sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lua nova

Lua Nova,

reflecte-me na tua escuridão
e traz-me a Luz Cheia
para que, em cada volta que o mundo der,
o meu Amor possa Crescer 
e a minha saudade Minguar





Eu juro-vos que hoje vi isto...

Eu juro! 
Eu juro que hoje vi ...
sete Brancas de neve e nenhum anão;
um polícia a dar murros no Homem-Aranha, e este último a deixar;
o Iakari aos tiros a tudo quanto mexia à sua frente;
o Tito Paris ainda mais pequeno que o habitual;
uma chinesa vestida de espanhola;
uma portuguesa vestida de "chineso";
um Astérix sem bigode gaulês (confessou-me ter ido ao barbeiro esta manhã)
um Beyblade avariado com excesso de peso
e...
o meu aluno Alves (também aqui) a jogar ao Mata, a rir e a brincar comigo. Há dias em que me apetece ter a posse de bola e a hipótese de o "matar", mas hoje não. Hoje, literalmente, a bola estava do seu lado e era ele quem tinha o poder de me matar. E matou. Mas com um sorriso nos lábios, gargalhadas a encherem-lhe a boca e a querer olhar-me nos olhos! (e não foi preciso mascarar-me de Gato para morrer e nascer dezenas de vezes com o Alves!) 



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Às vezes, as palavras esquecem-se de ocupar os lugares certos e, em vez de fluírem, gaguejam...


Às vezes, as palavras esquecem-se de ocupar os lugares certos e, em vez de fluírem, gaguejam... Foi o caso de hoje...

Quantas vidas tem o Amor?
Quantas vezes a Vida O matou?

Quantas vezes já esteve à beira da morte? Teve uma experiência de quase-morte? Ressuscitou? Ou morreu?
Quantas vezes reanimou? Os batimentos voltaram a ter a mesma força e cadência?

Quantas vezes renasceu? 
E a sua memória? Vinha intacta ou acabou por apagar umas histórias e deixar outras?

Quantas vidas tem o Amor?
Quantas vidas damos ao Amor?

Quantas batalhas travamos connosco em prol Dele?
Quantas vitórias conquistamos por Ele?
Quantas derrotas aceitamos?

Quanto Amor damos à Vida?
Quantos Amores tem a Vida?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Cada um na sua memória (música Sabura)

Que belo retrato para o ponto de vista de cada um... é verdade! A nossa memória imprime e regista no seu tempo o que mais lhe convém. Torce. Distorce. Reinventa. Acha que pode viver a dois, mas não. Cada um tem uma e, a menos que registe noutro local, estamos sujeitos às suas regras.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Há dias de TPM, de Neura ... de batalhas tão inválidas

Um enorme manto escuro e pesado tomou conta das pernas, das pálpebras e do cérebro. Apareceu sem aviso de recepção ou data de saída. Ali ficou, tranquilamente, a tomar conta. Ali ficou a empobrecer o Tempo. Ali ficou a matar o sol, em vez de o pôr. E foi tomando conta dos que de mim se aproximavam. 
Mas porque raio me dá a "neura" neste dia, a esta hora? Porque raio ao final do dia? 
Entro em dimensões espirituais, psíquicas, emocionais, relacionais e nada... ninguém me dá resposta. Faço as contas aos dias do mês e perco-me. Faço as contas aos dias da semana e rendo-me. 
Mas que falta de paciência com a Sra-Tua-Neura!  
Inspiro, expiro, olho lá para fora, irrito-me... inspiro, expiro, olho para o Guerreiro, irritamo-nos... inspiro, expiro ... mas que diabo, como controlar isto? Não há razão ou lógica, não há. Eu não quero esta neura! Eu quero aproveitar os poucos minutos de final de dia com o meu filho. Não quero esta neura. 
Inspiro e expiro, leio umas páginas do Caminho e paro. Paro numa citação que faz eco "Não quero ser um fraco cruzado" (Henry David Thoreau)... AS ondas de choque daquelas palavras ressoaram e eu não quero ser fraca, sobretudo, eu não sou fraca. Mas era isso que estava a ser/fazer. Estava a ser uma fraca cruzada numa batalha entre a neura e o Tempo. Estava a ser perseverante no meu compromisso com a minha neura, e ela estava a ganhar terreno. Foram precisos cerca de cento e vinte minutos para, no meio do campo de batalha, aparecer um Anjo Guerreiro e terminar o banho de sangue. Veio vestido de branco, cabeça molhada em suor, garrafa de água na mão e dois braços abertos, ao meu encontro. Zero palavras, uma lágrima, saudade, arrependimento do tempo perdido naquela batalha e muito Amor, era o que vinha naquele Abraço. Inspiro, expiro, olho para o meu Guerreiro e a Vida faz sentido. 
Cento e vinte minutos de batalha e o seguinte resultado: neura 1 - Amor 2!
A equipa vencedora apenas apresentou alguns danos físicos, nomeadamente, contraturas na zona lombar e cintura escapolar.
Da próxima vez que o manto escuro tomar conta de mim, sem razão lógica e coerente, sei o que lhe faço. Não lhe procuro a lógica ou a razão. Não lhe dou esse Tempo, não lhe dou esse tamanho tesouro. Procuro o Abraço silencioso e imediatamente venceremos!

