quarta-feira, 30 de abril de 2014

Há manhãs que parecem dias inteiros...

Há manhãs que parecem dias inteiros... 

Ao terminar o almoço, pensei na despedida que fiz ao meu filho, esta manhã, quando o deixei na escola... e aquilo pareceu-me tão distante! Ao contrário do trabalho que se avizinha (ou melhor, mantém) para as próximas semanas, que me parece já tão próximo. O Tempo prega com cada partida.  
Vale-nos uma descida ao nosso querido Sul. 
Os "S.S.S. - Somos Sempre Sul!" estão desejosos de apontar a agulha magnética para Sul e descer, descer, descer até molhar os dedos dos pés naquele mar do Atlântico que nos é tão "revitalizador", querido, desejado!

Pensei em inúmeros programas para o Dia da Mãe, e na realidade, o que eu quero mesmo é ser Mãe, a tempo inteiro, nestes dias. Mas uma Super-Mãe, com direito ao branco do silêncio, ao cor-de-laranja das correrias, ao verde da relva, ao castanho da areia, ao azul do mar, ao amarelo do sol, ao encarnado do amor.

Também desejo ser Hiper-Mega-Estupida e Pirosamente mimada em todas as cores!

Dos inúmeros programas que imaginei surgiam-me sempre as palavras: "praia", "havaianas", "sol", "caminhadas", "serenidade", "feriado-ponte", "Sardenha" e "Menorca". Estavam completamente de fora as palavras "custo elevado" (porque será?!), "avião". E dentro desta mescla de palavras encontrámos a melhor solução. Aquela com a qual o meu Guerreiro até já saliva de contentamento! 

Estas serão as nossas expressões nos próximos dias... 







Estas serão as paisagens que não iremos ver devido à proibição da palavra "avião"...


"Sardenha"



"Menorca"



Ainda a propósito da dança...

Ainda a propósito da dança...

(para quem não me conheço pessoalmente informo que AINDA não sou eu,
mas, daqui a uns meses, com o Crispim a morder-me os calos e os músculos,
eu estarei just like that... porque é bem bonito e saudável!
Por enquanto a coincidência reside na poética do momento e no copo de vinho tinto!)



O Sr. da Portagem, da Ponte 25 de Abril, já tem uma página do Facebook!


Em relação ao Senhor bem disposto das portagens da Ponte 25 de Abril, do qual vos falei aqui, façam favor de lhe dizer que ele tem pela menos uma página na rede social facebook, e que se reivindica uma fotografia dele! Quem passar por lá que lhe dê esta novidade! Vai ser difícil falar mais do que ele, em tão curto espaço de tempo, mas tentemos... quiçá até podemos preparar um bilhete escrito e deixá-lo na mãozinha que ele leva ao peito quando se despede?! Aproxima-se um fim de semana de calor e de viagens a sul... já sabem, quando voltarem para norte e passarem na ponte, apontem-se à cabine deste senhor (está sempre na dez ou nove). E agora façam aqui um clique na página dele, que ele merece, deve ser o trabalhador mais feliz que eu conheço, entre sector estatal e privado...

https://www.facebook.com/pages/Sr-da-Portagem-da-Ponte/1491050121107390

terça-feira, 29 de abril de 2014

Dançaram?! Eu e a Pilar sim!



A esta hora do dia e com os meus músculos a quererem saltar para fora do meu, eu e a Pilar só conseguimos dançar e recordar esta. Fica bem com tudo... com jeito, sem jeito, a sós, acompanhados, com dores, sem dores, em pensamento, de pés calços ou descalços,  mas nesta cadência e neste tom! Feliz o dia em que se dança e com alegria!

Dance

Dia Mundial do Dança...

... do corpo e do seu balançado. Dança contigo próprio, só assim podes ter o prazer do teu corpo, em liberdade, na dança. Dança com o outro, aquele onde a cadência é igual à tua, e ficarás para sempre envolto naquela magia, num lugar único e protegido.

