sem ruptura: era, literalmente, dada à luz. Recordo a circunstância desse parto esquivo, desse imperceptível resvalar de natureza para coisa feita. Eram três os camponeses que nos acompanhavam para as margens do Rio Lucheringo, longe das linhas dos mapas. Nós dissemos: «o acampamento deve ficar aqui». Eles olharam o céu, revolveram o chão com os pés descalços e mediram as mais próximas ramagens. Em poucos minutos recolhiam os dados precisos: Luz, Sol, Vento, Chuva. Em menos de uma hora nós tínhamos uma casa erguida. Sem parafusos, sem pregos, sem cordas. Uma simples catana circulara de mão em mão e o golpe certeiro fizera surgir a estaca do tronco informe, a corda da casca fibrosa, o tecto do anónimo capim. Quando nos instalámos já tinha sucedido o milagre: a casa surgira do caos.
Ali iríamos trabalhar com inesperado conforto. Mais que conforto: em estado de pertença ao lugar. As tendas que leváramos acabaram não saindo dos carros. As barracas de campanha eram um abrigo sombrio, uma protecção contra o frio e os bichos nocturnos. Mas não chegavam nunca a ser casa. E nós agora éramos não residentes mas habitantes. A nossa cabana de pau a pique era um ventre com o universo todo dentro. Era como se estivéssemos habitando a árvore, como se a nossa presença ali fosse apenas sugerida, leve pegada de pássaro. Nessa varanda nós não recebíamos sombra. Nós éramos a sombra. Não estivemos na margem do rio. Nós fomos margem e rio.
Afinal, a casa não fora construída. Era como se ali tivesse sempre constado e as mãos apenas a tivessem revelado. E, contudo, tinha arquitectura, dimensões e divisões, quarto, cozinha e mesmo uma casa de banho com assento. Podíamo-nos sentar sob um improvisado alpendre que fazia de varanda e ali ficar a olhar a tarde. Os camponeses já há muito se haviam retirado mas eu continuava a sentir as suas mãos esvoaçando como asas em redor do ninho. Eu escutava essa permanência como um conforto de quem fez nascer sem que, em troca, nada houvesse que morrer.
Recordo-me de tudo isto para falar de Carlos Nogueira e sua pensada construção. Essa obra que nasce sem ruptura, como um acontecer sem causa, um desenho sem traço. A edificação que não revela o esforço: essa é a marca primeira da beleza. Um poema necessita, como condição primeira, de ser escrito. O maior inimigo do poema, todavia, é ser demasiadamente escrito. O mesmo se passa com a arquitectura. Carlos Nogueira escreve com a leveza de quem simplesmente diz, sussurra e instiga. Nele eu confirmo: os materiais da obra não são a pedra, o ferro, a tábua. São a luz, a sombra, a mão de quem sonhou.
Mais do que estruturas, o arquitecto desenha ausências, frestas solares, restos da noite. Quando ele crê que está fechando ele está entreabrindo. Onde se acredita haver parede prevalece um vão. Em tudo se desenha a eterna varanda onde olhamos a mentirosa paisagem exterior. Porque tudo se converte em interioridade, espaço ainda por desenhar, rosto sem outra moldura que não seja o nosso próprio olhar.
Carlos Nogueira me ensina como os sábios construtores de Niassa: a casa não é onde o homem se fecha. É onde o Homem se abre para dentro."






quarta-feira, 26 de março de 2014

Reler

Hoje, na procura de um mail antigo, encontrei uns quantos que, não sendo recentes, pareciam acabados de chegar. Não são assuntos/mails "intemporais". Têm e tiveram o seu tempo. Acho que me apetecia era estar a viver essas histórias novamente, ou a sentir o que elas me proporcionaram. Parei ali o Tempo, tal e qual como, quando começamos a arrumar papelada, gavetas, livros...
Lemos, sorrimos, choramos, suspiramos, revivemos, relembramos. 
Cartas em papel, recados, palavras soltas escritas no papel são tesouro para mim. O mail também o é, mas não é tão orgânico, é só mais arrumadinho, é verdade.

Mudam-se os tempos, mudam-se as bagas

Meio mundo deixou de dizer "obrigada/o" para passar a dizer "grata/o"; meio mundo passou a consumir Camu camu em vez de laranjas do algarve; comem Açaí para emagrecer em vez de fecharem a boca; tomam Maca para acalmar o Mau Temperamento Pré Menstrual em vez de baterem em alguém; comem Goji, Spirulina, Tulsi; meio mundo é zen ou yoguin profissional; meio mundo faz limpezas detox; meio mundo deixou de ingerir cafeína e passou à cevada; meio mundo deixou de ver televisão; meio mundo alinha os chakras diariamente; meio mundo toma brunch; meio mundo anda em auto conhecimento. Mudanças de paradigmas. Anda meio mundo a mudar outro meio! No meio está a virtude...

terça-feira, 25 de março de 2014

Abrir caminho ao Tempo...

