quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Relações à distância

Há algumas que resistem, há outras que abrandam e ainda há as que morrem de imediato. Relações à distância. Nunca acreditei nelas, mas também nunca as vivenciei, até há pouco tempo... Nas coisas do amor e no início da paixão, há sempre uma distância brutal e violenta. Ele/a até podem estar a 1 km ou a 10 cm, mas a distância é sempre grande, nunca estamos suficientemente perto porque não conseguimos fundir-nos com o outro. Depois, com o amainar da paixão, aumenta o tamanho confortável para a Distância. "Este é o meu espaço e esse é o teu" e respeitinho! "Encontramo-nos em determinados tempos - de preferência curtos - mas de resto eu sou eu, e tu és tu". Por fim, quando a paixão desaparece e o amor não teve as fundições correctas, a Distância é sempre pouca, nunca estamos suficientemente longe porque não conseguimos encaixar-nos. E, em todas as etapas, a Distância convém ou desconvém, para o que mais nos convém. 
Hoje a Distância não me convém, para o que mais me convém... convinha-me dar-me bem com ela, mas não consigo. Como tal, não frequentamos a casa uma da outra, não partilhamos sal ou raminhos de salsa, apenas nos cumprimentamos brevemente no passeio. Há pouco tempo descobri que não sou só eu a não gostar Dela. Em conversa informal com o senhor Skype, vizinho do lado, descobrimos que tinhamos esse ponto em comum. Ele é um senhor discreto, facilitador de relações, aniquilador de Distância e Saudade. Eu gosto dele, no início achava-o distante, arrogante, frio e impessoal. Hoje, e depois de muitos meses, já frequentamos a casa um do outro, já partilhamos festas, desabafos, alegrias e tristezas. Os dois damos cabo da Distância e pomos a andar a Saudade. Não é verdade, Principessa?! 
Boa viagem, minha linda. Boa viagem, meu afilhado! Eu e o senhor Skype vamos iniciar a caça à senhora da Saudade. Ela já deu sinais de vida! Mas vamos dar cabo dela! Mi aguarda!




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