Gosto de dançar comigo, em parafuso. Nunca gostei de dançar com regras, passos certos e aprendidos. Não consigo. A carreira de ballet e dança contemporânea foram por água abaixo.

Há sempre um bom início de história em cada dança. Ou um fim. 
Já dancei com lindas histórias e lindas histórias dançaram comigo. Já terminei lindas histórias a dançar, e lindas histórias terminaram comigo a dançar. Já nos juntámos, já nos afastámos, já nos beijámos, já nos sentimos.

Gosto de fazer história quando danço. 
Gosto de conquistar quando conduzo a dança. Gosto de ser conquistada quando me agarram e levam para bem longe daquele espaço.

So... dance. Alone. With someone.









segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ai Crispim, ai Crispim tu dás cabo de mim

É agora, meus senhores e minhas senhoras... é a partir de agora! E "partir" é a melhor palavra a utilizar, mas neste caso enquanto verbo! "Partir" no sentido de "quebrar algo". No meu caso, o "objecto" a partir é o tecido adiposo que faz questão de se colar à volta da minha zona abdominal e também, partir as bolas de celulite!

Sou licenciada em Educação Física mas sempre tive mais jeito para ginasticar com as palavras. Detesto ginásios e o culto do corpo cheio de músculos à varanda. A última vez que entrei num ginásio (a Única vez, foi há cerca de treze anos). Os meus exercícios físicos preferidos são: mexer a boca para falar, dançar em parafuso, fazer conchinha p'ra direita e abraçar. Os exercícios desportivos que melhor se colam a mim, desde o espaço de prática até ao resultado final, são a natação e o hatha yoga. Há cerca de um ano que não pratico hatha yoga (horário e vida não se conciliaram ainda) e natação, só de pensar em toda a logística, deixa-me cansada. Agora, aos trinta e oito outonos e dentro deste cenário, o meu corpo começou a dar-me conta do seu estado. Como?
ao acordar sentir o corpo pesado e "perro"
ao final do dia estar quase sem vitalidade física
"arfar" que nem uma cadela de cada vez que faço um sprint
dores de costas e joelhos... e, não descurando os sinais mais espirituais de cada um destes sinais, resolvi dar resposta ao corpo (acompanhado da mente) e inscrevi-me num ginásio... 

Mas porque raio foi ela inscrever-se num ginásio quando não gosta da música que por lá se ouve, não gosta do espírito, nem tão pouco do conceito?!

porque não estou sozinha... o meu treinador, o Crespim, é um amigo e pêras (em todos os sentidos), um grande profissional, colega de escola e vou acompanhada por uma amiga, também colega de escola... O melhor de tudo... nos dias de treino saímos os três da escola directos para o ginásio, ou seja, não há como escapar. O Local é pequeno e a música está suficientemente baixa para se irem ouvindo as asneiras uns dos outros.

Hoje foi o dia experimental... não vou aqui deixar o meu IMC, nem peso, nem tamanho de pregas, etc. a vergonha exposta seria maior que o meu tamanho. Vou deixando aqui o feed back de quem detesta ginásios, está inscrita num e quer, sobretudo, que o resultado seja visível no seu bem estar físico (se a isto se juntar um corpinho digno de biquini e "invejado", melhor ainda!).

DAY 1 - Chegada ao ginásio com dor de cabeça de há horas. Saltar à corda (respirar). Atar os pés a uns pesos (respirar). Rebolar as costas em bolas gigantes (respirar). Levantar pernas. Baixar pernas (respirar). Levantar glúteos. Baixar glúteos (respirar). Trocas as pernas (respirar). Destrocar as pernas (respirar). Peso nas mãos, tudo de novo (respirar). Tudo vezes quinze. Deslocar-me (confesso que só consegui com o rabo no chão) até ao tapete e respirar  Abdominais (respirar). Alongar (respirar). Descansar. Sorrir e acenar q.b. ... Dirigir-me ao carro e não saber andar, nem tão pouco conduzir. Felizmente não tinha o telefone para me "selfar" naquele momento. Mas a expressão era a mesma de quando estamos ouvir alguém e ficamos de boca aberta. Neste caso era mesmo a realidade porque não tinha força para a fechar. O Crispim foi impecável e atencioso! Eu também! E passadas algumas horas, anunciando-se que o pior ainda está para vir, já sinto algumas partes do corpo... partes essas com as quais não me cruzava há algum tempo! Mas esta é a melhor sensação física para mim, sentir que o corpo, no seu todo, mexeu!