Quando a cabeça tem milhares de pensamentos e o corpo não acompanha parece que vivemos constantemente num "sonho" (não um daqueles sonhos bons, mas antes, um daqueles sonhos em que tentamos fugir de alguma coisa e quase que somos agarrados apesar de termos a velocidade máxima nos pés). 
O resultado são muitos "sonhos" na cabeça, e o principal, o de fazer parar o Tempo à minha volta não permitindo que o mais importante me escape ao olhar e à memória. Ser dona do Tempo. Não deixar que Ele me marque a pele com os seus veios. Deixar que Ele construa a minha memória.

E hoje, não me escaparam, ao olhar e à memória, dois grandes braços enrolados em mim num abraço. Daqueles que param o Tempo Chronos, o Tempo Mundo, o Tempo Vida. 
Não me escaparam dezenas de olhares de crianças sobre mim, enquanto lhes falava de histórias, livros, palavras, viagens... 
Não me escapou o Tempo quando, cheguei a casa com o meu Guerreiro, e me permiti a cumprir a nossa rotina fundamental de chegada a casa: ter um Tempo só para o outro. Largar sacos, malas, casacos e ficar só para ele.    
Não me escaparam os dez minutos no final da aula em que uma mãe, que nunca tinha conhecido, me veio perguntar pelo seu filho (meu educando) e dar-me a conhecer o porquê da sua forçada ausência. Uma mãe com um amor imenso pelo seu filho, preocupação, alegria e de uma ternura tão doce. Desconcertou-me... (não é um hábito, pelas escolas por onde ando, isto acontecer).

Amanhã é dia de iniciar mais um projecto que foi sonhado com a cabeça e agarrado com o corpo! Para lhe chegar foram necessários cerca de dois anos. Tanto tempo a "sonhar" e mais um passinho dado, mais um no Caminho. Vou crescer, tenho a certeza disso. 

Asas ao Caminho e vamos lá construir a Vida antes que ela nos construa a nós! 






A primavera no meu Castelo!


Lá no quintal do meu Castelo já existem flores! E ninguém melhor para as acompanhar que a Cecília Meireles...


Embalar o sono

Serve esta música para vos embalar no sono. Para vos desejar boas viagens...

Serve esta música, em especial, para si Minha Tiçanita do coração. Se tiver forças para hoje visitar o Beijo Sabura, esta é para juntar ao seu cocktail de analgésicos. Sem a sua energia os dias deixam de ter piada. Os seus gritos esganiçados e altos, no corredor, fazem-me falta. A sua poesia, ao olhar para o Mundo, faz-me falta. Até posso tolerar a chuva, o frio, o vento... mas não tolero não sentir a sua energia. 


segunda-feira, 24 de março de 2014

Porque contas?





As Birck e a chuva...

Today it wasn't a good day to walk with Boston, but it was the perfect day to love you!



Música certa, tempo certo

E é assim que, após doze horas fora de casa, consigo encontrar energias para entrar numa luta contra o tempo. Entrar em casa, de rastos, e receber esta música dá para dançar três ou quatro vezes seguidas a sorrir! E de tanto se enchem os pés de ritmo que, o frio que os atormentou durante o dia fica de lado, e com eles vou até ao frigorifico buscar uma cervejinha a lembrar as noites de verão!

Ora escutem... (e dancem, se possível!)... a luta contra o tempo vai continuar!


domingo, 23 de março de 2014

Vamos estar por aqui

Os próximos dias vamos falar sobretudo em Academês e andar à volta da Literacia Familiar... em countdown! Também vamos inundar uma escola com cinco horas de conto e não será somente lá...
Vai ser uma longa semana! E ainda bem!



Situação problemática "Cromos"

Resolução de situações problemáticas (1º ano):

"O Carlos tem 12 cromos e o João tem 9. Quantos cromos têm os dois amigos?"

Resposta do Guerreiro: Muitos menos do que eu, coitados! Eles têm um problema!


Perfeita noção de número e quantidade. Resposta correcta, completa e inteligente!






Happy Sunday





Feliz Domingo com cheirinho a torrada e flor de laranjeira! 

Feliz Domingo ao Amor! 

Nunca desistir. Acreditar. Caminhar.

