sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tens umas linhas escuras na cara, ao pé dos olhos...

Tenho um rosto que é transparente (e cheio de manchas do sol e de linhas do Tempo) e que, para o bem e para o mal, me denuncia. Nos dias loucos de trabalho, como tem sido ultimamente, o rosto fecha-se, o olhar foca o vazio, os ouvidos tapam-se e os lábios colam-se. Quem me conhece sabe que não se passa nada de extraordinário a não ser o pico de trabalho, a responsabilidade e a exigência. Hoje, com os meus alunos de 1º ano, durante a aula, oiço "Oh professora 'tás triste? Tens umas linhas escuras na cara, ao pé dos olhos" ... Eles sabem. Eles sabem como ninguém ler-nos por dentro e por fora. Nós, os adultos, de vez em quando também sabemos! 
Há dias tão cheios, tão intensos, tão "adultos" que só uma observação daquelas nos quebra a rigidez da pele!

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