Amanhã, se conseguir mexer os dedinhos, volto cá...

"Ai Crispim, ai Crispim tu dás cabo de mim", tenho dito!




     



domingo, 27 de abril de 2014

deste 25 de abril




Deste 25 de Abril, a lembrar os 40 anos, levo...

um belo passeio à exposição do Museu da Guarda Nacional Republicana, no Quartel do Crato (Lisboa);
um Guerreiro de Voz Branca, de mãos dadas comigo, a cantar a "Grândola" e a gritar "1 ,2 ,3 Abril outra vez";
uma Lisboa invadida de pontos vermelhos;
os pêlos eriçados de cada vez que se ouve a "Grândola";
e algumas questões...
desde o tempo de Salazar qual foi o governante que "tomou conta" do país?
que democracia construo para o meu filho?
que Liberdade tem o meu filho?





e se os outros são parte de nós



E se os outros são a metade de nós

metade do que eu sinto, é a metade do que sentes

metade do que eu quero, é a metade do que queres

metade do que eu vejo, é a metade do vês

em cada parte de mim

tu és parte também

e assim

eu só posso ser amor por inteiro...



Nesta época balnear...


Nesta época balnear
quer-se
areia no cabelo
e que o vento não nos levante de lá,
que apenas aumente o desejo
e o sal no nosso corpo,
ondulando sobre todas as curvas...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Disparate recebe colo... L.O.L.

Quando o cansaço pega em mim... o disparate dá-lhe colo na certa.

Lembro-me de uma altura, em 2003, numa formação, eu e a minha parceira de trabalho rir às gargalhadas por tudo e por nada. O cansaço no final do dia tomava conta de nós e a gargalhada era certa. Ora por disparates explícitos, ora por lembranças de quedas, ora por situações que nem sequer tinham acontecido mas que, só de imaginar, eram motivo para não aguentarmos as lágrimas. Na altura tínhamos Doutores à nossa frente, vindos de Itália, França, Espanha que exigiam respeito e admiração - que tínhamos, mas a gargalhada era mais forte. Eu tinha a sorte de me esconder atrás dos cabelos comprido, ela estava de cabelo curto. 

Hoje foi mais um dia ...

- Olha, sabes o que gostava que me dissessem quando eu morrer?!

- Olha, mexeu!!!

Lágrimas nos olhos e disparate ao colo!






Eu e os meus amantes



Pensar num dia que comemora "O" livro é lembrar-me desta frase da Clarice Lispector. 
Li-a através do Manguel e nunca mais a esqueci. 
Pensar em mim, mulher, e neste dia, é lembrar-me de mim com os meus amantes.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Na história do 25 de abril caíram que nem passarinhos

Na sala éramos nove crianças e um adulto.

A história era sobre o Salazar, a Pide, a Dona Celeste dos cravos, o Salgueiro Maia, a guerra, a liberdade, o lápis azul, os isqueiros, o dia 25 de Abril de 1974...

Eram nove e três caíram que nem passarinhos quando adormeceram ao ouvir as histórias; três tentaram, durante uma hora, revolucionar os olhos para os manter abertos e somente três conseguiram chegar ao momento em que se cantou a segunda senha...

(em sussurro para não acordar ninguém... "Oh professora, mas essa cidade era mesmo "Grando"? Ou era assim do tamanho daqui?!") 


Balanço positivo e muito sereno neste primeiro dia de aulas. A combinar com a Revolução.