(Music for the day Iyeoka)


Ando à busca

Como a Clarice Lispector sabe encontrar todas as palavras certas. É isto. O que eu desejo ainda não tem nome. Já tem todas as letras, todos os pontos de exclamação, todas as pausas e já está inserido numa categoria gramatical, mas nome... ainda não. Já tem um verbo que o acompanha e muitos adjectivos que o caracterizam.
E eu a pensar que já todas as palavras tinham sido inventadas...

quinta-feira, 20 de março de 2014

Vem

vem
vem e dá-me mais uma hora do Tempo
vem e beija-me devagar
vem e leva-me depressa
vem de mansinho e agarra-me com força
vem e enche-me de calor
vem e leva-me ao céu
vem e oferece-me a tua dança
vem e leva-me a passear
vem e escuta-me
vem e ilumina-me
vem e floresce comigo
vem e cola-te ao meu sorriso
vem e guarda-te na minha pele
vem




Agora é ficar à espera da Semente

Ao fim de duas semanas a semear, este é o aspecto da nossa lavoura... 
Semeámos muitas histórias. Todos os dias cerca de quarenta Semeadores abriram os buracos na Feiticeira Terra e lá colocaram as suas Sementes. De todas elas nascerá uma história. 





Jardim de Infância do Agrupamento Francisco Simões (Educadora CAF - Paula)



Ficamos à espera, tal como o Senhor Luís, que as Sementinhas cresçam e se tornem as Flores mais bonitas do Mundo!

Spring Music


Seja feliz com o seu Amor
Seja feliz 

Tão curta a vida
Curta a Vida



Dia Internacional da Felicidade

Neste dia dou os parabéns àqueles que me amam e àqueles que eu amo.
São eles que me enchem os bolsos de felicidade.
E graças a eles eu consigo encher o peito de ar quente e subir cada vez mais alto. 
Agradeço-lhes o Amor gratuito.
Agradeço-lhes as Palavras devidamente encadeadas. 
Agradeço-lhes os Silêncios devidamente escoltados.
Agradeço-lhes os novos atalhos.
Agradeço-lhes os abraços.
Agradeço-lhes os telefonemas.
Agradeço-lhes o tempo.
Agradeço-lhes os mimos.
Agradeço-lhes os convites.
Agradeço-lhes os pedidos.
Agradeço-lhes por todos os dias serem o meu Presente.
Desta forma a minha felicidade não tem barreiras, nem fronteiras. E assim sou internacionalmente Feliz! 





quarta-feira, 19 de março de 2014

O meu Mestre de Amor, meu Pai...

Quando um dia ouvi dizer que ele era o meu Mestre de Amor quase esbofeteei a pessoa que mo disse. O meu Pai, o meu Mestre de Amor ... ahahahahahah! Jamais! Aquele homem enraizado em costumes arcaicos, em tradições e pensamentos da idade de Pedra?! O meu Mestre de Amor?! Impossível!
Passaram dias e anos, passaram-se muitas conversas e hoje, à distância daquela raiva de filha engaiolada, percebo que sim, ele é o Meu Mestre de Amor. Quem me levou ao caminho daquilo que acredito, hoje, ser o Amor. Em paisagens diferentes das minhas ele mostrou-me como ama. Eu vi as suas  paisagens e escolhi as minhas. diferentes das deles, é certo. Muito diferentes. E se não fosse isso, eu não era o que sou.
Uma das maiores memórias que guardo da minha infância com o meu pai é a sua imagem e a apetência para nadar. Miúdo giro, giro até aos seus 40. Eu era uma apaixonada por ele. Guardava na minha gaveta uma fotografia sua, do tempo da tropa! Que pinta! Também guardo na memória o dia que me desapaixonei, por volta dos meus treze anos... tudo no tempo certo. A outra memória que guardo é a de ter sido ele o meu instrutor de natação. Ele adora nadar. Quando éramos pequenos, ele chegava à praia e desaparecia, por duas horas, no mar. Quando regressava, colocava-nos às suas "cavalitas" e voltava a entrar mar dentro. De vez em quando, fora de pé, deixava-nos cair para a água mas depressa nos resgatava. 

É o meu mestre de Amor.  

terça-feira, 18 de março de 2014

Três duques e Kitt

Da percepção das coisas e o que nos constrói no mundo... Ao assistir a dois excertos destas séries os comentários que surgem são estes...



 " Eh lá... e eles não pagam multa?!"




"E o camião-hotel do Kitt é pago?!"





