segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Bolsos rotos

Todos os gestos, do mais valioso, ao mais insignificante pareciam cair-lhe em bolso roto. Só mais tarde soube que era um Mestre de Amor e que até gostava de coleccionar sorrisos. Nunca o Abracei (o único abraço dado aconteceu num dia muito triste e, por isso, nunca o retive no lado B da memória - o Bom) até  chegar o dia em que descobri, que nos seus bolsos reinava "surpresa", "dedicação", "amor", "afecto". Durante toda a minha vida sempre soube que aqueles bolsos tinham que ter um fundo, mas via-os sempre fechados. Tinham um ar falso. Hoje confirmaram-me que sim. Os bolsos não estão fechados, não são de fantasia. Os bolsos dele têm um fundo, estão bem cosidos e lá dentro cabem, pelo menos, duas mãos dadas. Hoje relataram-me a forma como o meu Pai chorou e fez chorar uma equipa de pessoas, ao fechar o negócio do meu futuro "ninho". 

4 comentários:

  1. E do lado de cá o teu pai, o seu gesto, os seus bolsos também me emocionou às lágrimas.
    Fez-me lembrar outro pai...
    Beijinhos...

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    1. Os moços são grandes! E tu também, amiga! Beijos Sabura!

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  2. Estás de bolsos cheios ,amiga :-) como quem diz... estás de alma cheia :-) os meus casacos têm todos um buraquinho nos bolsos,o que quer isso dizer???

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    1. :) que está na hora de renovar o guarda-almas!!!

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