O meu farol

O meu farol




Pilar, Mª de Fátima e eu

Pilar, Mª de Fátima e eu saímos para o trabalho depois de quatro dias em tentativas de acordos de paz. Dei boleias às duas e fiquei a aguardar o convite de uma delas para o segundo café da manhã. Maria de Fátima disse que precisava falar urgentemente comigo. Início da manhã estragado. Veio falar-me do tempo, do ordenado, da angústia, do seguro do carro, da conta da oficina, do tempo, do ordenado, da separação do seu filho... O ambiente estava pesado... ficou Extra-Pesado... com direito a todos os halteres existentes no ginásio (onde ela própria não se inscreveu)! Levei-a a passear à estação, deixei-a sentada num banco perto da linha e voltei para o trabalho. Eu, sozinha no gabinete. Ninguém. Nada. Apenas trabalho. Lastro solto. Pilar chega perto da hora do almoço. Junta-se a mim e fica durante a tarde. Reunião ao final do dia e eu, uma vez mais, fico surpreendida com a forma como Pilar mergulha no que acredita. Com a força com que mergulha e o tempo em apneia. Na sua caixa torácica leva dezenas de litros de oxigénio - o seu e o dos que a rodeiam. Retém a sua respiração, ondula o corpo ao jeito da maré e desliza por ali fora. E ali fica a planar na profundeza das ideias, à procura de muito mais acerca delas, observando-as em todos os seus ângulos, rodeando-as e tornando-se cada vez mais parte delas. E eu gosto de seguir o exemplo de Pilar! Gosto muito!
E quanto à Maria de Fátima, essa deve ter apanhado o comboio na estação porque, durante o resto do dia, nunca mais a vi!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

A força que a vontade tem, não é maior do que a minha liberdade

A força que a vontade tem, não é maior do que a minha liberdade...

Vontade rima com força. Força rima com vontade. E às vezes, a vontade é maior do que ela mesma e aniquila todas as forças, todos os laços, todos os enlaces. Mas outras vezes a força é maior do que a vontade e aniquila-lhe todas as forças, todos os laços, todos os enlaces e por fim, dá-se o desenlace. E és livre!  

domingo, 20 de abril de 2014

Pilar, Mª de Fátima e eu, que é como quem diz, "A Ressurreição 38 anos d.R."

Foi um verdadeiro fim de semana santo. Por estes lados também se deu a morte e a ressurreição! Dona Sábia e Dona Desastrosa, que ficaram a conhecer na última "blogsta"(é favor tomarem nota desta nova palavra - 1º ressurreição do fim de semana - a junção de "Blog" e "Posta" (que é o que por aqui se manda...)) assim como nasceram, tão depressa morreram e ressuscitaram! Não foram precisos quarenta dias, sacrifícios, jejuns, calvários ou pregos na cruz... foram somente necessárias quarenta e oito horas para todo o processo acontecer! Minhas estimadas amigas de longa data, quiseram dar a sua palavra cá em cima no mundo virtual. Depois da sua aparição, fizeram uma peregrinação entre o rio e o mar, viram uma luz, deu-se-lhes um badagaio, e ressuscitaram precisamente hoje. O Dia de acreditar que há mais vidas! Elas não estiveram penduradas numa cruz (muito embora nos apetecesse fazê-lo a Dona Desastrosa), elas estiveram em período de reflexão e aproximação ao seu Deus - eu, a Rita! Depois de uma longa caminhada por entre escarpas perigosas e pontas de Cabos, Rita, Dona Sábia e Dona Desastrosa decidimos dar-nos outra vida, aliás, A Vida. Voluntariosamente, Dona Sábia caminhou até à ponta do Cabo, arranjou o cabelo, colocou o anel no dedo e, deu um pequeno impulso ao seu leve corpo, de modo a seguir boleia do vento. Já Dona Desastrosa, contrariada, imaginando sempre um pior cenário, no peso da sua gordura e no tamanho dos pés, andou furiosamente até à ponta do Cabo, esticou o seu pé 40, veio uma rabanada de vento e pum! Não teve tempo para mais nada. Cá em cima, Rita, sempre em guarda, aguardava o tal visionamento da nova Vida. Aguardava um sinal divino, um som, um foguete de sinalização... mas nada. O único sinal que teve foi o seu carro trancado por um autocarro de espanhóis e uma borla num pão com chouriço "quentinho, quentinho acabadinho de sair do forno!" (cadê o forno senhora? Você aí só tem um micro ondas!). Mas é certo que, Rita como boa Tuga que é, viu o divino nesses sinais. Ora, Dona Sábia encarna naquele autocarro cheio de gente bonita, de nuestras hermanas, de corpos esbeltos e cheirosas e ressuscita como "Pilar". Por sua vez, Dona Desastrosa, ao sentir o cheirinho da chouriça, da bifana e da fartura ressuscita ali mesmo ao lado da roulotte enquanto "Maria de Fátima".
Temos então uma nova Vida para apreciar, a de Rita, Pilar e Mª de Fátima. De vez em quando terei todo o prazer em "blogstar" o seu Caminho! Para já posso dizer que apenas 10 minutos de ressurreição, Pilar convenceu Mª de Fátima a inscrever-se num ginásio! Há esperança nesta nova Vida! A Ressurreição, 38 anos, depois de Rita.