Linhas curvas


My body is my trendline *



* O meu corpo é a minha linha de tendência

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pessoas e Projectos


Pessoas não são projectos. Projectos não são pessoas. Pessoas são feitas de projectos. Projectos são feitos com pessoas. 

E não há como não ter paixões assolapadas pelas duas partes. As pessoas com as quais nos vamos cruzando vão indicando caminhos desconhecidos, cheios de novos enredos e atalhos. Os projectos que vamos idealizando levam-nos a novas paragens, a zonas desconfortáveis do nosso Ser e a paisagens que muitas vezes são demasiado gigante para o nosso alcance. Pessoas e projectos podem Ser num só. Ambos são caminho, descoberta, expectativa, desafio. Ambos buscam plenitude e sucesso. Ambos necessitam de clareza. Ambos precisam de Outros. Ambos necessitam saber ouvir. Ambos procuram saber-estar. Ambos crescem em movimento. Ambos precisam de entrega desmesurada. Ambos precisam da sua dose de paixão. Ambos precisam de um pé na terra e outro no ar. Ambos querem realizar-se. Ambos precisam de Amor Verdadeiro.


MAKE IT HAPP...  Y 
                    ...  EN 



Questionário - help, help, help...

Se és pai, mãe, avó, tio, professor, educador, estudante peço-te ajuda para responderes a este questionário. É pequeno, ao contrário da ideia que nele está inserida. É o princípio de uma longa viagem. O rigor do questionário não é académico, apenas queremos testar esta ideia, de modo informal... 

Aqui está ele, cliquem aqui, demora 20 segundos a preencher




Fim de semana Sabura

A vida em troca de nada... 


e o pequeno nada desta grande família... avós e netos a escalar as montanhas na praia, enquanto os pais das crianças os miravam ao longe!

e outro pequeno nada entre jogar na relva e trepar às oliveiras!

E não aparecer por aqui porque, depois de todas estas emoções, uma pessoa chega às 21.30 e adormece... em paz!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Believe in your smile

Porque o post do Senhor dos Milagres da cabine nº 10 me fez lembrar uma coisa que me foi desconhecida durante muitos anos... BELIEVE IN YOUR SMILE!



O Sr que faz Milagres na cabine de portagem nº10, na Ponte 25 de Abril


Surpresas são boas. Surpresas surpreendem-nos. Às vezes até existem surpresas que se tornam rotinas mas que continuam a ser boas surpresas! Hoje, de forma rotineira, fui surpreendida. Quem atravessa a Ponte 25 de Abril/Sobre o Tejo/ Salazar/ etc. no sentido Sul-Norte pode ter a mesma sorte! E o que precisam fazer para serem surpreendidos? Esquecer a via verde em casa, perder a Via Card num bolso e encaminhar-se para a cabine nº10 !!! (a esta altura quem passou por lá e foi surpreendido está a esboçar um sorriso e a dar uma gargalhada, certo?!). E porque razão sou surpreendida na cabine nº 10? Porque é lá que trabalha a pessoa mais simpática da Lusoponte! O funcionário da década! O Homem que consegue vários Milagres ao Dia. Melhor que São Pedro, Santo António, São Vicente, Santa Eulália, Santa Luzia e afins! Ele É A Pessoa "Milagre"! 
Em menos de um minuto ele cumprimenta as pessoas, olha-as, factura, devolve o talão e troco, aperta a mão e já disse três elogios! Elogios que vão desde um "Boa Taaaaarde!"; "Oh, continua tão bonita!"; "Oh fico tão feliz por vê-la!"; "Oh continua tão bonita!"; "Oh 'tá tão linda!" até um despedir com a mão no coração!

Um verdadeiro Milagre para quem passa numa portagem, sobretudo uma desta Ponte, onde uma cabine define tempo, muito tempo de espera e um preço a pagar injusto!

