terça-feira, 19 de maio de 2015

E eu sou feliz por estar rodeada de gente com piadas parvas


E quando um clima menos bom é levado por terra com uma piada parva, isso é? ... inteligência! 
E eu sou feliz por estar rodeada de gente com piadas parvas, que são tão inteligentes! Que me fazem ter vontade de gargalhar por apenas uma parvoíce. Que deitam por terra todo o trabalho de resmunguice e rezinguice do outro. 

E há ainda aquelas relações que têm um canal secreto de parvoíce entre as pessoas! Canal  que é activado por uma reacção de curtíssima duração, que por vezes nem chega a demorar um milésimo de segundo.

Hoje tive esta sorte. Por entre muitos pensamentos, muitas questões, muito crescimento, muito olhar para todos os lados e muita seriedade leve desmontaram-me o figurino com uma piada daquelas "simples e eficazes". Daquelas que não há como não nos cairmos no chão, de tanto rir. E o que que eu admiro isto?! Tanto! Seja em que relação for, seja ela amorosa, "amizadosa" ou ecológica. 

Das melhores memórias que guardo são destes momentos. E guardo-as tão bem que o meu cérebro quando precisa de alguma agitação saudável ou um empurrão, vai lá buscar todinhas! As quedas que durante uns meses via, todos os dias, na escadaria principal do Centro Comercial das Amoreiras; a "marrada" que eu mandei na cadeira da frente, numa aula de um senhor Seríssimo, francês, quando estudei no Ispa; o rir de nada, que me aconteceu tantas vezes com a minha amiga Rita X.; o rir da piada mais seca, que só eu e a minha amiga Marta é que entendíamos (não era seca, era descontextualizada para o resto do mundo); o rir só porque o meu filho está a pedir que o faça rir "à grande" e eu mando-o crescer, e rir sempre dessa mesma piada; o rir porque não aguentas mais de riso e choras de tanto rir e ficam a doer-te os maxilares...

Hoje tive essa sorte, e o meu cérebro é tão bem mandado que guarda essa memória e ri-se vezes sem conta dessa mesma piada... economia de sucesso! 

(e acabo este texto com um acesso de parvoíce daqueles! Jasus! Senhores!  Nestas alturas revejo-me na figura da Dori com uma "bebedeira do azoto")... 

Obrigada* a esta inteligência tão saudável!  (p.s eu não estava resmungona, estava questionadora, curiosa)


* ("Obrigada" porque esta coisa de agora irem ver o significado da palavra "Obrigada" e deixarem de a dizer, para passarem a dizer "Grata" dá-me nerves e fique com o sangue aos pules... também não posso dizer BemHaja por questões automóveis cá de casa. Pertantes... obrigades!) 






  

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