O nosso Calvário

sábado, 19 de abril de 2014

Há dias em que eu tirava férias de algumas partes de mim...

Há dias em que eu tirava férias de algumas partes de mim...




Há dias em que tenho a sensação de que a minha parte Desastrosa toma conta da minha parte Sábia (no pouco que ela existe!), e é exactamente nesses dias que eu tirava as tais férias de mim. Apetece-me raptar a Desastrosa, levá-la para o ponto mais alto do Universo e ali ficarmos a observar a Sábia a actuar. Lindo espectáculo, por certo! Sábia é uma figura esbelta, brilhante, elegante, doce, certeira, forte, determinada, segura... a sua sapiência, agilidade emocional, sentido de humor, criatividade e poder fascinam-me! Desastrosa, por seu turno, é um turbilhão de pensamentos, ideias, vontades, desesperos que constantemente se entrelaçam e a queda é certa! É alta, de corpo rectangular, com gorduras instaladas nos sítios errados, olhos, dentes e unhas amarelos, joanetes, varizes e derrames. De tão grande que é passa a vida em trambolhões, nódoas negras, rasgões na pele, facturas expostas... Às vezes chego mesmo a gritar-lhe "Estrunnnfiiiiinnnnaaaaaaa pára!", para poder haver um pouco de paz neste Mundo.
Não há forma das duas se darem bem. Até deviam seguir a regra da atracção dos opostos, mas nada. Não há meio.
Depois de um dia de reencontros com a amizade, com o sol, com a alegria (coisas com as quais as duas até se dão bem), Dona Desastrosa resolveu aprumar-se com o vestido de gala, elevar os seus 80 quilos ao seu 1,90m, e enfiar-se nuns sapatos de salto alto agulha. Estava armado o baile! Desastrosa em acção! 
Ai mas que canseira!
Rai's parta a Mulher que não deixa ninguém descansar! Posto isto dá vontade de lhe comprar um bilhetinho de ida ao Universo, em cima de um tapete 100% poliester, e obrigá-la a ver os modos e procedimentos da companheira Sábia!
Sábia continuará a comandar a Vida, como só ela sabe!  

quinta-feira, 17 de abril de 2014

saudade verga, antes fosse vesga


Saudade tem peso e verga-nos o passo,
mas não verga a vontade de aprumar o Amor!


About this week...


Caminho difícil por vezes sinuoso. Chegada feita no tempo previsto. Sabor de vitória na mente. Sabor de cansaço no corpo. Um colo à espera. Good End.







segunda-feira, 14 de abril de 2014

Do fim de semana de descanso




De um fim de semana carregado de coisas fortes: comidas, bebidas, amizades, em suma... de amores verdadeiros.


sábado, 12 de abril de 2014

Poesia, poesia... questionário! Peço colaboração!