Este Homem da Cabine nº 10, de voz esganiçada (característica que nos proporciona uma gargalhada desgarrada e um sorriso tamanho), tem sido uma boa surpresa ao longo de dez anos, pelo menos. E todos os Milagres se declaram no belo sorriso que aparece no rosto daqueles que por lá passam. Este homem deve ser homenageado! Uma página no facebook, uma faixa na Meia maratona de Lisboa... 

Quem já conhece o Senhor dos Milagre da Cabine 10?!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Presente e Futuro vs Esperança e Amor


Quanto maior a esperança, menor o futuro do amor. Menor a Presença do Amor.

Quanto menor a esperança, maior o presente do amor. Maior o Futuro do Amor.

A esperança consome o amor. 
Suga-o. Abafa-o. Adormece-o. 
O Amor consome Vida e Liberdade. É selvagem. 
A esperança vence o medo. 
O medo consome Vida e Amor. É morte.




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

past, present and future

O passado é a história que eu conto, o presente é a história que eu vivo, o futuro é a história em que eu acredito.

Iyeoka em repeat

Esta senhora tem qualquer coisa de...

Iyeoka (ee-yo-kah) is a Nigerian-American award-winning poet, recording artist and TED fellow. Her name means "I want to be respected."



Open your heart




Abrimos o Coração e recebemos tudo, até a Sua vontade de Se fechar...








domingo, 16 de fevereiro de 2014

25 anos depois...

Cá em casa, hoje, comemorámos as Bodas de Prata da vitória contra o cancro. Família e amigos juntos para brindar à vitória. Dois dias de preparação para a festa. Missas marcadas. Telefonema ao amigo cirurgião, Joaquim Torrinha. Ramos de flores à equipa que a operou no Hospital de Santa Cruz (Lisboa). 
Como ela diz: "É a minha data de renascimento!".
Parabéns à Dona Clo e à sua coragem, fé e força de viver.



sábado, 15 de fevereiro de 2014

Como danças? Como beijas? Às cegas...


Fecha os olhos. Dança, beija. Só o coração vê.




Noite de Amigos

Não há frio que não descongele no meio da Amizade. 
O calor de uns abraços, a cumplicidade de uns olhares, a troca de umas gargalhadas, o despique de umas conversas, uns cantares desafiados, a verdade nas partilhas, o compasso numas passadas e o Amor desmesurado provocam-nos a subida da temperatura corporal. E de tanto subir a temperatura, a Essência vem ao de cima e faz notar-se pela Luz que ali se concentra.
Amizade quando se cantam e encantam as mesmas velhas canções! 
Amizade quando uma refeição segue os mesmos rituais há anos.
Amizade quando se partilham passos de dança e brindes à Vida.
São noites de abraços nas chegadas e nas partidas. 
Noites de Amigos. 



  

Auto-avaliação do São Valentim

No caso de a noite de ontem ter corrido mal (ou muito bem e de agora, à luz do dia, se arrependerem de alguma coisa)... indico-vos o kit de primeiros socorros para estas situações... 















sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Deusa do amor

Para viver um grande amor, para além das comidinhas que fala o Vinícius de Moraes, é também essencial esta receita:

(FELIZES DIAS PESSOAS QUE AMAM!)





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Eduquem os filhos. Formem os Alunos.

Há dias em que o Alves me tira mesmo do sério. Fico com a sensação de que posso cometer um crime violento. Há dias em que nem a minha pessoa, nem a minha formação, nem a minha educação ou a minha vida me dão capacidade para lidar com um ser de apenas sete anos. E isso faz com que se coloque alguma coisa em causa. 
Sessenta minutos de frente-a-frente. 25 para uma. E um consegue arruinar o trabalho de 25. O truque, este aqui: de mandar este aluno à casa-de-banho,  já teve mais sucesso. Continua a tê-lo, e inclusive já é replicado, mas a turma já percebeu o engodo e agora é motivo para todos ficarem atentos à entrada do Alves na sala, em vez de se concentrarem na actividade. E hoje foi mais um dia do Alves ir à casa de banho várias vezes. Foi dia de não parar, não obedecer, não agradecer, não ficar agradado, não querer saber, incomodar, chatear, gritar, pular, esconder-se... até ao ponto em que tomei uma atitude muito anti-pedagógica (que não revelo em público, claro) mas que, à sombra dos meus pensamentos, ficou muito aquém da minha real vontade. Definitivamente há pessoas que não encaixam umas com as outras. Hoje, eu saí de lá a pensar, mais uma vez, que se enganaram no nome do Ministério. Não é ministério da EDUCAÇÃO mas sim da FORMAÇÃO!!! Eduquem os filhos em casa para terem alguma formação nas escolas. Eduquem os filhos a serem cidadãos. Eduquem os filhos a serem pais. Eduquem-nos e deixem a parte da formação académica para nós. Mas eduquem-nos a serem seres humanos que não vivem à margem do favor de ter nascido. Eduquem-nos para crescerem felizes com eles próprios. Eduquem-nos a acreditar que são gente importante e singular neste mundo!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Alerta Vermelho - temperaturas altas para o meu território