Geração que ouve falar tanto de dinheiro que dá nisto... No meu tempo ninguém ousava pensar que o problema dos Três Duques poderia ser pagar multas por excesso de velocidade. Ninguém se lembrava disto, a única coisa que víamos era a fuga à polícia e como aquelas criaturas conseguiam entrar e sair pela janela do seu carro. Também ninguém se lembrava do custo do aluguer de um camião, no caso do Kitt. 
São as conversas, as notícias, as constatações do dia-a-dia e a presença do dinheiro nas nossas vidas. Um lastro grande. Ai, ai... 





segunda-feira, 17 de março de 2014

Angelina Jolie sem peito, sem ovários...


Num posto de abastecimento de combustível encontrei a notícia de mais uma cirurgia  preventiva da Angelina Jolie. Há tempos atrás, por saber da sua alta probabilidade de desenvolver cancro na mama, realizou uma dupla mastectomia, agora a noticia era que vai retirar os ovários, de forma a prevenir o aparecimento de cancro nos mesmos. 
Fiquei "encanitada" com a questão... Deveríamos todos nós realizar testes de ADN para saber das nossas maleitas, e com isso prevenir esta praga cancerígena?! E se nos dissessem que tínhamos uma elevada percentagem de desenvolver cancro no pulmão? E se fosse no cérebro (nestes casos já há uns seres humanos sem ele e que até conseguem ter poder governativo)? ... Eu sempre disse que acho benéfico termos acesso ao nosso código genético até determinado ponto, e para determinados fins. Este ponto sempre imaginei que seria bom, mas depois de ver o destaque da notícia comecei a imaginar-me oca por dentro e não gostei...

Trepem, trepem trepadeiras!!!!



Trempem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem pelo ar!
Que de plantas rasteiras,
está a terra a abarrotar.

Trepem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem sem parar!
E se o muro se acabar,
trepem, trepem trepadeiras,
por um raio de luar!

(Jorge Sousa Braga, in Herbário)

Maionese Airlines MA7 - Bora Bora






Olha a viagem fresquinha na Maionese Airlines... 

As linhas aéreas Maionese Airlines não deixaram de voar, antes pelo contrário. Mas o voo tem sido tão alto que só nos apanham as correntes de ar quente que nos enchem o peito e permitem voar para lá dos limites físicos. 

Meu amor, não te esqueças de colocar na mala o protector do coração, a toalha para estender a alma, os chinelos para os quilómetros que caminharemos um para o outro e a garrafa de água para nela colocarmos as nossas promessas de amor. 

Bora, a Bora Bora?!  

domingo, 16 de março de 2014

A Lua de hoje


Encontro marcado todos os meses. Ela aí está, uma Lua Cheia.
A sua luz a reflectir-se e a iluminar o rio, a estrada, a casa, os corpos. 
A sua força a (im)pressionar o nosso corpo. Somos água, somos maré, somos Luz, somos reflexo.
Nesta Lua danço-te, canto-te e amo-te no meu corpo.



Herberto Helder

quarta-feira, 12 de março de 2014

Dentro do Tempo do Amor

Dentro do Tempo do Amor. 
Aquele que não tem Tempo e por isso insiste em fugir.
Aquele que não engorda porque não tem barriga.
Aquele que não pensa porque é cabeça ao vento.
Aquele que tem um ninho, sempre no mesmo lugar.
Aquele que tem asas de borboleta.
Aquele que a memória insiste em guardar.




terça-feira, 11 de março de 2014

Já chegaram!

Com muito orgulho (no início com alguma desconfiança, confesso) sempre aceitei que me chamassem cabeça de andorinha! 
Seres apaixonados e solares! Gosto. Enquadro-me!
Chegaram! Depois de quatro semanas a bater as asas e feitos 10 000km, chegaram!!! Hoje, à hora do almoço, ouvi-as. Fui ao local do seu ninho e lá estavam elas em voos rasantes e enérgicos! Voltaram ao ninho! Voltaram ao calor neste ninho!
Senhor Verão põe-te a caminho, que a PrimaVera já chegou!




Beija !

Pediram a vinte estranhos que se beijassem. Ui, estranho! Ai que vergonha! Passados alguns segundos, de olhos fechados ou abertos, começaram a beijar-se. E o que é certo é que, parece que alguns pares se deram bem! 
O primeiro beijo é tramado! Ou nascem borboletas ou, ao menor defeito, aniquilamos toda a espécie de insectos que possam querer nascer. Ou encaixa ou afasta. 
Já todos passámos pelas duas experiências. Ora de um encaixe perfeito, quer seja no beijo, na conversa, a andar a pé, na escolha da música, na dança... ora num encaixe tão defeituoso que a história nasce e termina ali!
Beijo! Beijo! Beijo Sabura! Quando ele é bom, é um bilhete de ida, sem volta!



domingo, 9 de março de 2014

Época da Sementeira

Que nos perdoem os leitores mais atentos deste quintal, mas como sabem, em Portugal, chegou o calor e com ele o tempo da sementeira! E neste quintal há muita terra para semear! Sementes biológicas e universais! Sementes de Amor! Sementes de Leitura! Sementes de Amor à Leitura! Sementes da Leitura ao Amor!