Felizmente coordeno um dos projectos literários mais bonitos deste país - o Cancioneiro Infanto Juvenil para a Língua Portuguesa, que podem conhecer aqui (página em actualização de seleccionados) e aqui. Já nasceu há vinte e cinco anos e continua vivo! Uma das coisas que por lá acontece é a recolha de textos poéticos, de pessoas desde 0 anos até aos 100, em modo "Concurso Poético". O sétimo concurso (que decorreu entre 2012 e 2014) terminou e hoje foi dia de seleccionar os textos. Foi dia de Maratona de leitura e selecção por parte do Júri. 
E não querendo levantar o véu das escolhas, levanto o véu acerca deste tipo de textos nas nossas escolas e algumas reflexões decorrentes de dez horas de leitura. Aliás, levanto questões - as mesmas de sempre - acerca da presença da poesia nas salas de aula.

1. Para um adulto, vocês aí desse lado, o que é Poesia (sem entrar em definições pomposas ou linguisticamente correctas)?

2. Que formação é preciso ter para se ser Poeta?

3. Utilizam/lêem poesia em casa, ou, no caso de serem profissionais de educação, na sala de aula?

4. Poesia rima com o quê, na vida?

Espero a vossa resposta. Se preferirem respondam via FB, aqui. Depois dou conta dos resultados!



  

quinta-feira, 10 de abril de 2014

check list de bens imateriais

Os nossos pilares, a nossa identidade têm de ser mesmo muito fortes e sólidos para resistir as adversidades do tempo chronos. Para termos tempo de receber, enriquecer e delegar todo o nosso património.
Ao pensar no meu tempo e património surgiu esta lista de bens, imóveis e imateriais, que quero que façam parte do meu património:

- tempo para brincar e aprender a brincar melhor com o meu filho
- ser exemplo de uma voz positiva
- viajar 
- viajar com o meu filho, muito!
- deixar de trabalhar com tempo contado e controlado
- ter mais de vinte e cinco dias de férias por ano
- ter mais de cinco dias de trabalho por semana, se for Aquele Trabalho!
- coleccionar histórias de família
- realizar as inúmeras ideias que tenho para este blog
- escrever um livro para a infância
- escrever um livro para profissionais de educação e famílias
- andar de balão de ar quente
- fazer um curso de colocação de voz
- fazer formação em novas áreas
- dançar
- manter os meus amigos
- manter a boa relação com o pai do meu filho e família
- conhecer mais pessoas e daí tirar mais uns quantos amigos
- aproveitar o sol e ter cuidado com ele
- decorar anedotas
- enriquecer o meu espólio de histórias
- conhecer Vila Viçosa
- andar de bicicleta
- ir todos os anos molhar os pés (pelo menos) à praia do Zavial, Ingrina e Carrapateira
- acabar a tese de mestrado e lembrar-me de não me meter noutra
- ter tempo para ler um livro por mês (fora da área profissional)
- be the Special one 
-
-
-
(a preencher a seu tempo...)









"Identidade e Património" na ESE Jean Piaget de Almada

Hoje o dia foi repleto de Saber. Dia passado no X Encontro da Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, a ouvir falar acerca de "Identidade e Património". À partida pode ser um assunto que não considerem interessante mas a verdade é que, tanto um tema como outro, são os pilares da nossa sociedade. As nossas identidades, os nossos patrimónios. Três dias de congresso, cinquenta e cinco oradores e moderadores. E os painéis a que hoje assisti ficaram na minha memória e, ficarão certamente a construir a minha identidade!
Guilherme de Oliveira Martins (Presidente do Centro Nacional de Cultura), Miguel Real (escritor, ensaísta, crítico literário), André Barata (filósofo), Alexandre Honrado (Director de conteúdos da TV Lisboa), Cristina Taquelim (eterna Mulher-Memória), Mª da Conceição Costa (eterna mestre da Literatura Tradicional); Danuta Wojciechowska (ilustradora); Francisco Bairrão Ruivo... todos eles falaram acerca da nossa identidade, das representações que dela temos, da nossa história e cultura, dos nossos patrimónios. 