É nestas alturas que a capa de Super-Mãe fica com a bainha desfeita, mas só a bainha, como que a anunciar que uma Super-Mãe também é de carne e osso, que também tomba, que se embrulha nos pés, que fica sem palavras, que gela de medo. Mas, felizmente, a capa permanece para que eu nunca esqueça que sou A Super-Mãe e como tal, engulo todas as ansiedades que os "Microbichos" do meu Guerreiro me trazem.
A primeira notícia do aparecimento de febre no meu Guerreiro congela-me o mundo. A atenção, a razão, a emoção ficam somente focadas nele. Deixo de ver o exterior. Transfiguro a cara. Febre é, para mim, desde os quinze meses de vida do meu filho, sinal de Alerta Vermelho. Foi por essa data que ele teve a primeira convulsão febril. Depois disso seguiram-se mais duas. Pararam aos três anos e dez meses. Um total de três episódios (dois assistidos sozinha) que me ditaram a sentença por uns belos anos. Uma sentença que vem de uma herança familiar - o meu irmão partiu aos vinte e sete anos com uma doença que se manifestava com convulsões (epilepsia). O cenário fica ainda mais negro para mim, como imaginam.
Conclusão: febre é alerta vermelho com muitos flashback negativos. Três convulsões, duas sozinho comigo. Uma "bela" prova da Vida. Cansativa.
O descanso só vem depois das palmas das mãos e dos pés passarem de frios a mornos, até lá sei que a febre está a aumentar. 
Trinta e sete de temperatura é motivo de administração de antipirético. A febre, por muito natural e defensiva que seja, deixa-me no meu estado mais anti-natura e agressivo que tenho.
Soro, água de mar, água, Brufen, Ben-u-ron, lenços de papel, Aéreus, termómetro, bisolvon, vick, panela com água e essência de eucalipto em cima do aquecedor, lanterna, telefone com carga e estamos prontos para o combate! Combate à febre e aos "Microbichos"! Combate à ansiedade! Redobrar confiança e forças. Exorcizar fantasmas. Agir!
Acabou o tempo de intervalo... o Beijo Sabura e vocês fazem-me companhia nesta luta desigual que os pais têm entre os seus filhos e as doenças deles. Nenhum pai / mãe quer ser treinador do seu filho nestes combates. Todos preferiam ser o próprio jogador e sentir as dores.
Vou voltar ao combate. Cada um ao seu!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Por amor ou por falta dele?

Após quinze anos juntos continuam a sentir ciúmes, um em relação ao outro. Por amor ou por falta dele?!

"Educar para a Leitura e deseducar para o espancamento" ou "Os dias de um professor..."

Há... há humanos que continuam a bater nos seus filhos; um "bater" que não é uma palmada ou um açoite. Um bater que é de pontapé e espancamento. Uma pessoa com vários anos de vida contra uma pessoa com poucos anos de vida. Em nenhuma competição se vê este desequilíbrio de pesos e tamanhos. Adultos que surram os seus filhos, pessoas que cresceram dentro de si e que não pediram para nascer, até que estes deixem de acreditar no Amor. Num Amor qualquer. Amor eterno, Amor infinito, Amor incondicional. 
E ando eu aqui espantada porque ainda existem pessoas (mães e pais), deste século, a acharem inútil ler-se histórias aos seus filhos, desde a barriga... Há lutas que ainda são secundárias, apesar de eu as considerar tão primárias...

... fuck (desculpem o francês mas há dores de estômago que só resultam com este tipo de linguagem...)



Tempestade Canvas !

Transformar a força das nossas entranhas em realidade não é fácil. Traduzir a nossa paixão num modelo de negócio não me é natural. Mas quando as entranhas e a paixão tomam conta de nós, metade do caminho está concluído. Foi isto que eu senti hoje. E foi esta a tempestade, de nome Canvas, que hoje assolou o meu território. 




