terça-feira, 22 de julho de 2014

PACC, dia 22 julho 2014

É o desgoverno que temos... nada a fazer agora. Não há quorum suficiente para derrubar este governo. Não há meio de embalsamar aqueles mamutes (com todo o respeito por essa espécie animal) e mandá-los por um precipício abaixo. 

Eu fiz aquele teste, que chamam PACC, no dia 18 de Dezembro. Cerca de dez pessoas à entrada, na manhã, com bandeiras e tentando sensibilizar quem se vendeu e aceitou vigiar a prova. Estive duas horas a fazer um teste que dá para provar que sou cidadã portuguesa, ou que pelo menos, sei ler a língua portuguesa. De resto não prova mais nada. Não provar nenhuma Aptidão e Competência para ser professor. Nenhuma. 

Entrei com muitos mais que não queriam fechar uma oportunidade de emprego. Saí de rastos, como se um cilindro me tivesse passado por cima do corpo. Fomos cilindrados pelos olhares desconfiados dos parceiros de profissão, que vigiavam o exame. Estes tinham o desplante de dizer que estavam do nosso lado (aqui sim era de aplicar uma prova acerca das questões da lateralidade) mas nada podiam fazer.

A parafernália de regras a cumprir, sem que a principal estive cumprida, a avaliação de competências para ser docente não se avalia daquela forma. Um relógio de parede ausente (quando todos os professores o exigem e é obrigatório na realização de uma prova de exames nacionais). Os gritos de quem desertava a meio da batalha, e procurava liberdade na educação. Por fim, passadas duas horas, saímos de papeis e canetas na mão, sem esperança de sermos avaliados de forma competente e fomos recebidos por um cordão de polícia de choque! E em choque ficámos. 

Antes de nos receberem daquela forma já nos tinham torturado com pressão psicológica, emocional, com injustiça atrás de injustiça. Quando nos receberam daquela forma à saída, revistaram-nos com os olhos, com as armas, os capacetes e os bastões e roubaram-nos a liberdade que tínhamos levado às escondidas nos bolsos. 

Desse lado continuem a não se indignar, a serem somente pais e mães a depositarem as crianças na escola, e a acreditar que quem educa os vossos filhos é mau, muito mau. E continuem a apoiar uma Prova de Assistência ao Cretino Crato...





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