Acerca da mesa que moderei, a da Literatura Oral com a Cristina Taquelim, a Mª da Conceição Costa, a Danuta e o Francisco ficaram-me tantas, tantas e tantas interrogações. Falou-se de memória, de textos orais, de património imaterial, de memória do povo, da construção da identidade a partir de memórias. Falou-se desse imenso património imaterial que são os contos, da sua importância para a memória de quem já se vai "desmemoriando" e de quem constrói actualmente a sua e eu fiquei a pensar... que textos orais, que legado imaterial construímos nós, hoje em dia, para deixar às gerações que aí vêm?! 

Será que ainda se produzem/criam rezas e benzeduras? Ou as que existem dos tempos dos nossos avós são as que vão ficar para sempre?

Não existem contos tradicionais novos, todos são antigos e respeitam uma tradição. E, a este nível, o que estamos nós a construir? Que tradição oral?

Como se constroem textos orais?

Ou será que tudo o que nós estamos a fazer agora, ao nível da divulgação destes textos orais ou de autor, é andar a colá-los à memória de toda a gente, sobretudo dos mais novos, para que eles se enraízem bem à Terra? Será que ainda estão "verdes" no nosso tempo e precisam de mais anos para envelhecer? 

Quantas memórias temos nós?

Como construímos a nossa identidade de pessoas revolucionárias, sem nunca termos estado num 25 de abril? (a propósito disto espreitem o novo livro da Danuta e do Franciso, vão surpreender-se!)

Um imenso património imaterial. Uma imensa memória colectiva. 

E para finalizar, deixo-vos duas rezas e benzeduras para que o vosso dia vos corra bem, e para que o quebranto vos seja tirado:


e a do quebranto, partilhada pela Cristina Taquelim (que é coisa a saber na ponta da língua quando for entregar a declaração de IRS):

"Dois olhos te olharam mal, três olhos te olharam bem. Deus Pai, Deus Filho, Espírito Santo, Ámen"

e o convite para irem, dia 12 de Abril, ao Centro Cultural de Belém (Lisboa), assistir ao lançamento do "LIVRO LIVRE" da Danuta, do Francisco Bairrão Ruivo e da Joana Paz (Lupa Design)... (o meu já cá canta, devidamente assinado e "espreitado"!)






terça-feira, 8 de abril de 2014

Entre tu e eu





Há momentos em que temos de ir pela Saudade dos outros para encontrarmos algumas das nossas partes.

É provável?!

É provável que ele a ame, que pense nela várias vezes ao dia e que até lhe dedique umas músicas e umas letras, é provável. Também é provável que ele faça tudo isto em silêncio. O que torna provável que ela não tope nada, é provável. O que também torna provável que nada disto seja verdade porque nada se prova. Mas também é provável que ele um dia aprenda a realizar a inocência do provável e, lhe mostre todas as certezas do seu amor.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A vida e o seu Tempo. O Tempo de Vida

Às vezes a Vida parece não querer nada como Tempo, outras vezes, parece querer abafá-lo, consumi-lo, deixá-lo à morte sem oxigénio.

Às vezes a Vida deixa-nos sem oxigénio e sem Tempo.

Às vezes o Tempo consome-nos a Vida e deixa-nos sem Luz.

Mas também às vezes, o Tempo surpreende-nos com paragens carregadas de Amor, que nos enchem de oxigénio e nos permitem viver à velocidade da Luz.

Um dia, muito em breve, a Vida há-de levar-me a mais paragens e a novos caminhos, que me façam de novo voar em pleno!!! 






sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pensamento apalavrado do dia...


"Água mole em pedra dura, tanto bate até que evapora"


"Todos somos filhos de Deus... mas há uns bastardos que são filhos do Diu"


"E o hino da Associação de Alzheimer (com todo o respeito, foi só uma piada parva do dia...)?!" Cliquem aqui e vejam...