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Memória escrita

Fui mãe no dia 19 de dezembro de 2007 e, desde o dia 31 desse mês e desse ano, registo, em palavras escritas, alguns momentos da minha vida e do meu Guerreiro. Ganhei este bom hábito, também, porque profissionalmente estou num projecto que vive dos registos (este) e porque gosto de escrever (sem compromisso, sem normas ou "academismos"). E ganho muito com isso. Não me refiro a um ganho financeiro, mas sim a um ganho de memória, de emoção, de vida. Desde o ano 2000 que tento convencer professores, educadores, famílias, pais a fazerem registos das produções orais dos seus educandos ou filhos. Registos que partilharão uma vida com os envolvidos. Ao longo dos anos, aqueles que se juntaram ao Cancioneiro (o tal projecto que actualmente coordeno), tiveram a felicidade de ver os seus registos orais passados à escrita e editados em livro. Livros bonitos que podem espreitar aqui e que, marcam o percurso de um jovem leitor. Hoje, como mãe, tive mais uma prova de como estes registos podem ser significativos. Depois de ler ao meu Guerreiro algumas frases que ele tinha dito, desde os dois anos de idade até agora, perguntou-me qual tinha sido a sua primeira frase. Pedido aceite e fui buscar o seu primeiro caderno de memórias escritas. A escolha da história da noite estava feita, a história da sua vida.

"Da minha vida?! Eh lá ainda tenho uma vida pequena... isto são recordações, mãe!"

Abrimos o livro e caíram umas quantas fotos dele na minha barriga e em bebé. Fez-lhes "festinhas" mansas. Começámos a ler a primeira história, aquela que explica como foi habitar no meu apartamento T0 e passar o tempo dentro de água morna! Terminámos na saída da maternidade e prometemos voltar à história. Depois disto fez questão de registar com a sua mão, a sua caligrafia, as suas entranhas e todo o seu amor o que lhe ia na alma. Escreveu uma frase e desenhou. A alegria e a doçura com que estava agarrado às fotos, a ouvir a sua história e por fim, a registar as memórias escritas, valeram-me mais uma memória de vida. Uma tão grande memória vinda desta vida, ainda tão curta. 
Aconselho-vos a não perderem estas memórias. Convido-vos a aliarem-se à escrita destas memórias e preferirem, tal como eu, estes livros de cabeceira...


     

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

looking for somebody

Always looking for some... body, thing, time, one, where


Se da Busca não fizer Caminho, então do Caminho farei a Busca



Futuro em liberdade. Liberdade no futuro

Gosto de olhar o futuro contigo, em liberdade.
Gosto ainda mais de olhar a minha liberdade, contigo, no futuro.









Amizade é isto...

Se alguma vez me esquecer de mim, olharei para os meus amigos e encontrar-me-ei novamente.





sábado, 1 de fevereiro de 2014

Gestores de Bolsillos

Ainda ontem percebi que somos Gestores de Bolsillos. Para além da água e dos orgãos que nos constituem foram descobertos os Bolsillos. Bolsillos de diferentes feitios e texturas. Bolsillos com diferentes funções. Bolsillos de diferentes dimensões, feitos à medida de cada um.   

bolsillo da entrega
bolsillo da honestidade
bolsillo da razão
bolsillo da emoção
bolsillo da paixão
bolsillo da vaidade
bolsillo do amor próprio
bolsillo do amor pelo outro
bolsillo da humildade
bolsillo da ambição
bolsillo da fuga
bolsillo do conhecimento
bolsillo da criatividade
bolsillo do empreendedorismo
bolsillo da gratidão
bolsillo da raiva
bolsillo da pena
bolsillo da culpa
bolsillos da aventura
bolsillos da fidelidade

Se quisermos valorizar cada um dos Bolsillos não o podemos deixar sozinho. Os Bolsillos devem funcionar em equipas de, pelo menos, dois. 

Para tudo estar equilibrado temos de reajustar as quantidades que existem em cada um deles. Não adianta tentar fechá-los ou reforçar as costuras. Não cedem a linhas direitas cosidas a torto. A única linha que os une é o Tempo. Ele encarregar-se-á de Se distribuir pelos bolsillos certos e de, em conjunto, unificar-Nos. 




Poleiro de Galo !

Desde ontem que temos um Castelo. 
É um Castelo, ainda em ruínas. Agora, pedra a pedra, ergueremos um templo ao Amor, à Família, à Vida. 

(como nada é por acaso os novos habitantes irão fazer jus ao nome da rua. Esta tem o nome próprio do Guerreiro e é apelidada por uma das suas características: Galo (madrugador). 
Mas neste poleiro outro Galo cantará!)


Le Coq,  Pablo Picasso (1918) 



Ambiente de trabalho



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