Andamos na escolha das Sementes certas. Sabemos que não tarda ouvirmos o piar do Rouxinol e das Andorinhas, por essa razão, este fim-de-semana, andámos na lavra da terra. Da Feiticeira. Agora que as águas pararam de sufocar as raízes, temos de abrir o terreno para deixar entrar o Ar. Agora é só deitar a Semente e esperar a época da colheita!

E também esta semana vamos iniciar a nossa visita a vários quintais, cheios de Semeadores de palmo-e-meio. Na saca levamos terra, sementes e livros, e assim faremos a Sementeira de Amor à Leitura...







Temos a certeza que este março vai ser cheio de boas Sementes que trarão bons Frutos... especialmente destes...






sexta-feira, 7 de março de 2014

Vinde Rá !!!

Começar o dia a pensar, refazer, reajustar, equilibrar energias e ideias. Projectos a ganharem corpo, ainda disforme mas já a notar-se a silhueta.
Acompanhar o dia com um Sol tremendo, calor e histórias vindas de longe.
Terminar o dia com "o mar é tão relaxante, é tão bom vir aqui" e muitos brindes ao Amor. Só posso dizer que sou uma Excêntrica Milionária! 

Vinde Rá, Apolo, Hélio ... vinde brindar connosco que o jejum já era martírio!




Ideas!

É a parte mais difícil. Concretizar, riscar, afunilar, abdicar, engrandecer as milhentas ideias que nos sobem ao pensamento...
Há tantas, tantas ideias boas. E depois? Ficamo-nos por aí ou avançamos?! Riscamos umas, abdicamos de outras, filtramos as que restam e avançamos com alguma!



quinta-feira, 6 de março de 2014

Programa Mantra

É  o programa preferido cá por estas bandas. 
Em poucos minutos conseguimos alcançar a linha que nos une à despedida do Sol.
É sempre uma novidade. Todos os dias é sempre o primeiro dia.
Hoje fomos porque precisávamos de deitar "coisas más" ao Mar. Sabemos que Ele renova e trás de volta "coisas boas". 
Sentir a maresia, olhar, contemplar, passear a quatro pés e dois corações. O melhor programa de final de dia!




quarta-feira, 5 de março de 2014

Small steps with love make a Big way

Cada vez mais me convenço que, no nosso Caminho, nada é por acaso. É uma certeza banal, mas que só é dita por quem Caminha e Observa. Uma certeza que não passa por quem não pisa o Caminho, por quem não escuta o que existe à sua volta, por quem não saboreia o que dá e recebe, por quem não vê, como nos diz Saint-Exupéry, o que é invisível aos olhos. Não é um caminho fácil de encontrar mas depois de O pisar não há como querer voltar para trás. Estamos no Melhor Caminho e somos nós os CEO Paisagistas! E lá acredito que...
Em todos os momentos encontramos a pessoa certa. É ela que nos auxiliará a caminhar e a evoluir. 
Em todos os momentos encontramos a situação certa. É ela que nos auxiliará a caminhar e a evoluir.
Em todos os momentos damos início a alguma coisa no momento certo. Não estamos atrasados, nem adiantados é o momento certo para começar. Iniciámos e será o princípio de uma evolução que nos tornará melhor.
Em todos os momentos finalizamos alguma coisa no momento certo. Não foi demasiado, não foi escasso. Foi o tempo certo para caminharmos e evoluirmos.
Às vezes só conseguimos aceitar que tudo nos fez Caminhar e Evoluir quando já caminhámos, subimos e descemos mais uma colina e olhamos para trás. A maioria das vezes vemos por lá os erros fixados com umas bandeirolas, em jeito de mapa mundo a marcar as nossas viagens, e acreditamos que até eles aconteceram pelo melhor e que, a partir dali, ficaremos mais sábios. Acredito que sim.

Acreditar que nada é por acaso e que, tudo tem um Bom sentido, faz com que apaziguemos ansiedades e frustrações, e que o nosso Caminho será o mais belo e a nossa Existência o maior Presente.

Bom Caminho. Pequenos passos com Amor fazem um Grande Caminho!