sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Apaixonados sénior


As histórias de amor são sempre bonitas e apetecíveis! As que mais me encantam são as dos apaixonados sénior. Deixam-me de sorriso no rosto e de lágrima no canto do  olho. Ontem ouvia um casal falar acerca do seu longo amor. Tinham-se apaixonado num baile e desde então nunca mais se tinham largado aquela dança. Continuam a dançar, a acharem-se as pessoas mais bonitas que existem ao cima da terra, a desejarem-se mutuamente, a encantarem-se com os pequenos nadas do outro e, a certa altura, dizia ele: "Ela continua a fazer-me sorrir. É a minha alegria". Depois, à pergunta: "E continuam a ter uma vida sexual activa?" ele responde: "Eu continuo um jovem nisso, gostamos de nos tocar e a gostar como se fossemos jovens". Estes casais apaixonados de Data de Nascimento Antiga dizem que o segredo está na construção que fizeram um com o outro. 
Acredito que sim, mas também que, cada um deles vive muito bem consigo próprio, de certeza. Não devem estar à espera que o outro lhe dê a felicidade que ele não tem em si. Ouvir as histórias de alguém que vive feliz com a mesma pessoa há 50 ou 60 anos é memorável e a mim põe-me a pensar. A pensar nas poucas pessoas que conheço a terem uma relação assim, e nas muitas que conheço a terem uma relação de muitos anos  só por conveniência, comodismo ou compromisso. No último caso, infelizmente, as pessoas não conseguem viver sem a outra por dependência de hábitos, por questões sociais e não conseguem dar a volta à sua vida. E na minha opinião, não conseguem desfazer os nós destas relações porque elas próprias são um nó. Somos sempre o espelho do outro numa relação, e se eu sou nó, tu vais ser nó e a igualdade é nó! Se eu sou luz, tu és luz e a igualdade será luz. 
A construção de uma vida, entre dois "avózinhos", deve ter duas bases muito felizes e gratas pela vida. Cada um deve ter a sua espinha emocional muito bem solidificada, e a roupagem com que a envolve deve ser cheia de luz.    

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