Humanizar o Amor, punir quem o maltrata


Oh God save this Queen!  United Kingdom!
É pena, como sempre, é termos de andar a pensar nestas medidas... mas se há necessidade de existirem, é porque existem pessoas a contrariarem os principais valores e morais básicos de outras pessoas. 
Há que Humanizar a Humanidade! 

"Reino Unido vai punir falta de amor e afeto aos filhos com prisão

Pela primeira vez, alterações às leis sobre negligência infantil transformam a "crueldade emocional" em crime


A nova "lei da Cinderela", avançada esta segunda-feira pelo britânico The Telegraph, deverá ser anunciada no princípio de junho, como proteção do bem-estar emocional, comportamental e social da criança. A "crueldade emocional" passará, segundo o jornal, a ser considerada crime, pela primeira vez, a par de abusos físicos e sexuais.
Os pais considerados culpados enfrentarão uma pena que pode chegar aos 10 anos de prisão.
As leis em vigor na Inglaterra e País de Gales só permitem a condenação de um adulto se tiver atacado, abandonado ou submetido a criança a um sofrimento ou ferimento. Com a nova lei, será crime fazer qualquer coisa que deliberadamente afete o desenvolvimento físico, intelectual, emocional, social ou comportamental", o que pode incluir ignorar uma criança ou não lhe demonstrar qualquer amor, durante períodos alargados de tempo.
Entre as novas ofensas, conta-se também o forçar uma criança a testemunhar violência doméstica, fazer dela um "bode expiatório" ou aplicar-lhe castigos degradantes.


Ler mais: http://visao.sapo.pt/reino-unido-vai-punir-falta-de-amor-e-afeto-aos-filhos-com-prisao=f775185#ixzz2xxXLzHyJ"

Sem amor não há coragem

Carregamo-los durante meses e anos. Acompanhamo-los durante anos e anos. E a vida fica pulverizada de Sentidos. E a vida fica cheia de Sentido.
Depois as palavras imortalizam o nosso Caminho e registamos, nas diferentes memórias, estas ideias...


"SEM POLÍCIA HÁ LADRÕES"
Guerreiro de Voz Branca, 6 anos



"SEM AMOR NÃO HÁ CORAGEM. NÓS SOMOS CORAJOSOS"Guerreiro de Voz Branca, 6 anos


"ORIGEM É TUDO"
Guerreiro de Voz Branca, 6 anos


Mantra, mantrinha, mantrão...


Mantra, mantrinha, mantrão: Rita Alves
Imagem: Rita Alves
Noz: Dele

terça-feira, 1 de abril de 2014

2 de Abril, dia internacional do Livro Infantil e do Christian Andersen...


É sempre no segundo dia de Abril que se lembra o aniversário de Christian Andersen e, em sua homenagem, o livro infantil.
Todos os anos o IBBY (International Board on Books for Young People) comemora este evento com inúmeras actividades, um cartaz e uma mensagem. Todos os anos, o IBBY convida um autor de um dos países membros para assinalar este dia com uma mensagem que celebre a prazer da leitura e a importância da literatura para os mais novos. 
Este ano o país é a Irlanda; a concepção do cartaz foi para Niamh Sharkey, com o tema "Imagine Nations through Story" e mensagem foi escrita por Siobhán Parkinson.

Este é o cartaz do IBBY...




E este, o de Portugal. A autoria é de Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração no ano passado...






Esta é mais uma bonita mensagem deixada ao Mundo, acerca da importância destes Livros para a Humanidade...



"CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO
Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?
Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça.
Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras.
E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor.
É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver.
Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor.
Continua a ler!

Siobhán Parkinson Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).
Tradução: Maria Carlos Loureiro"



Eu só tenho a dizer que vivendo num Mundo "normalizado", percebo porque é que este tipo de literatura continua a ser menosprezado... valem-nos uns quantos "anormais" ao cima Dele para lhe dar valor.